Ensino

12/08/2019

Secretaria amplia número de escolas com Tutoria Pedagógica

O projeto Tutoria Pedagógica, que começou a ser implementado em março desse ano pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed), cresceu. Se no início eram cerca de mil escolas impactadas, agora são quase 1,7 mil – e o objetivo é aumentar o número ainda mais. Além disso, a iniciativa, que tem como objetivo melhorar o processo de ensino e aprendizagem, combater o abandono escolar e diminuir os índices de reprovação na rede estadual de educação, está rendendo frutos.

A tutoria consiste em encontros periódicos, realizados nas instituições de ensino, entre equipes pedagógicas e diretiva das escolas e técnicos dos Núcleos Regionais de Educação (NREs). O objetivo é que os técnicos possam contribuir para a gestão escolar e o desenvolvimento de ações pedagógicas por meio da qualificação de diretores e pedagogos, que poderão proporcionar subsídios aos professores para elaboração de uma boa aula com foco no aprendizado dos alunos.

AÇÕES DIFERENCIADAS – Tutora do NRE de Ponta Grossa, Lorena Cristine Ribeiro Rocha explica que a ideia é que haja uma troca entre o profissional do núcleo e a equipe da instituição de ensino. Isso porque cada colégio tem uma realidade própria, sendo o diálogo fundamental para compreendê-la.

“Para cada escola eu penso em uma ação diferenciada, específica, até para conferir credibilidade ao que eu faço e valorizar a instituição. Se o trabalho for muito padronizado, as próprias escolas perdem o interesse”, afirma ela, que no primeiro semestre deste ano atuou como tutora em sete colégios estaduais.

Um exemplo de ação que Lorena ajudou a desenvolver foi o projeto Futuro Brilhante, atualmente implementado na Escola Estadual de Capinzal Eurides Martins, em Piraí do Sul (Campos Gerais). A ação, coordenada por uma professora de Matemática da instituição, consiste no envio de desafios, elaborados com base nos descritores da Prova Paraná, via WhatsApp aos alunos. Os estudantes têm um prazo para responder à docente no privado, que retoma o problema na aula seguinte ao envio da atividade, a fim contemplar também os alunos que não têm acesso à Internet em casa.

Diretor da escola rural, Paulo Henrique Capillé Fernandes é só elogios à tutoria. Segundo ele, a experiência tem sido ótima, pois veio ao encontro de necessidades da escola.

“É uma ação muito positiva, que veio incrementar o processo pedagógico. Nossa tutora [Lorena] é uma pessoa de muito conhecimento, e ‘ligada no 220 v’. Você percebe que o objetivo dela é melhorar o aprendizado dos alunos. Quando tenho dúvidas, ela não as responde, simplesmente, mas sempre tem algo para acrescentar”, diz.

PRÁTICAS COMPARTILHADAS – Outra escola que relata boa experiência com a Tutoria Pedagógica é o Colégio Estadual Rui Barbosa, em Japurá (Noroeste). Diretora da instituição, Dayane Karoline Bonette Andreta conta que além de proporcionar um fortalecimento pedagógico da equipe, aproximou a escola do Núcleo Regional de Educação – neste caso, o de Cianorte.

“Lidar com questões burocráticas é uma coisa, mas ‘conhecer o chão’ da escola é outra. Enquanto gestora eu fiquei muito feliz, porque o trabalho do tutor veio para somar. Essa ação conjunta realizada entre a Secretaria de Educação, Núcleo Regional de Educação e instituição de ensino, feita com diálogo e escuta ativa, fortalece o trabalho do professor”, opina.

Outro aspecto da tutoria apontado por Dayane diz respeito à possibilidade de intercâmbio de práticas entre as escolas. Muitas vezes, um projeto realizado em uma escola serve de inspiração para outra. É necessário, contudo, adaptar as ações à realidade da instituição, conhecida apenas com as visitas periódicas características da tutoria.

“O convívio é muito interessante. É preciso conhecer a escola, os problemas que ela enfrenta e também seus pontos positivos. Assim, o tutor acaba sendo a nossa voz no Núcleo Regional de Educação”, finaliza a diretora.
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