Escola Estadual Centrão é exemplo de educação do campo 19/06/2009 - 18:19
O direito à educação de crianças e jovens é prioridade e está garantido no Paraná. Seja na cidade grande ou em vilas rurais, em assentamentos e acampamentos ou em aldeias indígenas, o ensino de qualidade chega e garante futuro de muitos cidadãos paranaenses, pois a educação do campo é uma política pública pensada mediante a ação conjunta de governo e sociedade civil organizada. É caracterizada como o resgate de uma dívida histórica do Estado aos sujeitos do Campo, que tiveram negado o direito a uma educação de qualidade.
Um exemplo disso é o Colégio Estadual Centrão. Inaugurado em agosto de 1995, a escola está localizada a 18 km do município de Querência do Norte e atende aproximadamente 800 alunos oriundos das famílias dos assentamentos, das ilhas e os ribeirinhos de Porto Felício, Porto Natal e Porto Jundiá.
Este colégio, é também escola base para as escolas itinerantes de cinco municípios: Planaltina do Paraná, Guairaçá, Jacarezinho, Rio Branco do Ivaí e Porecatu, atendendo as crianças dos acampamentos do MST.
O estabelecimento é utilizado em dualidade administrativa com o município de Querência do Norte. No Colégio Estadual Centrão, estudam alunos do ensino fundamental e médio da rede estadual de educação e na Escola Rural Municipal Chico Mendes, oferta a modalidade da educação infantil e 1ª a 4ª série.
O colégio possui cinco salas de aula, laboratório de informática, biblioteca e quadra coberta. Ao todo 15 professores atuam no estabelecimento trabalhando as disciplinas do currículo base, porém muitas sempre abordando e discutindo temas voltados a realidade destas comunidades, os alunos também já participam do Programa Viva Escola, que promove atividades no contraturno.
No Centrão, os projetos desenvolvidos no Viva a Escola são: a Horta na Escola, e a Agroecologia, que tem como objetivo incentivar o aluno a aplicar as lições no seu lote, na sua residência, fazendo com que ele desempenhe na prática as atividades aprendidas na escola. Então, durante os dias do projeto os alunos permanecem na escola o dia todo, freqüentam as aulas de manhã, almoçam no colégio e a tarde ficam em companhia dos professores aprendendo e desenvolvendo suas habilidades através do programa.
No Centrão, a totalidade dos alunos utiliza o transporte escolar. Ao todo são cinco ônibus que diariamente levam e trazem os alunos de casa para a escola. No colégio também eles recebem a merenda escolar e tem acesso a todos os recursos tecnológicos disponibilizados nas escolas da zona urbana, como TV pen drive, a programação da TV Paulo Freire, os computadores do Programa Paraná Digital entre outros.
Para o professor João Rocha da Silva, que desempenha o seu trabalho há mais de 10 anos no colégio, dar aulas para crianças da zona rural é muito gratificante. “O comportamento, a educação, o comprometimento e a participação em sala de aula desses alunos são fatores de motivação para continuar. Eu já trabalhei com alunos da zona urbana, mas não troco isso daqui por nada”, disse.
“Estudar aqui é muito bom, os colegas são mais calmos do que os da cidade, não se envolvem com drogas, não agridem os professores. Aqui os professores estão sempre procurando se informar e descobrir as melhores formas de se trabalhar com a educação no campo, é sem dúvida um trabalho diferenciado”, disse a aluna Nauana Yara Fabro, 14 anos que está na 8ª série.
Uma das grandes motivações para os professores do colégio é que os alunos não faltam nunca, o índice de evasão escolar é praticamente nulo. “Até debaixo de chuva eles vem para a escola, muitas vezes chegam molhados, mas não faltam nunca”, disse a diretora auxiliar Lucinéia Vivian.
ILHAS E RIBEIRINHOS - Outro exemplo vem das regiões ribeirinhas, onde diariamente cerca de 80 alunos que residem nas ilhas ou nas margens do Rio Paraná são transportados de barcos até os municípios de Porto Rico, Querência do Norte, São Pedro do Paraná e Porto São José para estudarem.
O transporte escolar diário feito com barcos é uma rotina pesada para a maioria dos alunos. Em condições normais de navegação, os alunos podem permanecer quatro horas dentro do barco, pois tomam o veículo às 03:20 da manhã e chegam às margem as 07 horas.
Essas embarcações atendem também alunos que residem nas margens direita do rio, ou seja, alunos que moram nas fazendas pertencentes ao Estado de Mato Grosso do Sul e que não tem acesso à escola, devido às longas distâncias até as cidades mais próximas daquele Estado.
Um exemplo disso é o Colégio Estadual Centrão. Inaugurado em agosto de 1995, a escola está localizada a 18 km do município de Querência do Norte e atende aproximadamente 800 alunos oriundos das famílias dos assentamentos, das ilhas e os ribeirinhos de Porto Felício, Porto Natal e Porto Jundiá.
Este colégio, é também escola base para as escolas itinerantes de cinco municípios: Planaltina do Paraná, Guairaçá, Jacarezinho, Rio Branco do Ivaí e Porecatu, atendendo as crianças dos acampamentos do MST.
O estabelecimento é utilizado em dualidade administrativa com o município de Querência do Norte. No Colégio Estadual Centrão, estudam alunos do ensino fundamental e médio da rede estadual de educação e na Escola Rural Municipal Chico Mendes, oferta a modalidade da educação infantil e 1ª a 4ª série.
O colégio possui cinco salas de aula, laboratório de informática, biblioteca e quadra coberta. Ao todo 15 professores atuam no estabelecimento trabalhando as disciplinas do currículo base, porém muitas sempre abordando e discutindo temas voltados a realidade destas comunidades, os alunos também já participam do Programa Viva Escola, que promove atividades no contraturno.
No Centrão, os projetos desenvolvidos no Viva a Escola são: a Horta na Escola, e a Agroecologia, que tem como objetivo incentivar o aluno a aplicar as lições no seu lote, na sua residência, fazendo com que ele desempenhe na prática as atividades aprendidas na escola. Então, durante os dias do projeto os alunos permanecem na escola o dia todo, freqüentam as aulas de manhã, almoçam no colégio e a tarde ficam em companhia dos professores aprendendo e desenvolvendo suas habilidades através do programa.
No Centrão, a totalidade dos alunos utiliza o transporte escolar. Ao todo são cinco ônibus que diariamente levam e trazem os alunos de casa para a escola. No colégio também eles recebem a merenda escolar e tem acesso a todos os recursos tecnológicos disponibilizados nas escolas da zona urbana, como TV pen drive, a programação da TV Paulo Freire, os computadores do Programa Paraná Digital entre outros.
Para o professor João Rocha da Silva, que desempenha o seu trabalho há mais de 10 anos no colégio, dar aulas para crianças da zona rural é muito gratificante. “O comportamento, a educação, o comprometimento e a participação em sala de aula desses alunos são fatores de motivação para continuar. Eu já trabalhei com alunos da zona urbana, mas não troco isso daqui por nada”, disse.
“Estudar aqui é muito bom, os colegas são mais calmos do que os da cidade, não se envolvem com drogas, não agridem os professores. Aqui os professores estão sempre procurando se informar e descobrir as melhores formas de se trabalhar com a educação no campo, é sem dúvida um trabalho diferenciado”, disse a aluna Nauana Yara Fabro, 14 anos que está na 8ª série.
Uma das grandes motivações para os professores do colégio é que os alunos não faltam nunca, o índice de evasão escolar é praticamente nulo. “Até debaixo de chuva eles vem para a escola, muitas vezes chegam molhados, mas não faltam nunca”, disse a diretora auxiliar Lucinéia Vivian.
ILHAS E RIBEIRINHOS - Outro exemplo vem das regiões ribeirinhas, onde diariamente cerca de 80 alunos que residem nas ilhas ou nas margens do Rio Paraná são transportados de barcos até os municípios de Porto Rico, Querência do Norte, São Pedro do Paraná e Porto São José para estudarem.
O transporte escolar diário feito com barcos é uma rotina pesada para a maioria dos alunos. Em condições normais de navegação, os alunos podem permanecer quatro horas dentro do barco, pois tomam o veículo às 03:20 da manhã e chegam às margem as 07 horas.
Essas embarcações atendem também alunos que residem nas margens direita do rio, ou seja, alunos que moram nas fazendas pertencentes ao Estado de Mato Grosso do Sul e que não tem acesso à escola, devido às longas distâncias até as cidades mais próximas daquele Estado.


