Ceebja realiza oficinas a alunos privados de liberdade 31/08/2011 - 13:15

Durante o mês de agosto, o Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (Ceebja) Nova Visão do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuva, junto com as unidades prisionais municipais, desenvolveram para seus alunos um conjunto de atividades extracurriculares objetivando uma educação qualificadora e integral. Foram ofertadas oficinas de grafitagem, horta orgânica, palestras com assuntos diversificados, teatro, torneio de futebol, entre outros.

Segundo o Diretor do Ceebja Nova Visão, Eliel Earle Linhares, a educação é a base de desenvolvimento e crescimento de toda a sociedade. “No sistema prisional, o aluno necessita de todo o atendimento educacional, para que, no amanhã ao retornar ao convívio do dia a dia de todos nós, possa ter repensado suas ações e por meio delas transformá-las em direitos e deveres no exercício de sua cidadania”, falou.

O trabalho busca uma educação inclusiva e promove alternativas diversas para a socialização dos alunos internos frente à sociedade civil. O Ceebja Nova Visão mantém atualmente um dos melhores percentuais de atendimento escolar do Brasil. O Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (Crag) tem atualmente 288 internos e mantém uma média anual de 80% de internos estudando. Já o regime fechado da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) mantém uma média anual de 70% dos 237 internos estudando. “A educação é um dos pilares do tratamento penal dentro do sistema penitenciário. Juntamente com o trabalho e a disciplina, formam o tripé do tratamento penal ideal. não se pode falar em ressocialização e reinserção social sem falar em educação, seja ela formal ou profissionalizante”, disse o diretor do Crag, William Daniel Lima Ribas.

O Diretor da PIG, Anderson de França Uchak, destacou que instrução escolar e a formação profissional do preso contribuem para a reintegração do individuo na sociedade. “O convênio que ampara o funcionamento de Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos, no interior de unidades penais, vem cumprir aquilo que determina a lei de execuções penais de 1984, a qual determina como um direito do preso a assistência educacional tornando, dessa forma, realidade aquilo que a lei lhe assegura”.