Institucional

15/12/2010

Escola de Londrina realiza Plano de Ação do curso Gênero e Diversidade na Escola

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) tem realizado ações para garantir o direito de todos, sem preconceito ou discriminação de orientação sexual e identidade de gênero, a uma educação pública e de qualidade. Foi o que aconteceu na semana passada no Colégio Estadual Vicente Rijo, em Londrina, quando cerca de 50 pessoas entre professores e agentes educacionais participaram de atividades do Plano de Ação do curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE), organizado pelo Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), que teve como objetivo debater temas como lesbofobia, homofobia e transfobia na escola.
O evento foi uma realização das professoras de Sociologia Vani Espírito Santo e Maria Aparecida Janesch. Após frequentar o GDE elas perceberam a necessidade de enfrentar estas questões no cotidiano escolar. “A sociedade é preconceituosa, impregnada de machismo, sexismo, lesbofobia, homofobia, transfobia. É preciso desnaturalizar as relações de opressão, e assim como a escola reproduz as situações de violência da sociedade, pode e deve desconstruir estas mesmas situações”, disse Vani.
Para Maria Aparecida, a discriminação e o preconceito são resultados da falta de conhecimento das pessoas em relação ao assunto. “Isto ocorre, muitas vezes, porque há um desconhecimento acerca de diferentes temáticas, entre elas a da diversidade sexual, por isso, eventos como este contribuem e muito para mudanças de posturas no ambiente da escola”, explicou a professora.
Representantes do Movimento Social de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) também contribuíram com o evento ao relatar suas experiências quando frequentavam a escola. “Os depoimentos trouxeram discussões sobre o que acontece no chão da escola e que contribuem com a construção de uma sociedade que exclui e mata pessoas que não se enquadram em normas construídas culturalmente, socialmente”, avaliou Maria Aparecida.
“Essas iniciativas devem ser permanentes e principalmente fugir do senso comum instaurado ao se tratar destes temas. Por isso, a necessidade de pautar tais questões a partir do conhecimento é fundamentada no princípio do Estado laico”, comentou a técnica pedagógica Kátia Cristina Dias da Costa do NGDS, que esteve presente ao evento a convite das professoras.
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