Alunos mostram trabalhos científicos na Ficiencias 21/11/2013 - 08:50
Cerca de 500 alunos e professores de escolas públicas e privadas do Brasil, Paraguai e Argentina participam da 2ª Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), que acontece até sexta-feira (22), no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Dos 122 trabalhos de sete áreas do conhecimento (ciências humanas, sociais aplicadas, exatas e da terra, agrária, biológica, saúde e engenharias) apresentados, 44 são de escolas estaduais do Paraná.
Um deles é Letícia Gabriele, aluna do 2º ano do ensino médio do Colégio Estadual Professor Flávio Warken, em Foz do Iguaçu. “O principal é saber o que está acontecendo em volta de onde eu moro. Temos a chance de expandir o que aprendemos na escola”, falou a aluna. “E é uma experiência muito boa poder mostrar para outras pessoas o que aprendemos”, complementou a estudante empolgada.
O projeto tem uma proposta para melhorar não apenas o meio ambiente em que a escola está, mas também interferir com ações sociais para melhorar a vida das pessoas que poluem um rio da região, por desconhecimento e pelas condições em que vivem devido à baixa renda.
Um diário de bordo serve para que os alunos escrevam todas as etapas da pesquisa que estão desenvolvendo. Isso permite o acompanhamento do trabalho e o sucesso das experiências. No caso do aluno Thiago Lopes, da Escola Estadual do Campo Rui Barbosa, em Santo Antônio do Sudoeste, para a produção de um amaciante de roupas a partir da folha do mamoeiro, ele precisou analisar também o leite e o fruto. “Além de apresentar o que aprendemos e como fizemos isso, é saímos da escola para conhecer outras realidades”, disse.
Para a aluna Julia Kunz, do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Eduardo Michelis, em Missal, o evento é uma chance de aprendizagem. “Nós podemos mostrar a nossa pesquisa, mas como existem outras áreas, é possível aprender com a pesquisa dos outros. Outras visões. E isso também é conhecimento”, comentou.
As pesquisas surgem de questões próximas a realidade dos alunos. A inclusão do consumo de beterraba na merenda escolar possibilitou um projeto de pesquisa sobre o tubérculo. Mais do que isso, resultou em receitas de suco, sorvete e picolé para uma alimentação mais saudável. “O mais interessante é poder mostrar o conhecimento, as ideias que construímos com professores e colegas”, comentou a aluna Sarah Charnovski, do 3º ano do curso técnico em Química do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel.
Em Paranavaí, os alunos da Escola Estadual Curitiba desenvolvem um trabalho voltado para a preservação do córrego Ouro Verde, próximo da escola. Eles perceberam que a poluição tem se tornado preocupante para a comunidade e decidiram mudar esta realidade.
Os alunos pesquisaram sobre o córrego, coletaram amostras que foram analisadas graças a parceria com universidades. Com os resultados, a escola definiu ações para conscientizar a população sobre os problemas de se jogar lixo no rio e procurou autoridades locais para pensar ações conjuntas. Atualmente a escola tem um assento no Conselho Municipal do Meio Ambiente.
A aluna Geovana Pereira, 9º do ensino fundamental, uma das responsáveis pelo projeto na escola tem em mente que o trabalho não fica restrito aos muros da escola. “No próximo ano não estarei na escola, mas vou continuar a ajudar o projeto, não penas para o bem da escola, mas do bairro e da cidade”, disse.
FICIENCIAS – Este é o segundo ano da Ficiencias. O processo de escolha vem desde agosto e selecionados pelos professores das universidades. “A feira é uma oportunidade para que estudantes apresentem ideias criativas e inovadoras que possam contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo das ciências”, ressaltou Fabiano Nogueira, coordenador geral da Ficiencias.
O evento ainda é um espaço para integração e troca de experiências entre os participantes - estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e superior do Estado do Paraná Brasil, Alto Paraná, Canindeyu e Caaguazú, no Paraguai e a Província de Missiones, na Argentina.
As melhores pesquisas serão premiadas e poderão receber o acompanhamento de um professor de nível superior para continuar seus projetos. Ainda serão destinadas bolsas de estudos em universidades para trabalhos premiados e um grupo de alunos poderá participar de uma vivência estudantil na Itaipu Binacional, realizador do evento com o apoio de várias outras instituições públicas e privadas.
Um deles é Letícia Gabriele, aluna do 2º ano do ensino médio do Colégio Estadual Professor Flávio Warken, em Foz do Iguaçu. “O principal é saber o que está acontecendo em volta de onde eu moro. Temos a chance de expandir o que aprendemos na escola”, falou a aluna. “E é uma experiência muito boa poder mostrar para outras pessoas o que aprendemos”, complementou a estudante empolgada.
O projeto tem uma proposta para melhorar não apenas o meio ambiente em que a escola está, mas também interferir com ações sociais para melhorar a vida das pessoas que poluem um rio da região, por desconhecimento e pelas condições em que vivem devido à baixa renda.
Um diário de bordo serve para que os alunos escrevam todas as etapas da pesquisa que estão desenvolvendo. Isso permite o acompanhamento do trabalho e o sucesso das experiências. No caso do aluno Thiago Lopes, da Escola Estadual do Campo Rui Barbosa, em Santo Antônio do Sudoeste, para a produção de um amaciante de roupas a partir da folha do mamoeiro, ele precisou analisar também o leite e o fruto. “Além de apresentar o que aprendemos e como fizemos isso, é saímos da escola para conhecer outras realidades”, disse.
Para a aluna Julia Kunz, do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Eduardo Michelis, em Missal, o evento é uma chance de aprendizagem. “Nós podemos mostrar a nossa pesquisa, mas como existem outras áreas, é possível aprender com a pesquisa dos outros. Outras visões. E isso também é conhecimento”, comentou.
As pesquisas surgem de questões próximas a realidade dos alunos. A inclusão do consumo de beterraba na merenda escolar possibilitou um projeto de pesquisa sobre o tubérculo. Mais do que isso, resultou em receitas de suco, sorvete e picolé para uma alimentação mais saudável. “O mais interessante é poder mostrar o conhecimento, as ideias que construímos com professores e colegas”, comentou a aluna Sarah Charnovski, do 3º ano do curso técnico em Química do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel.
Em Paranavaí, os alunos da Escola Estadual Curitiba desenvolvem um trabalho voltado para a preservação do córrego Ouro Verde, próximo da escola. Eles perceberam que a poluição tem se tornado preocupante para a comunidade e decidiram mudar esta realidade.
Os alunos pesquisaram sobre o córrego, coletaram amostras que foram analisadas graças a parceria com universidades. Com os resultados, a escola definiu ações para conscientizar a população sobre os problemas de se jogar lixo no rio e procurou autoridades locais para pensar ações conjuntas. Atualmente a escola tem um assento no Conselho Municipal do Meio Ambiente.
A aluna Geovana Pereira, 9º do ensino fundamental, uma das responsáveis pelo projeto na escola tem em mente que o trabalho não fica restrito aos muros da escola. “No próximo ano não estarei na escola, mas vou continuar a ajudar o projeto, não penas para o bem da escola, mas do bairro e da cidade”, disse.
FICIENCIAS – Este é o segundo ano da Ficiencias. O processo de escolha vem desde agosto e selecionados pelos professores das universidades. “A feira é uma oportunidade para que estudantes apresentem ideias criativas e inovadoras que possam contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo das ciências”, ressaltou Fabiano Nogueira, coordenador geral da Ficiencias.
O evento ainda é um espaço para integração e troca de experiências entre os participantes - estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e superior do Estado do Paraná Brasil, Alto Paraná, Canindeyu e Caaguazú, no Paraguai e a Província de Missiones, na Argentina.
As melhores pesquisas serão premiadas e poderão receber o acompanhamento de um professor de nível superior para continuar seus projetos. Ainda serão destinadas bolsas de estudos em universidades para trabalhos premiados e um grupo de alunos poderá participar de uma vivência estudantil na Itaipu Binacional, realizador do evento com o apoio de várias outras instituições públicas e privadas.








































