Curso de agroecologia será adaptado para atender comunidades indígenas 02/12/2008 - 16:11
O curso técnico em agropecuária com ênfase em agroecologia, que é ofertado no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, será adaptado para atender as comunidades indígenas. A proposta foi discutida pelo Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação (Seed) com 30 caciques de todo Paraná nesta segunda (1º) e terça-feira (2). "O curso vai articular saberes sobre pequenas áreas de criação e cultivo, sem a utilização de agrotóxicos, com os conhecimentos tradicionais das comunidades indígenas", explicou a coordenadora da educação escolar indígena Cristina Cremoneze. O objetivo é atender as demandas específicas das 39 comunidades indígenas do Paraná.
"A agroecologia converge com o pensamento indígena porque constrói um ambiente equilibrado que, além de manter a saúde da comunidade, protege a terra para gerações futuras", contou José Luiz Medeiros, professor e diretor auxiliar da Unidade Didático-Produtiva (UDP) do Parque.
O cacique Pedro Hej Hej Lucas acredita que "o curso vai ser uma troca de experiências entre os índios e os brancos". Ele percebe que o governo está preocupado em acabar com os agrotóxicos, que até os índios utilizam para conseguir manter a produção, o que melhoraria a saúde e a diminuiria a poluição. "Desde 2003, nossa situação melhorou. Nossa preocupação é que o próximo governo não dê continuidade ao trabalho do governo Requião com a população indígena", disse o cacique.
O curso atenderá todo Paraná na modalidade de alternância, como já é feito no Vale da Ribeira, com os alunos do curso original. Os alunos indígenas passarão cerca de um mês no Parque Newton Freire Maia para as aulas. Depois passam uma semana nas comunidades de origem, onde serão visitados por dois professores, que avaliarão as condições locais e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
O Paraná já oferta o curso de formação de docentes específico para comunidade indígena, que integra as disciplinas da base nacional comum com disciplinas específicas. O curso já formou a primeira turma e há três em andamento. Os docentes formados por esse curso atendem a educação infantil e as séries iniciais do ensino fundamental.
Serão parceiros na realização do curso o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), a Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos (SEAE) e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), localizado ao lado do Parque Newton Maia e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
"A agroecologia converge com o pensamento indígena porque constrói um ambiente equilibrado que, além de manter a saúde da comunidade, protege a terra para gerações futuras", contou José Luiz Medeiros, professor e diretor auxiliar da Unidade Didático-Produtiva (UDP) do Parque.
O cacique Pedro Hej Hej Lucas acredita que "o curso vai ser uma troca de experiências entre os índios e os brancos". Ele percebe que o governo está preocupado em acabar com os agrotóxicos, que até os índios utilizam para conseguir manter a produção, o que melhoraria a saúde e a diminuiria a poluição. "Desde 2003, nossa situação melhorou. Nossa preocupação é que o próximo governo não dê continuidade ao trabalho do governo Requião com a população indígena", disse o cacique.
O curso atenderá todo Paraná na modalidade de alternância, como já é feito no Vale da Ribeira, com os alunos do curso original. Os alunos indígenas passarão cerca de um mês no Parque Newton Freire Maia para as aulas. Depois passam uma semana nas comunidades de origem, onde serão visitados por dois professores, que avaliarão as condições locais e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
O Paraná já oferta o curso de formação de docentes específico para comunidade indígena, que integra as disciplinas da base nacional comum com disciplinas específicas. O curso já formou a primeira turma e há três em andamento. Os docentes formados por esse curso atendem a educação infantil e as séries iniciais do ensino fundamental.
Serão parceiros na realização do curso o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), a Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos (SEAE) e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), localizado ao lado do Parque Newton Maia e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).


