Ensino

07/06/2016

Estudantes do projeto Conectados produzem filmes curtos

As escolas da rede estadual ganharam um aliado importante para diversificar a oferta de atividades curriculares e enriquecer o processo de ensino e aprendizagem. Desde o fim do ano passado, 70 escolas integram o projeto Conectados, da Secretaria de Estado da Educação, que usa novas tecnologias de informação e de comunicação em diferentes espaços do ambiente escolar.

O projeto é piloto e será expandido para outras escolas gradativamente. Para participar, as unidades elaboraram um planejamento pedagógico com a aplicação de recursos tecnológicos que contribuísse para o processo de ensino e aprendizagem. Cada unidade recebeu um kit contendo tablets, cartões de memória, roteadores, range extender (repetidor de sinal de wifi) e HDs externo de 500 GB.

No Colégio Estadual Narciso Mendes, em Curitiba, as atividades resultaram no 1° Festival de Nanometragem. Foram produzidos 38 “nanofilmes”, curtas-metragens com duração de até 45 segundos, por 50 estudantes do 7° e 8° anos do ensino fundamental.

“Nós resolvemos transformar em uma atividade séria e organizado o quê para os alunos pode parecer uma brincadeira. Então surgiu a ideia de lançar o desafio e criar em nanometragem. Inicialmente trabalhamos com aulas teóricas em sala de aula e em seguida eles já começaram o processo de criação”, explica o professor de Língua Portuguesa Edson Rodrigues Passos, que coordenou as atividades.

Foram dois meses de pesquisas teóricas em sala de aula e filmagens feitas pelos estudantes, que utilizaram dispositivos móveis com supervisão do professor Edson. No festival foram selecionadas as cinco melhores produções.

“Essa atividade é importante porque os alunos vivenciam essa realidade no dia a dia e a escola precisa estar adequada e preparada para trabalhar com tecnologias dentro das expectativas dos estudantes”, explicou Edson.

A estudante Kevelim Lawana da Silva, 13 anos, do 7° ano, produziu um documentário sobre as diferentes formas da prática do bullying. Segundo Kevelim, além de ter a oportunidade de usar novas tecnologias em sala de aula, o documentário também contribui para transmitir uma mensagem importante. “Muitas crianças sofrem por causa do bullying e por isso resolvi fazer o vídeo para mostrar que isso pode prejudicar as pessoas”, disse a estudante.

Wendel Streit, de 13 anos, do 8° ano, também aprovou a novidade. “Normalmente usamos apenas cadernos e lápis nas atividades, mas desta vez pudemos trabalhar com algo diferente, que envolveu internet e outras tecnologias”, contou Wendel, que produziu um “nanofilme” sobre a “magia” em volta do cubo mágico.

O empresário Rodolfo Miguel de Miranda, pai da aluna Kevelim, acompanhou a exposição dos trabalhos. Segundo ele, esse tipo de atividade contribui para despertar a criatividade dos jovens. “É importante porque desperta a criatividade e o uso consciente da internet e dos dispositivos tecnológicos”, disse Rodolfo.

TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO – O diretor de Políticas e Tecnologias Educacionais da Secretaria de Estado da Educação, Eziquiel Menta, explica que as escolas do projeto Conectados têm acesso a um leque grande de conteúdos que vão auxiliar no desenvolvimento de atividades tecnológicas voltadas à demanda de cada unidade.

No Colégio Estadual Angelo Trevisan, em Curitiba, os estudantes do 7° ano do ensino fundamental produziram pesquisas sobre a proliferação e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, dengue e febre chikungunya. As produções estão disponíveis na internet para consulta da comunidade escolar no www.youtube.com/channel/UCRfBoKy8T-v0l2QkLsQtM3g

As pesquisas explicam de maneira diática a origem do Aedes aegypti, a transmissão e os sintomas do zika vírus, da dengue e febre chikungunya, além de maneiras para combater a proliferação do mosquito. “Além de conectar as aulas à realidade dos alunos, o recurso contribui para aumentar o interesse pelos conteúdos e aprofundar os conhecimentos através de pesquisas”, disse a coordenadora das atividades, Silvia Cristina Tafarelo, professora de Língua Portuguesa.

Cerca de 70 alunos participaram da produção dos vídeos com a supervisão da escola e acompanhamento dos pais. A escolha do tema foi feita pelos professores para alinhar a temática do trabalho com os conteúdos previstos na matriz curricular. A produção e formato foram escolhidos pelos estudantes. “A única orientação passada a eles foi para que usassem a criatividade nas produções”, lembrou Silvia.

Em Londrina, no Norte do Estado, os estudantes que participam dos cursos do Centro de Línguas Estrangeiras e Modernas (Celem) no Colégio Estadual Benedita Rosa Rezende utilizaram aplicativos móveis para aulas de conversação e escrita em inglês. Cada estudante fez uma apresentação em inglês, conforme conteúdo previsto no curso.

“Fiquei satisfeita com o resultado, pois possibilitou a prática do vocabulário e a interatividade”, contou a professora Gisele Fátima Cardoso, que coordena a atividade.

Para conhecer mais sobre o projeto, acesse: www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1544
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.