Caravana da Alfabetização chega em mais 17 municípios e avança pelo Estado 11/10/2008 - 13:07
Nesta semana, 17 municípios paranaenses selaram compromisso com a superação do analfabetismo. Em cerimônias realizadas nos municípios de Ibaiti e Irati, a Carta Compromisso pela Superação do Analfabetismo foi assinada por autoridades estaduais e municipais, líderes comunitários e empresários de cada região. A Caravana da Alfabetização da Secretaria de Estado da Educação (SEED) esteve em Ibaiti, Norte Pioneiro, na quarta-feira (08) e em Irati, região Centro-Sul, na sexta (10). A chegada da Caravana desencadeou uma grande mobilização pela alfabetização.
Em Irati, reuniram-se aproximadamente 500 pessoas, entre alfabetizandos, alfabetizadores, representantes do poder público e da sociedade civil. Oito cidades estavam representadas pelos prefeitos e secretários de diversas pastas. Teresa de Andrade, do município de Fernandes Pinheiro, foi homenageada em nome de todos os alfabetizandos da região. Segundo ela, sua vida mudou depois que começou a estudar. “Mudou muito, porque antes eu não sabia nada, mas agora eu já sei pelo menos assinar meu nome”, disse.
Para a alfabetizadora Monique Potuk, de Mallet, o trabalho de ensinar a ler e escrever é feito de pequenas vitórias diárias. “Você descobre que o aprendizado vai se dando no dia-a-dia, lentamente, mas é contínuo”, explica. Segundo ela, o difícil é começar. “A pessoa tem dificuldades porque tem que, primeiro, se aceitar, vencer a vergonha de não ser alfabetizada, ver que não está sozinha e que é possível aprender e mudar tudo”, afirma. Monique deixa claro que depois do início o aprendizado geralmente transcorre bem e a pessoa não alfabetizada descobre as vantagens de ler e escrever.
Alayde Digiovanni, Superintendente da Educação, representou a secretária Yvelise Arco-Verde e comparou a alfabetização a uma nova vida. “É como nascer de novo, toda pessoa tem o direito de se alfabetizar e nós que estamos aqui reafirmamos o compromisso de garantir esse direito”, afirmou. A superintendente garantiu que a Secretaria está trabalhando para superar o analfabetismo, que afirmou ser uma dívida do poder público com parte da sociedade. “É uma dívida social que nos dói muito e estamos dedicados a reverter essa situação marcada pela injustiça”, disse.
Wagner Roberto Amaral, chefe do Departamento de Diversidade da SEED falou sobre a importância do saber que o alfabetizando leva para a sala de aula. “Para sobreviver em uma sociedade letrada, sem saber ler nem escrever, é preciso ser sábio e é essa sabedoria que deve estar nas aulas, para que o alfabetizador ensine e também aprenda com seus alunos”, disse.
A coordenadora do Paraná Alfabetizado, Izabel Cordeiro Ribas, lembrou que por trás dos números que ilustram os quadros estatísticos da população de não alfabetizados, há pessoas que precisam de incentivo para mudar a vida. “Solitários, somos ilhas, mas quando somos solidários somos gente”, afirmou.
Ernani Horst, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati, mostrou toda a sua satisfação com a presença maciça de alfabetizandos no evento e se disse confiante que, até 2010, o analfabetismo estará superado na região e no estado. Segundo Ernani, a dívida social com as pessoas não alfabetizadas está sendo assumida pela SEED. “Vamos avançar ainda mais, porque há muito que fazer, há muitas pessoas que não sabem ler e que precisam de nossa ajuda”, disse.
A vice-prefeita de Irati, Marisa Lucas, que representou o prefeito Sérgio Stoklos já foi alfabetizadora e, em seu discurso, deixou uma mensagem de encorajamento para as pessoas não alfabetizadas que ainda não se matricularam no Programa Paraná Alfabetizado: “Seja lá que idade você tiver, nunca é tarde para aprender, todos estamos sempre aprendendo”.
A programação do evento contou com apresentações artísticas. O grupo folclórico ucraniano Ivan Kulapo, do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, e o grupo Chiaro di Luna, apresentaram danças típicas. O grupo de teatro Faces, do Colégio Estadual Antônio Xavier da Silveira, chamou a atenção com uma performance underground que questionou o sentido da arte e da vocação artística na contemporaneidade.
IBAITI – A cerimônia de assinatura da Carta, o evento que dá início ao mutirão pela alfabetização, também reuniu aproximadamente 500 pessoas, incluindo empresários e autoridades estaduais dos nove municípios abrangidos pelo NRE de Ibaiti.
A Carta de Compromisso pela Erradicação do analfabetismo foi assinada e a alfabetizanda Josefa Piva Zampoli, de 74 anos, moradora na cidade de Figueira, foi homenageada. Ela se disse muito contente com o aprendizado e por ter descoberto que o conhecimento não conhece tempo. “Quem tiver oportunidade, não perca, porque o estudo é muito importante e não tem idade para estudar, tem gente com 90 anos estudando”, disse.
Dayse Elaine Camargo dos Santos, coordenadora do programa Paraná Alfabetizado no município de Japira, falou dos avanços alcançados. “Há quatro anos atrás, tínhamos cerca de 530 analfabetos e, atualmente, são 180”, comentou. Ela se diz confiante no sucesso do movimento de alfabetização e promete lutar para zerar o analfabetismo em sua cidade.
A chefe do NRE de Ibaiti, Marcia Buzzato, falou sobre o resgate da dívida histórica que a sociedade paranaense tem com as pessoas jovens, adultas ou idosas que não tiveram acesso à escolarização. “A gente sabe que ninguém deixou de estudar porque quis. Nossa região é bastante carente e se as pessoas não estudaram foi porque não tiveram oportunidade”, disse. Ela acrescentou que o empenho do governo do Estado do Paraná é de extrema importância para a superação do analfabetismo.
Jorge Domingues de Siqueira, Prefeito Municipal de Jaboti e Presidente da AMUNORPI (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro), afirmou que a assinatura da Carta Compromisso vai desencadear uma participação decisiva da comunidade e da classe empresarial no processo. “Ver a alegria dessas pessoas nos deixa ainda com mais vontade de lutar pelo desenvolvimento da nossa região”, concluiu.
O evento contou com duas apresentações do grupo de canto Fraternidade, do município de Jaboti.
Em Irati, reuniram-se aproximadamente 500 pessoas, entre alfabetizandos, alfabetizadores, representantes do poder público e da sociedade civil. Oito cidades estavam representadas pelos prefeitos e secretários de diversas pastas. Teresa de Andrade, do município de Fernandes Pinheiro, foi homenageada em nome de todos os alfabetizandos da região. Segundo ela, sua vida mudou depois que começou a estudar. “Mudou muito, porque antes eu não sabia nada, mas agora eu já sei pelo menos assinar meu nome”, disse.
Para a alfabetizadora Monique Potuk, de Mallet, o trabalho de ensinar a ler e escrever é feito de pequenas vitórias diárias. “Você descobre que o aprendizado vai se dando no dia-a-dia, lentamente, mas é contínuo”, explica. Segundo ela, o difícil é começar. “A pessoa tem dificuldades porque tem que, primeiro, se aceitar, vencer a vergonha de não ser alfabetizada, ver que não está sozinha e que é possível aprender e mudar tudo”, afirma. Monique deixa claro que depois do início o aprendizado geralmente transcorre bem e a pessoa não alfabetizada descobre as vantagens de ler e escrever.
Alayde Digiovanni, Superintendente da Educação, representou a secretária Yvelise Arco-Verde e comparou a alfabetização a uma nova vida. “É como nascer de novo, toda pessoa tem o direito de se alfabetizar e nós que estamos aqui reafirmamos o compromisso de garantir esse direito”, afirmou. A superintendente garantiu que a Secretaria está trabalhando para superar o analfabetismo, que afirmou ser uma dívida do poder público com parte da sociedade. “É uma dívida social que nos dói muito e estamos dedicados a reverter essa situação marcada pela injustiça”, disse.
Wagner Roberto Amaral, chefe do Departamento de Diversidade da SEED falou sobre a importância do saber que o alfabetizando leva para a sala de aula. “Para sobreviver em uma sociedade letrada, sem saber ler nem escrever, é preciso ser sábio e é essa sabedoria que deve estar nas aulas, para que o alfabetizador ensine e também aprenda com seus alunos”, disse.
A coordenadora do Paraná Alfabetizado, Izabel Cordeiro Ribas, lembrou que por trás dos números que ilustram os quadros estatísticos da população de não alfabetizados, há pessoas que precisam de incentivo para mudar a vida. “Solitários, somos ilhas, mas quando somos solidários somos gente”, afirmou.
Ernani Horst, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati, mostrou toda a sua satisfação com a presença maciça de alfabetizandos no evento e se disse confiante que, até 2010, o analfabetismo estará superado na região e no estado. Segundo Ernani, a dívida social com as pessoas não alfabetizadas está sendo assumida pela SEED. “Vamos avançar ainda mais, porque há muito que fazer, há muitas pessoas que não sabem ler e que precisam de nossa ajuda”, disse.
A vice-prefeita de Irati, Marisa Lucas, que representou o prefeito Sérgio Stoklos já foi alfabetizadora e, em seu discurso, deixou uma mensagem de encorajamento para as pessoas não alfabetizadas que ainda não se matricularam no Programa Paraná Alfabetizado: “Seja lá que idade você tiver, nunca é tarde para aprender, todos estamos sempre aprendendo”.
A programação do evento contou com apresentações artísticas. O grupo folclórico ucraniano Ivan Kulapo, do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, e o grupo Chiaro di Luna, apresentaram danças típicas. O grupo de teatro Faces, do Colégio Estadual Antônio Xavier da Silveira, chamou a atenção com uma performance underground que questionou o sentido da arte e da vocação artística na contemporaneidade.
IBAITI – A cerimônia de assinatura da Carta, o evento que dá início ao mutirão pela alfabetização, também reuniu aproximadamente 500 pessoas, incluindo empresários e autoridades estaduais dos nove municípios abrangidos pelo NRE de Ibaiti.
A Carta de Compromisso pela Erradicação do analfabetismo foi assinada e a alfabetizanda Josefa Piva Zampoli, de 74 anos, moradora na cidade de Figueira, foi homenageada. Ela se disse muito contente com o aprendizado e por ter descoberto que o conhecimento não conhece tempo. “Quem tiver oportunidade, não perca, porque o estudo é muito importante e não tem idade para estudar, tem gente com 90 anos estudando”, disse.
Dayse Elaine Camargo dos Santos, coordenadora do programa Paraná Alfabetizado no município de Japira, falou dos avanços alcançados. “Há quatro anos atrás, tínhamos cerca de 530 analfabetos e, atualmente, são 180”, comentou. Ela se diz confiante no sucesso do movimento de alfabetização e promete lutar para zerar o analfabetismo em sua cidade.
A chefe do NRE de Ibaiti, Marcia Buzzato, falou sobre o resgate da dívida histórica que a sociedade paranaense tem com as pessoas jovens, adultas ou idosas que não tiveram acesso à escolarização. “A gente sabe que ninguém deixou de estudar porque quis. Nossa região é bastante carente e se as pessoas não estudaram foi porque não tiveram oportunidade”, disse. Ela acrescentou que o empenho do governo do Estado do Paraná é de extrema importância para a superação do analfabetismo.
Jorge Domingues de Siqueira, Prefeito Municipal de Jaboti e Presidente da AMUNORPI (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro), afirmou que a assinatura da Carta Compromisso vai desencadear uma participação decisiva da comunidade e da classe empresarial no processo. “Ver a alegria dessas pessoas nos deixa ainda com mais vontade de lutar pelo desenvolvimento da nossa região”, concluiu.
O evento contou com duas apresentações do grupo de canto Fraternidade, do município de Jaboti.


