Coordenadora da SEED recebe prêmio por dissertação de mestrado 02/12/2010 - 17:02

A coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Dayana Brunetto, recebeu o Prêmio Educando para a Diversidade Sexual da GALE (Aliança Global para Educação LGBT) na Câmara dos Deputados em Brasília no último mês. A premiação é para reconhecer, valorizar e incentivar a promoção do respeito à diversidade sexual no ambiente educacional no Brasil.
Dayana foi premiada por sua dissertação de mestrado intitulada “Cartografias da transexualidade: a experiência escolar e outras tramas” defendida em agosto deste ano na Universidade Federal do Paraná (UFPR). A tese, que teve orientação da professora Dra. Maria Rita de Assis César do Setor de Educação da Federal. Recebeu a premiação na categoria trabalho acadêmico sobre diversidade sexual no ambiente educacional.
O Prêmio Educando para a Diversidade Sexual se constitui em um reconhecimento da importância de se trabalhar este tema na educação. “Foi idealizado pela GALE, uma instituição internacional, e aberto a todos os Estados da federação, assim, para o estado do Paraná essa premiação representa um importante destaque”, conta Dayana.
A GALE é uma comunidade internacional de aprendizagem para educadores que visa a promover a inclusão plena de pessoas que são prejudicadas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. A instituição busca identificar, aprimorar e compartilhar conhecimentos especializados na área da educação.
O prêmio traz ainda uma motivação para as ações realizadas pelo NGDS. “O reconhecimento do trabalho renova as energias, e influencia o trabalho desenvolvido pelo NGDS, pois a área de concentração da pesquisa se insere no trabalho do Núcleo, especialmente no que se refere à garantia do direito à educação a todas as pessoas”, explicou Dayana. A monografia aborda a relação dos transexuais com a escola.
Paraná - A Rede Estadual de Educação Básica do Paraná já utiliza o nome social de travestis e transexuais nos registros escolares. De maneira inédita o sistema Sereweb imprime os espelhos dos livros de chamada com o Código Geral de Matrícula e o nome social desses sujeitos, bem como nos boletins e editais de notas. O nome civil fica registrado apenas na secretaria da escola, na pasta do aluno e restrito ao histórico Escolar, declarações e certificados. “A diferença em relação à essa organização é que os documentos externos são concedidos à/ao aluna/o e ela/e publiciza se desejar e a quem desejar”, explicou Dayana.
Isso garante o direito dessas pessoas sobre a sua condição e transforma a escola em um ambiente pedagógico cujo foco é o conhecimento e não a orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas. “Evita-se, portanto a exposição desnecessária e vexatória dos cidadãos transexuais ou travestis”, comentou.
A dissertação está disponível no site do NGDS, no endereço eletrônico www.diaadia.pr.gov.br/ngds/ .