Institucional

03/05/2011

Alunos surdos avaliam acessibilidade do prédio da Seed

Alunos surdos avaliam acessibilidade do prédio da Seed
Alunos e professores da Escola Especial da Associação para Pais e Amigos de Surdos (APAS) visitaram nesta terça-feira (3) a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O objetivo foi avaliar as condições de acessibilidade do prédio da Secretaria para surdos. Os visitantes foram acompanhados por representantes do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN). O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, propôs tornar a Seed mais acessível às pessoas com deficiências.
A professora substituta de História, Geografia e Ciências da escola, Janaina Kosztrzepa, que é surda, acredita que a principal dificuldade seja a sinalização. “Mas o convite para visitar a Secretaria foi bom, o que falta aqui é um entendimento em Libras”, afirmou.
As principais dificuldades de acesso apontadas foram a sinalização. As placas indicando os departamentos foram consideradas pequenas, além de não constar nelas o que significam as siglas. Também foi sentida a falta de um mapa do prédio na entrada. Os visitantes aconselham que os alarmes auditivos, como telefones ou alarmes de incêndio, sejam adaptados para sinais visuais ou olfativos. Além disso, o ideal seria que fossem usados pictogramas juntos às palavras que estiverem em placas.
Essa não foi a primeira visita do gênero. Alunos de duas escolas de educação especial de Curitiba visitaram a Secretaria de Estado da Educação (Seed) no dia 25 de abril para avaliar as condições de acessibilidade do prédio para os deficientes intelectuais. Quatro alunos da Escola de Educação Especial Luan Muller e dois alunos da Escola de Educação Especial São Francisco de Assis conheceram a Secretaria, acompanhados por representantes do DEEIN da área intelectual. A representante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Curitiba e professora da Escola Luan Muller, Marise Mendes Silvério, também visitou a Secretaria.
Para a professora Marise Mendes Silvério, não se deve pensar apenas na acessibilidade física, com a implementação de rampas e corrimões, mas também na formação dos funcionários para que eles possam atender de maneira adequada a todos. “O tratamento tem que ser igual para todos”, reforçou.
Os alunos também consideraram a sinalização do prédio como uma das principais dificuldades. Para eles, deveriam ser usadas cores e imagens maiores para identificar departamentos e banheiros. Também sentiram a falta de fitas antiderrapantes nos corredores e de rampas de acesso no prédio.
No dia 19 de abril, representantes da Associação de Deficientes Visuais do Paraná (Adevipar) e do Instituto Paranaense de Cegos (IPC) foram acompanhados por representantes do DEEIN em uma visita pelo prédio da Secretaria com o mesmo objetivo de apontar as dificuldades que os deficientes visuais encontram ao circular pelo prédio.
Entre as dificuldades encontradas, estão as escadas sem corrimão, os corredores ocupados por objetos, as portas estreitas, os buracos em torno do prédio e as ruas próximas à Secretaria.
O representante da Adevipar, Leomir Barbosa Pinto, elogiou a iniciativa. “É um marco inicial que deve ser expandido para todas as secretarias”, afirma. Para os visitantes, adequar a Secretaria vai facilitar a vida de todos, não só a dos deficientes visuais.
Representantes de associações e de instituições de deficientes do Paraná são convidados a visitar a Secretaria para avaliar o acesso ao prédio. A primeira visita aconteceu no dia 5 de abril. Nesse dia, o presidente da Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Mauro Nardine, avaliou a acessibilidade do prédio da Secretaria para cadeirantes. Depois de todas as visitas acontecerem, será feita uma reunião com todos os representantes para que apresentem as demandas, assim a Secretaria fará projetos de melhorias. A reunião está prevista para o dia 10 de maio.
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