Curso qualifica professores que dão aula aos estudantes internados nos hospitais 25/05/2009 - 17:53
Cerca de 80 profissionais da educação participaram nesta segunda-feira (25) do curso para integrar o Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), da Secretaria de Estado da Educação. O curso continua nesta terça (26) e quarta-feira (27). “Um dos desafios é continuar capacitando profissionais para dar apoio às crianças, jovens, adultos e idosos que se encontram sem condições de ir para a escola, e o outro é encontrar formas para abranger toda a rede hospitalar do Paraná”, disse a secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde.
De acordo com a secretária, a política pública do Estado prioriza o direito à educação para todos, inclusive das minorias. “As crianças ou adultos hospitalizados não podem ser deixados de lado, assim como os povos indígenas, os quilombolas e os que vivem em ilhas ou em acampamentos”, disse. Segundo ela, o Governo defende o interesse das minorias que durante muito tempo ficaram sem acesso à escolarização. “A continuidade das políticas públicas educacionais, entre elas o Sareh, são parte da proposta da Lei do Sistema Educacional como forma de garantir a continuidade deste serviço para a sociedade”, destacou a secretária.
O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar tem como objetivo proporcionar aos educandos a continuidade do processo de escolarização, a inserção ou reinserção em seu ambiente escolar. Implantado em junho de 2007, os atendimentos são realizados em parceria com a Secretaria da Saúde e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Os estudantes são atendidos na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn) e nos hospitais Pequeno Príncipe, de Clínicas, do Trabalhador, Erasto Gaertner, Evangélico, Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina.
A diretora da Diretoria de Políticas e Programas Educacionais da Secretaria, professora Fátima Ikiko Yokohama, enfatizou a importância da formação do educador que atua no ambiente hospitalar. “Como é uma realidade diferente do dia-a-dia da sala de aula, estamos investindo para subsidiar o trabalho dos professores que acompanham os estudantes nos hospitais”, disse.
“Temos como desafio a busca de soluções e caminhos para que seja efetivado o direito de crianças, jovens, adultos e idosos de resgatar a cidadania por meio dos estudos”, destacou Cinthya Menezes, chefe de gabinete da Secretaria da Educação e uma das idealizadoras do projeto. Segundo ela, o Sareh fortalece o vínculo educacional do paciente, que após o seu período de internação será inserido ou reinserido na escola.
DIDÁTICA – Célia Meiri Wiczneski Julio, responsável pelo Sareh na Secretaria da Educação e pedagoga no Hospital do Trabalhador, explicou que a primeira ação é fazer o diagnóstico pedagógico do paciente - todos os dados escolares e as disciplinas em que o aluno tem dificuldade são mapeados. “Os alunos aceitam de forma positiva a intervenção escolar no hospital, ficam felizes porque não vão perder o ano letivo, assim como a família do paciente, que compreende a importância desta iniciativa da Secretária da Educação”, ressaltou.
Para a pedagoga Marisa Destéfani Alves, que atua no Hospital Evangélico, os alunos internados ficam preocupados por não comparecer às aulas. “No Evangélico temos os pacientes de longo período de internação, como os queimados, que recebem suporte pedagógico individualizado”, explicou. “O que mais gratifica é a satisfação e o retorno que a família do paciente transmite aos professores”, disse.
Os participantes assistiram nesta segunda-feira (25) a palestra “Currículo e Metodologia de Ensino”, da professora doutora Marta Storni da Universidade Estadual de Maringá . Durante a mesa redonda que teve como tema “Educação Hospitalar: Limites e Possibilidades”, mediada pela professora Cinthya Menezes, os docentes tiveram a oportunidade de conversar e acompanhar a explanação de três renomadas mestres. Com o tema “A Educação Hospitalar como Política Pública e a Necessidade de ampliação”, a professora doutora Ercília de Paula, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, trouxe aos participantes um relato sobre a sua experiência vivida no início deste ano em Cuba, onde participou de um simpósio de pedagogia. “Precisamos ter propostas pedagógicas adequadas a cada realidade hospitalar, além de que devemos transformar o espaço físico, deixando-o com outra cara, para que a criança se sinta cada vez mais ambientada e feliz”, disse.
A professora doutora Elizete Matos, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, trouxe para o debate a tecnologia de informação e a comunicação como ferramenta de acesso ao currículo escolar em um ambiente hospitalar. “Um encontro como esse é super enriquecedor, pois além de reunir pessoas de várias áreas, permite-nos fazer uma reflexão sobre o que estamos desenvolvendo, afinal, como professores, precisamos garantir a qualidade escolar, independente do ambiente em questão. Não adianta você ter um professor no hospital se ele não percebe que tem ele um papel ali dentro”, disse a professora doutora Eneida da Fonseca da Universidade do Rio de Janeiro.
De acordo com a secretária, a política pública do Estado prioriza o direito à educação para todos, inclusive das minorias. “As crianças ou adultos hospitalizados não podem ser deixados de lado, assim como os povos indígenas, os quilombolas e os que vivem em ilhas ou em acampamentos”, disse. Segundo ela, o Governo defende o interesse das minorias que durante muito tempo ficaram sem acesso à escolarização. “A continuidade das políticas públicas educacionais, entre elas o Sareh, são parte da proposta da Lei do Sistema Educacional como forma de garantir a continuidade deste serviço para a sociedade”, destacou a secretária.
O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar tem como objetivo proporcionar aos educandos a continuidade do processo de escolarização, a inserção ou reinserção em seu ambiente escolar. Implantado em junho de 2007, os atendimentos são realizados em parceria com a Secretaria da Saúde e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Os estudantes são atendidos na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn) e nos hospitais Pequeno Príncipe, de Clínicas, do Trabalhador, Erasto Gaertner, Evangélico, Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina.
A diretora da Diretoria de Políticas e Programas Educacionais da Secretaria, professora Fátima Ikiko Yokohama, enfatizou a importância da formação do educador que atua no ambiente hospitalar. “Como é uma realidade diferente do dia-a-dia da sala de aula, estamos investindo para subsidiar o trabalho dos professores que acompanham os estudantes nos hospitais”, disse.
“Temos como desafio a busca de soluções e caminhos para que seja efetivado o direito de crianças, jovens, adultos e idosos de resgatar a cidadania por meio dos estudos”, destacou Cinthya Menezes, chefe de gabinete da Secretaria da Educação e uma das idealizadoras do projeto. Segundo ela, o Sareh fortalece o vínculo educacional do paciente, que após o seu período de internação será inserido ou reinserido na escola.
DIDÁTICA – Célia Meiri Wiczneski Julio, responsável pelo Sareh na Secretaria da Educação e pedagoga no Hospital do Trabalhador, explicou que a primeira ação é fazer o diagnóstico pedagógico do paciente - todos os dados escolares e as disciplinas em que o aluno tem dificuldade são mapeados. “Os alunos aceitam de forma positiva a intervenção escolar no hospital, ficam felizes porque não vão perder o ano letivo, assim como a família do paciente, que compreende a importância desta iniciativa da Secretária da Educação”, ressaltou.
Para a pedagoga Marisa Destéfani Alves, que atua no Hospital Evangélico, os alunos internados ficam preocupados por não comparecer às aulas. “No Evangélico temos os pacientes de longo período de internação, como os queimados, que recebem suporte pedagógico individualizado”, explicou. “O que mais gratifica é a satisfação e o retorno que a família do paciente transmite aos professores”, disse.
Os participantes assistiram nesta segunda-feira (25) a palestra “Currículo e Metodologia de Ensino”, da professora doutora Marta Storni da Universidade Estadual de Maringá . Durante a mesa redonda que teve como tema “Educação Hospitalar: Limites e Possibilidades”, mediada pela professora Cinthya Menezes, os docentes tiveram a oportunidade de conversar e acompanhar a explanação de três renomadas mestres. Com o tema “A Educação Hospitalar como Política Pública e a Necessidade de ampliação”, a professora doutora Ercília de Paula, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, trouxe aos participantes um relato sobre a sua experiência vivida no início deste ano em Cuba, onde participou de um simpósio de pedagogia. “Precisamos ter propostas pedagógicas adequadas a cada realidade hospitalar, além de que devemos transformar o espaço físico, deixando-o com outra cara, para que a criança se sinta cada vez mais ambientada e feliz”, disse.
A professora doutora Elizete Matos, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, trouxe para o debate a tecnologia de informação e a comunicação como ferramenta de acesso ao currículo escolar em um ambiente hospitalar. “Um encontro como esse é super enriquecedor, pois além de reunir pessoas de várias áreas, permite-nos fazer uma reflexão sobre o que estamos desenvolvendo, afinal, como professores, precisamos garantir a qualidade escolar, independente do ambiente em questão. Não adianta você ter um professor no hospital se ele não percebe que tem ele um papel ali dentro”, disse a professora doutora Eneida da Fonseca da Universidade do Rio de Janeiro.


