Ensino

07/06/2019

Prova Paraná: dos resultados para a prática em sala de aula

Com a aproximação da segunda edição da Prova Paraná, estudantes, docentes, tutores pedagógicos e equipes gestoras de escolas de todo o Estado intensificaram a preparação para o exame. A avaliação diagnóstica, que tem como objetivo identificar as dificuldades e habilidades dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, será aplicada na próxima terça-feira (11).

Baseados nos resultados da primeira edição, professores e gestores  puderam traçar planos de ação não só com o intuito de melhorar o resultado das instituições, mas para engajar os estudantes a participarem. 435 mil alunos da rede estadual participaram da avaliação realizada em março, mas a meta é alcançar ainda mais estudantes.

Na Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco, em Pinhais, por exemplo, os professores têm procurado inserir os descritores que serão abordados na avaliação dentro do planejamento regular das disciplinas. “Sabemos que conteúdo a Prova Paraná traz, e percebemos que alguns pontos relacionados à avaliação podem ser inseridos no planejamento”, explica o diretor da instituição, Evaldo Carlos da Silva.

Os docentes do colégio também traçaram, com os estudantes, um paralelo entre a Prova Paraná e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares, que os jovens, eventualmente, vão acabar prestando, a fim de mostrar aos alunos a importância da avaliação aplicada pela Secretaria da Educação e do Esporte (SEED).

Ainda, foram preparados simulados, com questões de edições anteriores da Prova Brasil, para que os alunos tenham uma atividade extra para se preparar. Aplicada no segundo semestre, a Prova Brasil é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) cuja nota padronizada é utilizada no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

TUTORIA PEDAGÓGICA – Uma das ações desenvolvidas pela SEED a partir da primeira Prova Paraná se trata do Tutoria Pedagógica. Pelo projeto, técnicos dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) vão semanalmente às escolas, com objetivo de auxiliar os gestores a implementar ações e estratégias que contribuam com processo de ensino e aprendizagem, combater o abandono escolar e reduzir os índices de reprovação na rede estadual por meio do fortalecimento da gestão escolar e do trabalho pedagógico. E em relação aos direcionamentos para a Prova Paraná, a parceria entre os tutores e escolas tem sido bastante proveitosa.

Tutora Pedagógica do NRE da Área Metropolitana Norte, Neuza Wagatsuma percebeu que os professores das seis escolas onde atua têm se dedicado bastante a atividades ligadas à avaliação. Ela conta que a ideia não é que os professores deixem de lado o conteúdo programático para focar apenas na Prova Paraná, mas que haja uma integração entre o conteúdo da avaliação  e o conteúdo normal das aulas.

“Os professores  perceberam onde precisam melhorar com os alunos, e estão comprometidos. As escolas, no geral, estão bem engajadas, cada uma com seus instrumentos. Se você oferta um conteúdo de qualidade, o resultado vai aparecer. Não queremos apenas os índices, mas a aprendizagem efetiva”, afirma.

O propósito da tutoria é propor trabalhos às equipes gestoras dos colégios, e não dizer exatamente o que deve ser feito. Para Silva, o projeto veio em bom momento. “Nós discutimos nossa pauta com a tutora, que nos auxilia. Temos nosso direcionamento interno, mas a tutora também opina. Muitas vezes, implementamos sugestões que vêm dela”, diz o diretor da Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco.

PONTUAÇÃO NA MÉDIA –
Partiu das conversas com a tutoria, inclusive, uma das ações que o colégio de Pinhais tem utilizado para motivar os alunos a participar da Prova Paraná: considerar a pontuação obtida *na primeira edição * na média trimestral dos estudantes, que deve ser dividida em pelo menos três avaliações, a fim de garantir a participação.

Nas disciplinas de Português e de Matemática, os professores do Castelo Branco têm atribuído peso dois ou três na média para o desempenho do aluno na Prova Paraná. Para os docentes das outras disciplinas, a orientação é que seja considerado pelo menos um ponto.

“É uma maneira de deixar os alunos conscientes sobre a importância da Prova Paraná, para que pensem no resultado deles também, não apenas da escola. Isso faz com que o estudante se sinta motivado, incentivado a prestar a avaliação. A direção tem autonomia para definir isso”, pontua Neuza.
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