Encontro debateu a inclusão sob a perspectiva das políticas públicas do Estado 15/10/2008 - 17:10

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) realizou nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15) o IV Encontro entre a Coordenação de Gestão Escolar e os Núcleos Regionais de Educação e que teve como tema “Inclusão na Perspectiva das Políticas Públicas”. O objetivo do evento foi ofertar aos profissionais das equipes pedagógicas subsídios legais, teóricos e práticos para levar a discussão até as escolas e então efetivar uma prática pedagógica inclusiva.
O encontro reuniu cerca de 160 professores dos 32 NRE´S e foi dividido em duas etapas. No primeiro dia aconteceram palestras com a técnica pedagoga do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional, Sueli de Fátima Fernandes.
No segundo dia de capacitação, vários cursos foram ministrados por representantes do Departamento de Inclusão da Seed nas seguintes áreas: Deficiência Intelectual; Altas habilidades/Superdotação; Transtornos Globais do Desenvolvimento; Deficiência Física/Motora; Deficiência Visual e Deficiência Auditiva.
Para a Coordenadora de Gestão Escolar da Seed, Elisane Fank, a inclusão é um tema que merece ampla abordagem e discussão. “Precisamos antes de tudo entender quais são as políticas do Estado do Paraná com relação à inclusão e perceber que estas não são somente a das crianças especiais. Temos que pensar esse tema como concepção e como a Seed vem fazendo para que todos sejam incluídos”, afirmou.
Essa foi a primeira vez que a Seed reuniu vários departamentos para falar sobre a necessidade da inclusão e dos recursos necessários para que os alunos estejam em igualdade de condições aos demais alunos. Para a assessora técnica pedagógica da área da deficiência visual da Seed, Miria de Souza Fagundes, essa foi uma oportunidade ímpar para os docentes que atuam na educação especial.
“Esse era nosso sonho: reunir vários departamentos e juntos falarmos de inclusão. A gente espera que outros departamentos da Seed também venham para essa luta. Para que possamos entender mais esse sujeito com deficiência visual ou com qualquer outro tipo de deficiência como um sujeito social que está historicamente constituído, para que ele tenha uma autonomia, uma emancipação política com qualidade”, relatou.