Secretário da Educação visita CEEBEJA da Penitenciária Central do Estado em Piraquara 15/07/2019 - 18:50
O secretário da Educação e do Esporte do Paraná, Renato Feder, visitou as instalações do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Doutor Mário Faraco, que fica dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, para conhecer um pouco da realidade dos profissionais da Educação que garantem o acesso à alfabetização, à escolarização básica e à formação superior a aproximadamente 36% dos presos que cumprem pena nas 33 unidades prisionais do Paraná.
ESTUDO E REMIÇÃO DA PENA – Os detentos da Unidade de Progressão da PCE estão matriculados no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Doutor Mário Faraco, que fica dentro do Complexo Penitenciário. O CEEBEJA tem seis salas de aula com carteiras, laboratório de informática com 16 computadores e acesso restrito à internet, sala de leitura e uma biblioteca, além das salas dos professores e pedagogos.
A Unidade de Progressão é a única em regime fechado do Complexo Penitenciário que oferece a educação nos três turnos. Funciona assim: quando não estão em sala de aula, os presos estão trabalhando no contraturno. Quem estuda pela manhã, trabalha à tarde, e vice-versa. Já quem estuda à noite, trabalha oito horas em empresas parceiras da unidade.
A cada 12 horas de estudos, os presos têm um dia a menos de pena para cumprir. Além disso, a cada livro lido, são reduzidos quatro dias de pena. Mas não basta apenas ler. Eles precisam fazer um resumo e uma análise crítica da obra, que é avaliada pelo professor da sala de remição da pena pela leitura. As leituras também são indicadas de forma que sejam produtivas para o apenado.
Na biblioteca os presos têm acesso a aproximadamente dois mil títulos com obras de literatura brasileira e estrangeira, religião, ficção, romance e conhecimentos gerais, entre outros. O acervo é uma coletânea de doações feitas por instituições públicas, organização não governamentais, parentes dos presos e da comunidade em geral. Antes de serem catalogados, os professores fazem uma seleção dos livros.
Ao todo, 7.802 presos estão fazendo alguma atividade educacional, o que corresponde a cerca de 36% da população prisional adulta.
“A educação é o único caminho possível para a construção de uma sociedade melhor e para a ressocialização. É garantia de acesso a melhores condições de vida, de trabalho e de sustento, e por isso é uma solução perene. Os profissionais que estão aqui trabalham com comprometimento, com uma missão, porque ensinar nesse contexto é desafiador, mas também exemplar”, disse Feder.
A professora Maria Regina Klapowska, que atua no CEEBEJA desde 2008 trabalhando com a alfabetização dos presos, conta que os profissionais da Educação que aceitam o desafio de ensinar no sistema prisional são como “desbravadores do sistema penal”.
“Porque nós trabalhamos com o desenvolvimento de cada indivíduo e devolvemos a sua identidade. O processo educacional é um processo de transformação, é fundamental para a reintegração desse indivíduo à sociedade”, explicou.
A Unidade de Progressão é a única em regime fechado do Complexo Penitenciário que oferece a educação nos três turnos. Funciona assim: quando não estão em sala de aula, os presos estão trabalhando no contraturno. Quem estuda pela manhã, trabalha à tarde, e vice-versa. Já quem estuda à noite, trabalha oito horas em empresas parceiras da unidade.
A cada 12 horas de estudos, os presos têm um dia a menos de pena para cumprir. Além disso, a cada livro lido, são reduzidos quatro dias de pena. Mas não basta apenas ler. Eles precisam fazer um resumo e uma análise crítica da obra, que é avaliada pelo professor da sala de remição da pena pela leitura. As leituras também são indicadas de forma que sejam produtivas para o apenado.
Na biblioteca os presos têm acesso a aproximadamente dois mil títulos com obras de literatura brasileira e estrangeira, religião, ficção, romance e conhecimentos gerais, entre outros. O acervo é uma coletânea de doações feitas por instituições públicas, organização não governamentais, parentes dos presos e da comunidade em geral. Antes de serem catalogados, os professores fazem uma seleção dos livros.
ESTRUTURA ESTADUAL – Todas as 33 unidades penais do Estado possuem salas de aula, bibliotecas e professores da rede estadual de ensino. Essas unidades estão vinculadas a nove Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos que cuidam da vida escolar dos presos.
Ao todo, 7.802 presos estão fazendo alguma atividade educacional, o que corresponde a cerca de 36% da população prisional adulta.