Caravana da Alfabetização mobiliza Região Metropolitana Sul de Curitiba 01/10/2008 - 16:01
O mutirão pela superação do analfabetismo vai ganhando adesões em todo o Paraná. Na área sul da região metropolitana de Curitiba, por exemplo, autoridades políticas e religiosas e líderes empresariais assinaram, nesta terça-feira (30), a Carta Compromisso pela Superação do Analfabetismo no Paraná. A cerimônia de assinatura foi realizada no Teatro Municipal de Mandirituba, ponto de partida da Caravana da Alfabetização, que envolve os 14 municípios da região.
Aproximadamente mil pessoas participaram da abertura da mobilização que pretende zerar a taxa de analfabetismo no estado. A Caravana, um projeto da Secretaria de Estado da Educação (SEED), segue percorrendo as regiões para conscientizar a população sobre a importância de alfabetizar jovens, adultos e idosos.
Wagner Roberto Amaral, chefe do Departamento da Diversidade da SEED, representando a Secretária de Estado da Educação Yvelize Arco-verde, discursou sobre a importância de uma grande mobilização para superar o analfabetismo no Paraná. Ele garantiu que a dedicação do governo é total e que espera 2010 com otimismo. “Estamos abrindo turmas permanentemente, queremos terminar 2010 como um território livre de analfabetismo”, disse. Izabel Cordeiro Ribas de Andrade, coordenadora do Paraná Alfabetizado, chamou a atenção para a necessidade de comprometimento. “Não podemos estar aqui apenas para assinar uma carta compromisso. É preciso que haja efetivo compromisso”, afirmou.
Maria Joana Hunzicker, chefe do Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Sul, cumprimentou a todos os envolvidos em alfabetizar. “É uma causa justa, pois a alfabetização muda a vida das pessoas e estamos todos de parabéns por estarmos envolvidos nessa grande causa”, disse. Ela alertou para a importância da integração entre os poderes federal, estadual e municipal. “Somente juntos poderemos cumprir a nossa meta, que é alfabetizar todos os paranaenses”, afirmou.
Assinaram a Carta Compromisso 132 autoridades estaduais e também de todos os municípios envolvidos. Prefeitos e Secretários Municipais de Educação encabeçaram a lista que contava também com representantes da Igreja, dos parlamentos estadual e municipal e de empresas sediadas na região.
Resistência – A melhoria da qualidade de vida é certamente o mais importante ganho que Antônio Batista obteve, aos 69 anos. Ele conta que fica orgulhoso de ter tomado a decisão de voltar a estudar, que se deu com alguma relutância. “Vieram falar comigo, mas eu não queria. Dizia que não. Um dia resolvi tentar e hoje sei ler e escrever, leio o jornal, leio as placas, leio tudo”, disse, e aconselha a que outros tomem o mesmo rumo. “Estudar não tem idade e muda a nossa vida”, afirmou, resoluto.
A primeira alfabetizadora da região, a professora Sueli Terezinha Buhrer Vonsovicz, também acredita que a resistência é sempre muito grande. “É preciso apoio da família, é preciso que os municípios se comprometam a concentrar esforços para alfabetizar, pois a pessoa não alfabetizada resiste muito a começar o curso”, recomenda. Ela conta que antes do Paraná Alfabetizado, havia iniciativas dispersas e não duradouras, mas que tudo isso mudou. “Agora nós pegamos o embalo, houve capacitações em Faxinal do Céu e aumento o interesse. Estamos num processo em que não há retorno”, garantiu.
Diversidade – Antônio e Sueli foram homenageados pela Caravana na cerimônia que teve Jorge Yaredi como mestre de cerimônias e platéia lotada. Artistas locais se apresentaram e o que se viu foi uma demonstração de hibridismo cultural. Entre a apresentação da Banda Harmonia, de Piên, e a dança do Grupo Gauchesco de Balsa Nova, houve a apresentação de capoeira do município de Araucária, o show do coral Céu Azul, de Mandirituba, o lirismo dos violeiros José Proença e Waldemar Barbosa, ambos de Araucária, e a música sertaneja da dupla Yuri e Yago.
Cada cidade envolvida levou produtos típicos da região e amostras de artesanato. A Miss Melhor Idade de Mandirituba, Maria Aparecida Ferreira Pires, estava orgulhosa de também estar envolvida na alfabetização. “É muito importante saber ler e o grupo de terceira idade do qual faço parte tem se envolvido nessa causa”, garantiu.
Aproximadamente mil pessoas participaram da abertura da mobilização que pretende zerar a taxa de analfabetismo no estado. A Caravana, um projeto da Secretaria de Estado da Educação (SEED), segue percorrendo as regiões para conscientizar a população sobre a importância de alfabetizar jovens, adultos e idosos.
Wagner Roberto Amaral, chefe do Departamento da Diversidade da SEED, representando a Secretária de Estado da Educação Yvelize Arco-verde, discursou sobre a importância de uma grande mobilização para superar o analfabetismo no Paraná. Ele garantiu que a dedicação do governo é total e que espera 2010 com otimismo. “Estamos abrindo turmas permanentemente, queremos terminar 2010 como um território livre de analfabetismo”, disse. Izabel Cordeiro Ribas de Andrade, coordenadora do Paraná Alfabetizado, chamou a atenção para a necessidade de comprometimento. “Não podemos estar aqui apenas para assinar uma carta compromisso. É preciso que haja efetivo compromisso”, afirmou.
Maria Joana Hunzicker, chefe do Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Sul, cumprimentou a todos os envolvidos em alfabetizar. “É uma causa justa, pois a alfabetização muda a vida das pessoas e estamos todos de parabéns por estarmos envolvidos nessa grande causa”, disse. Ela alertou para a importância da integração entre os poderes federal, estadual e municipal. “Somente juntos poderemos cumprir a nossa meta, que é alfabetizar todos os paranaenses”, afirmou.
Assinaram a Carta Compromisso 132 autoridades estaduais e também de todos os municípios envolvidos. Prefeitos e Secretários Municipais de Educação encabeçaram a lista que contava também com representantes da Igreja, dos parlamentos estadual e municipal e de empresas sediadas na região.
Resistência – A melhoria da qualidade de vida é certamente o mais importante ganho que Antônio Batista obteve, aos 69 anos. Ele conta que fica orgulhoso de ter tomado a decisão de voltar a estudar, que se deu com alguma relutância. “Vieram falar comigo, mas eu não queria. Dizia que não. Um dia resolvi tentar e hoje sei ler e escrever, leio o jornal, leio as placas, leio tudo”, disse, e aconselha a que outros tomem o mesmo rumo. “Estudar não tem idade e muda a nossa vida”, afirmou, resoluto.
A primeira alfabetizadora da região, a professora Sueli Terezinha Buhrer Vonsovicz, também acredita que a resistência é sempre muito grande. “É preciso apoio da família, é preciso que os municípios se comprometam a concentrar esforços para alfabetizar, pois a pessoa não alfabetizada resiste muito a começar o curso”, recomenda. Ela conta que antes do Paraná Alfabetizado, havia iniciativas dispersas e não duradouras, mas que tudo isso mudou. “Agora nós pegamos o embalo, houve capacitações em Faxinal do Céu e aumento o interesse. Estamos num processo em que não há retorno”, garantiu.
Diversidade – Antônio e Sueli foram homenageados pela Caravana na cerimônia que teve Jorge Yaredi como mestre de cerimônias e platéia lotada. Artistas locais se apresentaram e o que se viu foi uma demonstração de hibridismo cultural. Entre a apresentação da Banda Harmonia, de Piên, e a dança do Grupo Gauchesco de Balsa Nova, houve a apresentação de capoeira do município de Araucária, o show do coral Céu Azul, de Mandirituba, o lirismo dos violeiros José Proença e Waldemar Barbosa, ambos de Araucária, e a música sertaneja da dupla Yuri e Yago.
Cada cidade envolvida levou produtos típicos da região e amostras de artesanato. A Miss Melhor Idade de Mandirituba, Maria Aparecida Ferreira Pires, estava orgulhosa de também estar envolvida na alfabetização. “É muito importante saber ler e o grupo de terceira idade do qual faço parte tem se envolvido nessa causa”, garantiu.


