Ensino médio tem ampliação de matrículas no Paraná 19/07/2010 - 18:23
No Brasil, um dos maiores problemas que a rede pública de educação enfrenta é o abandono e a evasão escolar dos alunos que cursam o ensino médio. No Paraná, porém, independente de todas as questões pertinentes às dificuldades dos jovens permanecerem no processo de escolarização, houve ampliação do número de matriculas no ensino médio no estado. Em 2002, eram 407 mil alunos matriculados, já em 2008, este numero aumentou para 418 mil alunos. E, em oito anos, a rede estadual ampliou o número de estabelecimentos que ofertam ensino médio, de 935 para 1296, num crescimento de 38%.
No Paraná, a rede pública estadual atende quase 90% dos alunos matriculados no ensino médio regular com qualidade. O objetivo não é apenas a formação educacional para o vestibular, mas também para compreender a realidade social, econômica e política e atuar como cidadão. “Além disso, o ensino médio deve preparar o aluno para se inserir no mundo do trabalho e poder, se necessário, sustentar seus estudos posteriores”, explica Mary Lane Hutner, chefe do Departamento de Educação Básica (Deb) da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Segundo ela, houve um aumento do numero de alunos com idade entre 15 e 17 anos (de 55% em 2000 para 67% em 2008) e diminuição do numero de alunos com mais de 17 anos (de 44% em 2000 para 31% em 2008). “Estes dados demonstram acerto nas políticas educacionais direcionadas ao acesso e permanência do aluno na escola”. Tal acerto também pode ser conferido no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio das escolas paranaenses que foi o melhor do Brasil. O índice atingido foi de 3,9 (a meta estabelecida pelo Ministério da Educação era de 3,4 para 2009 e de 3,6 para 2011 para as escolas da rede pública). Mary lembra ainda que além da expansão das matrículas, os dados educacionais do Paraná indicam que está diminuindo a taxa de distorção idade/série.
A proposta do Ensino Médio por Blocos e o Livro Didático Público são exemplos de ações de sucesso. Além disso, o estado investiu na retomada da educação profissional, por meio de políticas educacionais que atendem jovens que trabalham. Atualmente, o ensino profissionalizante atende quase 100 mil alunos em cursos integrados ao ensino médio e 140 mil são alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ensino Médio por Blocos – No inicio de 2009, algumas escolas da rede pública passaram a ofertar o Ensino Médio por Blocos de Disciplinas Semestrais. Criada pelo Deb, a proposta dos Blocos objetiva diminuir os índices de repetência e evasão presentes no ensino médio. São organizados dois Blocos de Disciplinas ofertados concomitantemente. Cada um tem seis disciplinas diferentes e não há pré-requisito de um bloco para o outro. “O aluno vê em um semestre o conteúdo integral da disciplina que era dado no ano”, explica Edna Amancio de Souza Ramos, técnica pedagógico da Coordenação de Legislação e Ensino do Deb.
Segundo ela, o número de aulas concentradas proporciona um contato maior com o professor e com menos disciplinas, o aluno pode dedicar-se plenamente à disciplina. “Com mais aulas, além da possibilidade de o professor poder dar continuidade nos conteúdos, pode acompanhar mais de perto a freqüência e o desempenho dos alunos”.
Outra vantagem é que o estudante pode começar o ensino médio no início de cada semestre caso precise parar os estudos para um emprego sazonal. “O aluno não perde o que fez em cada bloco e caso não tenha êxito em fazer em três anos, pode terminar com um ou dois semestres a mais”, lembra Amâncio.
Livro didático público – O Projeto Folhas e o Livro Didático Público são referência no Brasil. O Folhas é um programa de Formação Continuada dos profissionais da educação que teve início em 2004 com objetivo de incentivar o professor a pesquisar e escrever por meio de uma metodologia específica de produção de material didático. O projeto valoriza a capacidade intelectual do professor que produz material de qualidade para utilizar em sala de aula.
O Livro Didático Público é um dos resultados do Projeto Folhas. Produzido por professores da rede pública estadual, o livro é direcionado a estudantes e professores do ensino médio e beneficia anualmente, mais de 450 mil estudantes.
No Paraná, a rede pública estadual atende quase 90% dos alunos matriculados no ensino médio regular com qualidade. O objetivo não é apenas a formação educacional para o vestibular, mas também para compreender a realidade social, econômica e política e atuar como cidadão. “Além disso, o ensino médio deve preparar o aluno para se inserir no mundo do trabalho e poder, se necessário, sustentar seus estudos posteriores”, explica Mary Lane Hutner, chefe do Departamento de Educação Básica (Deb) da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Segundo ela, houve um aumento do numero de alunos com idade entre 15 e 17 anos (de 55% em 2000 para 67% em 2008) e diminuição do numero de alunos com mais de 17 anos (de 44% em 2000 para 31% em 2008). “Estes dados demonstram acerto nas políticas educacionais direcionadas ao acesso e permanência do aluno na escola”. Tal acerto também pode ser conferido no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio das escolas paranaenses que foi o melhor do Brasil. O índice atingido foi de 3,9 (a meta estabelecida pelo Ministério da Educação era de 3,4 para 2009 e de 3,6 para 2011 para as escolas da rede pública). Mary lembra ainda que além da expansão das matrículas, os dados educacionais do Paraná indicam que está diminuindo a taxa de distorção idade/série.
A proposta do Ensino Médio por Blocos e o Livro Didático Público são exemplos de ações de sucesso. Além disso, o estado investiu na retomada da educação profissional, por meio de políticas educacionais que atendem jovens que trabalham. Atualmente, o ensino profissionalizante atende quase 100 mil alunos em cursos integrados ao ensino médio e 140 mil são alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ensino Médio por Blocos – No inicio de 2009, algumas escolas da rede pública passaram a ofertar o Ensino Médio por Blocos de Disciplinas Semestrais. Criada pelo Deb, a proposta dos Blocos objetiva diminuir os índices de repetência e evasão presentes no ensino médio. São organizados dois Blocos de Disciplinas ofertados concomitantemente. Cada um tem seis disciplinas diferentes e não há pré-requisito de um bloco para o outro. “O aluno vê em um semestre o conteúdo integral da disciplina que era dado no ano”, explica Edna Amancio de Souza Ramos, técnica pedagógico da Coordenação de Legislação e Ensino do Deb.
Segundo ela, o número de aulas concentradas proporciona um contato maior com o professor e com menos disciplinas, o aluno pode dedicar-se plenamente à disciplina. “Com mais aulas, além da possibilidade de o professor poder dar continuidade nos conteúdos, pode acompanhar mais de perto a freqüência e o desempenho dos alunos”.
Outra vantagem é que o estudante pode começar o ensino médio no início de cada semestre caso precise parar os estudos para um emprego sazonal. “O aluno não perde o que fez em cada bloco e caso não tenha êxito em fazer em três anos, pode terminar com um ou dois semestres a mais”, lembra Amâncio.
Livro didático público – O Projeto Folhas e o Livro Didático Público são referência no Brasil. O Folhas é um programa de Formação Continuada dos profissionais da educação que teve início em 2004 com objetivo de incentivar o professor a pesquisar e escrever por meio de uma metodologia específica de produção de material didático. O projeto valoriza a capacidade intelectual do professor que produz material de qualidade para utilizar em sala de aula.
O Livro Didático Público é um dos resultados do Projeto Folhas. Produzido por professores da rede pública estadual, o livro é direcionado a estudantes e professores do ensino médio e beneficia anualmente, mais de 450 mil estudantes.


