Encontro debate assuntos da área de deficiência visual 30/06/2009 - 12:48

A Secretaria da Educação (SEED), por meio do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN) promove nesta terça-feira (30) a Reunião Técnica – Centro de Apoio Pedagógico. O evento conta com a participação de 22 coordenadores dos Centros de Apoio Pedagógico e Atendimentos às Pessoas com Deficiência Visual (CAPs) de Cascavel, Curitiba, Francisco Beltrão, Maringá e Londrina.
“O objetivo da reunião técnica é que se possa fazer uma unificação dos trabalhos desenvolvidos nos CAPs através dos quatro núcleos de atuação existentes: Núcleo de Apoio Didático Pedagógico, o Núcleo de Produção Braille, o Núcleo de Convivência e o Núcleo de Tecnologias”, explica Miria de Souza Fagundes, técnica-pedagógica da área de Deficiência Visual do DEEIN.
Fagundes lembra que uma das pautas é a padronização dos livros produzidos em Braille no Paraná para a Educação Básica da rede pública de Ensino. “Também estamos com as salas de recursos multifuncionais e representantes dos Núcleos Regionais de Educação para os quais os CAPEs prestam este atendimento com a produção de livros didáticos em Braille e a formação continuada para atender a área da deficiência visual”, diz.
Para Ênio Rodrigues Rosa, professor do NRE de Cascavel, a reunião é uma necessidade e que a SEED está tomando a iniciativa neste processo de articulação da política do estado com a do Ministério da Educação (MEC). “Nós temos questões que precisam ser discutidas como o financiamento público no atendimento educacional especializado; a da produção do material didático em Braille ou material ampliado; a da integração de uma política integrada de formação e capacitação do professores que atuam na área; e a de se repensar a regulamentação e a normatização deste atendimento de ensino”, comenta.
Segundo Rosa, é preciso lembrar que o Paraná tem uma caminhada grande, com experiências interessantes na Educação Especial devido à política que Seed tem procurado implementar, redefinindo inclusive questões de concepção e com investimentos. “Na área específica da pessoa com deficiência visual existem alguns estrangulamentos que precisam discutidos, e precisamos, pelo menos, sair daqui (da reunião) com indicativos claros de que caminhos iremos tomar daqui para frente”, conclui.