Autor doa livros sobre História do Paraná 07/07/2009 - 11:55
O jornalista aposentado Milton Ivan Heller fez a doação de livros de sua autoria sobre História do Paraná para serem distribuídos às escolas da rede pública estadual. A obra intitulada “De Catanduvas ao Oiapoque” relata as ações do movimento tenentista que combateram no Oeste do Paraná entre 1924 e 1925. Segundo ele, esta também é uma maneira de incentivar à leitura aos estudantes, além de resgatar fatos históricos do Estado.
“Sou uma espécie de memorialista. Lembrei da Revolução de 24, e que no Paraná houve muito combate, mas é um episódio que ficou meio escondido”, comenta o autor. Segundo ele, o próprio general Cândido Mariano da Silva Rondom, que comandava as forças legalistas, não deixou nenhum relatório explicando o que foi feito com os rebeldes. “Eles (os rebeldes) foram aprisionados em Catanduva e levados até Irati, onde passava o trem que vinha de União da Vitória, e enviados a Paranaguá, colocados em porão de navios e enviados ao Amapá, onde existia um presídio militar”, explica.
Heller fala que não encontrou nenhum documento militar relatando o que aconteceu com os prisioneiros. “De um modo geral, permanece como uma espécie de lenda que algumas pessoas ouviram falar e não há informações concretas. Então me dei ao trabalho de fazer esta pesquisa”, diz.
A história do Paraná é um filão inesgotável para Heller, inclusive dá margem a várias interpretações, ele exemplifica com o episódio do Contestado. “Os primeiros escritores que historiaram referiam-se aos camponeses como fanáticos e bandidos, mas não eram quando se deixavam explorar pelos latifundiários. Quando se revoltaram se tornaram bandidos”, justifica.
Ele também diz que tem certa dificuldade de encontrar obras de historiadores paranaenses, porque são edições esgotadas. “Você não encontra, mesmo nas bibliotecas é difícil achar alguma informação concreta sobre o assunto, obras de autores como Rui Wachowisk, Cecília Westphalen, Romário Martins e Rocha Pombo”.
O autor ainda lembra da sua preocupação sobre a necessidade do ensino de História do Paraná nas escolas. “Existe uma lei que foi aprovada por unanimidade pela Assembléia e sancionada, mas não está em vigor por que não foi regulamentada”, comenta.
Fábio Luciano Iachtechen, técnico-pedagógico da disciplina de História do Departamento de Educação Básica (DEB) comenta que iniciativa do autor em produzir a obra. “Não reivindico ao historiador formado em História a prioridade da escrita, a história é um conhecimento que extrapola a própria área de formação”, relata.
Segundo ele, existe a Lei 13381/01, que estabelece o ensino de História do Paraná nas escolas públicas, e os professores são orientados a trabalhar este conteúdo de forma interdisciplinar. “Nós compreendemos que, por força de lei, os nosso professores têm por obrigatoriedade trabalhar esta questão, mas acreditamos que ela tem que ser trabalhada na própria disciplina de história, mas é uma questão tão complexa e tão rica que acaba transpassando a disciplina e abarcando outras da educação básica como Geografia e Sociologia”, exemplifica Iachtechen.
Ainda, segundo ele, a formação dos professores e a publicação de material didático também contribuem para este conteúdo da disciplina. “Procuramos trabalhar a História do Paraná em todo o processo de formação continuada, ou seja, de abordagem direta do professor com metodologias e também com o processo de elaboração de uma material didático pedagógico”, explica.
“O Livro Didático Público nas suas primeira e segunda edições têm um bom conteúdo de História do Paraná, e que será incrementado com quatro novos capítulos na sua terceira edição, que será disponibilizado aos professores da rede no início do ano letivo de 2010”, revela Iachtechen.
Ele esclarece que foi encaminhada às escolas uma coleção chamada “Temas Paranaenses” comprada em duas fases que trata de temas e autores paranaenses. “Uma iniciativa direta de incrementar as bibliotecas do Paraná com material técnico e historiográfico que contempla a História do Paraná”, conclui. Ainda no início do segundo semestre chega às escolas o caderno pedagógico sobre História do Paraná “Representações, memórias e identidade” que tem uma característica paradidática, com exemplos práticos de como trabalhar este conteúdo sobre diversos olhares.
“Sou uma espécie de memorialista. Lembrei da Revolução de 24, e que no Paraná houve muito combate, mas é um episódio que ficou meio escondido”, comenta o autor. Segundo ele, o próprio general Cândido Mariano da Silva Rondom, que comandava as forças legalistas, não deixou nenhum relatório explicando o que foi feito com os rebeldes. “Eles (os rebeldes) foram aprisionados em Catanduva e levados até Irati, onde passava o trem que vinha de União da Vitória, e enviados a Paranaguá, colocados em porão de navios e enviados ao Amapá, onde existia um presídio militar”, explica.
Heller fala que não encontrou nenhum documento militar relatando o que aconteceu com os prisioneiros. “De um modo geral, permanece como uma espécie de lenda que algumas pessoas ouviram falar e não há informações concretas. Então me dei ao trabalho de fazer esta pesquisa”, diz.
A história do Paraná é um filão inesgotável para Heller, inclusive dá margem a várias interpretações, ele exemplifica com o episódio do Contestado. “Os primeiros escritores que historiaram referiam-se aos camponeses como fanáticos e bandidos, mas não eram quando se deixavam explorar pelos latifundiários. Quando se revoltaram se tornaram bandidos”, justifica.
Ele também diz que tem certa dificuldade de encontrar obras de historiadores paranaenses, porque são edições esgotadas. “Você não encontra, mesmo nas bibliotecas é difícil achar alguma informação concreta sobre o assunto, obras de autores como Rui Wachowisk, Cecília Westphalen, Romário Martins e Rocha Pombo”.
O autor ainda lembra da sua preocupação sobre a necessidade do ensino de História do Paraná nas escolas. “Existe uma lei que foi aprovada por unanimidade pela Assembléia e sancionada, mas não está em vigor por que não foi regulamentada”, comenta.
Fábio Luciano Iachtechen, técnico-pedagógico da disciplina de História do Departamento de Educação Básica (DEB) comenta que iniciativa do autor em produzir a obra. “Não reivindico ao historiador formado em História a prioridade da escrita, a história é um conhecimento que extrapola a própria área de formação”, relata.
Segundo ele, existe a Lei 13381/01, que estabelece o ensino de História do Paraná nas escolas públicas, e os professores são orientados a trabalhar este conteúdo de forma interdisciplinar. “Nós compreendemos que, por força de lei, os nosso professores têm por obrigatoriedade trabalhar esta questão, mas acreditamos que ela tem que ser trabalhada na própria disciplina de história, mas é uma questão tão complexa e tão rica que acaba transpassando a disciplina e abarcando outras da educação básica como Geografia e Sociologia”, exemplifica Iachtechen.
Ainda, segundo ele, a formação dos professores e a publicação de material didático também contribuem para este conteúdo da disciplina. “Procuramos trabalhar a História do Paraná em todo o processo de formação continuada, ou seja, de abordagem direta do professor com metodologias e também com o processo de elaboração de uma material didático pedagógico”, explica.
“O Livro Didático Público nas suas primeira e segunda edições têm um bom conteúdo de História do Paraná, e que será incrementado com quatro novos capítulos na sua terceira edição, que será disponibilizado aos professores da rede no início do ano letivo de 2010”, revela Iachtechen.
Ele esclarece que foi encaminhada às escolas uma coleção chamada “Temas Paranaenses” comprada em duas fases que trata de temas e autores paranaenses. “Uma iniciativa direta de incrementar as bibliotecas do Paraná com material técnico e historiográfico que contempla a História do Paraná”, conclui. Ainda no início do segundo semestre chega às escolas o caderno pedagógico sobre História do Paraná “Representações, memórias e identidade” que tem uma característica paradidática, com exemplos práticos de como trabalhar este conteúdo sobre diversos olhares.


