Conferência ambiental reúne 350 alunos em Faxinal do Céu 08/12/2008 - 17:28
A etapa estadual da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) será realizada entre os dias 09 e 12 de dezembro, em Faxinal do Céu. Dos 350 alunos/delegados escolhidos na etapa regional, serão selecionados 27 representantes estaduais que representarão o Paraná na etapa nacional, em abril de 2009, em Brasília. A III CNIJMA discute as “Mudanças Ambientais Globais” e se propõe a promover uma discussão social ampla acerca dessas questões.
Para o coordenador de Desafios Educacionais Contemporâneos, Sandro Cavalieri Savoia, “a CNIJMA tem sido uma oportunidade ímpar para observar de perto os problemas ambientais de nosso estado, e refletir sobre possíveis soluções”. Sandro acredita que a sociedade deve se envolver nessa discussão. “Ao pensar globalmente e agir localmente, professores e alunos se demonstraram sensíveis às questões socio-ambientais”, afirmou.
“A conferência é um pretexto pedagógico para trazer as questões da discussão socio-ambiental para dentro da escola”, explicou Ananda Zinni Vicentine, membro da equipe técnica da conferência nacional, realizada pelo ministério da educação (MEC). Segundo ela, é importante que essa discussão seja ampliada. “A criança vai enxergar o que está perto dela. Nosso objetivo é desenvolver a visão sistêmica, mostrando como os problemas locais afetam globalmente e o que cada um pode fazer pelo meio ambiente”, disse.
A Conferência se divide em 4 etapas, a local, realizada nas escolas, a regional, nos núcleos, a estadual e a nacional. Os alunos participantes têm entre 11 e 14 aos e estudam da 5ª a 8ª série. Cerca de 800 escolas paranaenses realizaram a etapa local, na qual definiu-se uma responsabilidade e uma ação, conforme caraterísticas e necessidades próprias. Além disso, cada escola produziu um cartaz que traduz visivelmente a responsabilidade assumida e foi eleito um aluno como delegado e outro como suplente para representar a escola nas próximas etapas.
O objetivo é fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino e propiciar uma atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socio-ambientais. A conferência enfatiza a participação social e os processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação integral. A temática é debatida, em subtemas referentes aos quatro elementos básicos: água, fogo, terra e ar. A idéia é trabalhar a perspectiva sistêmica, integrada com a abordagem inter e transdisciplinar das ciências, história, geografia e linguagens.
“Apesar da amplitude do tema, o que se observou nas 32 Conferências Regionais realizadas na últimas semanas foram as especificidades regionais”, afirmou Katia Mara de Jesus, da equipe de Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Paula Carvalho, que também faz parte da equipe, concorda. “Na região oeste do estado a preocupação demonstrada pelos delegados giraram em torno de temas como mata ciliar, preservação das nascentes, agrotóxicos. No litoral, várias menções foram feitas ao problema do lixo e da poluição da baía. Já no noroeste destacou-se a questão da preservação do solo”, disse.
Histórico – Em 2003, Marina Silva, então ministra do Meio Ambiente, levou para casa documentos a respeito da Conferência Nacional do Meio Ambiente. Sua filha, curiosa com o trabalho da mãe, perguntou sobre o que ela estava lendo. Quando Marina contou que era um encontro para cuidar do Brasil, sua filha quis saber se as crianças podiam ajudar. Marina voltou ao ministério com a idéia que se concretizaria na CNIJMA. Desde então, foram realizadas duas edições.
A primeira edição envolveu 16 mil escolas de todo o país, mobilizando quase seis milhões de pessoas em 4.067 municípios. O processo desencadeou o programa Vamos Cuidar do Brasil nas escolas, focando a formação de professores e estudantes das escolas participantes da I Conferência.
Em 2005 e 2006, o processo da II CNIJMA chegou a 11.475 escolas públicas e privadas, urbanas e rurais de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. A CNIJMA também foi levada à comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos rurais e a grupos de meninos e meninas sem acesso à escola. Ao todo, 3.801.055 participantes discutiram o tema "Vamos Cuidar do Brasil".
Para o coordenador de Desafios Educacionais Contemporâneos, Sandro Cavalieri Savoia, “a CNIJMA tem sido uma oportunidade ímpar para observar de perto os problemas ambientais de nosso estado, e refletir sobre possíveis soluções”. Sandro acredita que a sociedade deve se envolver nessa discussão. “Ao pensar globalmente e agir localmente, professores e alunos se demonstraram sensíveis às questões socio-ambientais”, afirmou.
“A conferência é um pretexto pedagógico para trazer as questões da discussão socio-ambiental para dentro da escola”, explicou Ananda Zinni Vicentine, membro da equipe técnica da conferência nacional, realizada pelo ministério da educação (MEC). Segundo ela, é importante que essa discussão seja ampliada. “A criança vai enxergar o que está perto dela. Nosso objetivo é desenvolver a visão sistêmica, mostrando como os problemas locais afetam globalmente e o que cada um pode fazer pelo meio ambiente”, disse.
A Conferência se divide em 4 etapas, a local, realizada nas escolas, a regional, nos núcleos, a estadual e a nacional. Os alunos participantes têm entre 11 e 14 aos e estudam da 5ª a 8ª série. Cerca de 800 escolas paranaenses realizaram a etapa local, na qual definiu-se uma responsabilidade e uma ação, conforme caraterísticas e necessidades próprias. Além disso, cada escola produziu um cartaz que traduz visivelmente a responsabilidade assumida e foi eleito um aluno como delegado e outro como suplente para representar a escola nas próximas etapas.
O objetivo é fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino e propiciar uma atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socio-ambientais. A conferência enfatiza a participação social e os processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação integral. A temática é debatida, em subtemas referentes aos quatro elementos básicos: água, fogo, terra e ar. A idéia é trabalhar a perspectiva sistêmica, integrada com a abordagem inter e transdisciplinar das ciências, história, geografia e linguagens.
“Apesar da amplitude do tema, o que se observou nas 32 Conferências Regionais realizadas na últimas semanas foram as especificidades regionais”, afirmou Katia Mara de Jesus, da equipe de Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Paula Carvalho, que também faz parte da equipe, concorda. “Na região oeste do estado a preocupação demonstrada pelos delegados giraram em torno de temas como mata ciliar, preservação das nascentes, agrotóxicos. No litoral, várias menções foram feitas ao problema do lixo e da poluição da baía. Já no noroeste destacou-se a questão da preservação do solo”, disse.
Histórico – Em 2003, Marina Silva, então ministra do Meio Ambiente, levou para casa documentos a respeito da Conferência Nacional do Meio Ambiente. Sua filha, curiosa com o trabalho da mãe, perguntou sobre o que ela estava lendo. Quando Marina contou que era um encontro para cuidar do Brasil, sua filha quis saber se as crianças podiam ajudar. Marina voltou ao ministério com a idéia que se concretizaria na CNIJMA. Desde então, foram realizadas duas edições.
A primeira edição envolveu 16 mil escolas de todo o país, mobilizando quase seis milhões de pessoas em 4.067 municípios. O processo desencadeou o programa Vamos Cuidar do Brasil nas escolas, focando a formação de professores e estudantes das escolas participantes da I Conferência.
Em 2005 e 2006, o processo da II CNIJMA chegou a 11.475 escolas públicas e privadas, urbanas e rurais de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. A CNIJMA também foi levada à comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos rurais e a grupos de meninos e meninas sem acesso à escola. Ao todo, 3.801.055 participantes discutiram o tema "Vamos Cuidar do Brasil".


