Colégio Cecília Meireles tem experiência de sucesso em sala de recursos 17/12/2010 - 15:40

A “sala de recursos” é uma da ferramentas pedagógicas mais importantes da Educação Especial no Paraná e um trabalho de sucesso vem sendo realizado no Colégio Estadual Cecília Meireles, de Curitiba. Com aproximadamente vinte alunos, distribuídos em duas salas (1ª a 4ª / 5ª a 8ª), uma equipe dedicada trabalha para a melhora do aprendizado destes estudantes, realizando atividades pedagógicas de acordo com a necessidade dos alunos.
“Desenvolvemos, aqui, um projeto com os alunos da sala de recursos de 1ª a 4ª série, que chamamos de Visitas Orientadas. Nele, realizamos passeios científicos e, quando retornamos à aula, são realizadas atividades pedagógicas relacionadas à visita. Com o projeto, alguns dos pontos de melhora foram o avanço cognitivo na aprendizagem e a maior freqüência dos alunos”, conta Kelen Cristina Nadal, professora da Sala de Recursos dos anos iniciais.
A aluna Daiene machado Jorge, de 11 anos, melhorou seu desempenho em Matemática e também com a leitura e escrita. “Senti que melhorei em Matemática e a matéria que mais gosto é Artes. Aqui, na sala de recursos, o que mais gosto de fazer é pintar”, diz Daiene. A equipe da sala de recursos conta que Daiene é aluna assídua e que depois de começar a freqüentar a sala de recursos, obteve um salto na aprendizagem do ensino regular.
A equipe de professoras da sala de recursos do Cecília Meireles é formada por Euslete Emerick, Kelen Cristina Nadal, Maria Aparecida Mônica e Thania Teixeira Asinelli.
Ferramenta – A sala de recursos se constitui em uma importante ferramenta pedagógica. Trata-se de um espaço em que ocorre a política de atendimento especializado que compõe uma das alternativas de atendimento educacional especializado aos alunos matriculados no ensino comum da educação básica. Nessas salas, o professor especializado em Educação Especial, por meio de estratégias pedagógicas e intervenções específicas, tem o objetivo de propiciar condições para o desenvolvimento cognitivo, motor, social, afetivo e emocional do aluno com deficiência intelectual e transtornos funcionais específicos, subsidiando os conceitos e conteúdos defasados no processo de aprendizagem.
Organização – os alunos devem ser atendidos nas Salas de Recursos em contra-turno às aulas. Cada sala tem o número máximo de vinte alunos. Os grupos de atendimento serão organizados levando-se em conta os indicativos levantados na avaliação pedagógica no contexto escolar, considerando os interesses, habilidades e outros fatores que o professor da sala de recursos e os próprios alunos considerem adequados.