Escola de Maringá se inspira na Agenda 21 Escolar e mobiliza ações ambientais 02/06/2010 - 17:41
A implantação da Agenda 21 Escolar nas escolas da rede pública estadual de ensino tem resultado em ações em defesa do meio ambiente. O Colégio Estadual João de Faria Pioli, em Maringá, por exemplo, conseguiu organizar a comunidade para impedir a canalização do Ribeirão Morangueiro, mostrando às autoridades que existiam outras maneiras de preservar o rio.
“Nós entramos com uma ação no Ministério Público para derrubar a lei que pretendia canalizar o rio”, explicou Joana benta Pelandré Peres, diretora da escola. A nascente do rio fica aproximadamente a três quilômetros do colégio e passa ao lado da unidade de ensino. Durante seu percurso, o rio atravessa alguns conjuntos habitacionais. “Conseguimos organizar a comunidade para mostrar ao poder público municipal que era possível oferecer uma outra possibilidade para recuperar e preservar o rio”.
Em 2005, foi realizado um replantio de árvores nativas no Ribeirão Morangueiro por parte da prefeitura. Os estudantes do colégio realizam pesquisas de campo constantes no rio, não apenas para aprendizagem, mas também para contribuir na sua conservação. “Hoje o maior problema é a falta de uma maior fiscalização para evitar que entulhos sejam jogados no rio”, comentou a diretora, que reuniu a comunidade para exigir uma ação mais efetiva de fiscalização.
Além do trabalho de defesa do rio, a escola realiza outras ações da Agenda 21 Escolar, implantada em 2005, como a realização de fóruns para que a comunidade escolar possa sugerir ações que podem ser aplicadas no bairro. Existe também a participação do Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e Associação de Pais, Mestres e Funcionários. “Estamos buscando um envolvimento maior das associações de bairro e instituições religiosas”, lembrou.
Os alunos também distribuem panfletos à comunidade para conscientizar a população não apenas sobre as questões do meio ambiente. “Os estudantes participam muito, adotam uma rua para levar informações sobre ecologia, saúde, conservação e higiene”, disse a Joana Peres.
São realizadas também atividades de reutilização de materiais recicláveis e cursos de fabricação de sabão em barra com óleo usado em frituras. A comunidade já mostrou interesse em participar destes cursos. Os estudantes também aprendem técnicas de compostagem.
Programa – A proposta de construção da Agenda 21 na rede pública de ensino do Paraná possibilita a participação da comunidade escolar em diversas ações em favor das microbacias do Estado.
A busca pela melhoria da qualidade de vida de todos que participam do cotidiano das escolas começou a partir da construção da Agenda 21 Escolar. “Na construção da Agenda 21 Escolar o envolvimento de toda a comunidade é fundamental para a constituição do plano de ação para trabalhar junto à microbacia na qual a escola está inserida”, disse Sandro Savoia, coordenador dos Desafios Educacionais Contemporâneos da Secretaria de Estado da Educação (SEED).
Segundo Sandro, a Agenda 21 Escolar tem caráter interdisciplinar, o trabalho deve se relacionar aos conteúdos escolares de acordo com as diretrizes curriculares da Educação Básica do Paraná, e também deve estar vinculado ao projeto político pedagógico da escola.
“As ações propostas devem considerar diagnósticos que consideram não apenas a estrutura e o cotidiano da escola, mas também do seu entorno, uma vez que a escola é parte de uma comunidade (familiares, moradores da região, comerciantes, industriais e produtores rurais)”, destacou o coordenador.
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) tornou-se uma das instituições parceiras do Programa de Gestão Ambiental Integrada em Microbacias (PGAIM) coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB), iniciado pela Emater juntamente com Sanepar e Copel.
“Nós entramos com uma ação no Ministério Público para derrubar a lei que pretendia canalizar o rio”, explicou Joana benta Pelandré Peres, diretora da escola. A nascente do rio fica aproximadamente a três quilômetros do colégio e passa ao lado da unidade de ensino. Durante seu percurso, o rio atravessa alguns conjuntos habitacionais. “Conseguimos organizar a comunidade para mostrar ao poder público municipal que era possível oferecer uma outra possibilidade para recuperar e preservar o rio”.
Em 2005, foi realizado um replantio de árvores nativas no Ribeirão Morangueiro por parte da prefeitura. Os estudantes do colégio realizam pesquisas de campo constantes no rio, não apenas para aprendizagem, mas também para contribuir na sua conservação. “Hoje o maior problema é a falta de uma maior fiscalização para evitar que entulhos sejam jogados no rio”, comentou a diretora, que reuniu a comunidade para exigir uma ação mais efetiva de fiscalização.
Além do trabalho de defesa do rio, a escola realiza outras ações da Agenda 21 Escolar, implantada em 2005, como a realização de fóruns para que a comunidade escolar possa sugerir ações que podem ser aplicadas no bairro. Existe também a participação do Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e Associação de Pais, Mestres e Funcionários. “Estamos buscando um envolvimento maior das associações de bairro e instituições religiosas”, lembrou.
Os alunos também distribuem panfletos à comunidade para conscientizar a população não apenas sobre as questões do meio ambiente. “Os estudantes participam muito, adotam uma rua para levar informações sobre ecologia, saúde, conservação e higiene”, disse a Joana Peres.
São realizadas também atividades de reutilização de materiais recicláveis e cursos de fabricação de sabão em barra com óleo usado em frituras. A comunidade já mostrou interesse em participar destes cursos. Os estudantes também aprendem técnicas de compostagem.
Programa – A proposta de construção da Agenda 21 na rede pública de ensino do Paraná possibilita a participação da comunidade escolar em diversas ações em favor das microbacias do Estado.
A busca pela melhoria da qualidade de vida de todos que participam do cotidiano das escolas começou a partir da construção da Agenda 21 Escolar. “Na construção da Agenda 21 Escolar o envolvimento de toda a comunidade é fundamental para a constituição do plano de ação para trabalhar junto à microbacia na qual a escola está inserida”, disse Sandro Savoia, coordenador dos Desafios Educacionais Contemporâneos da Secretaria de Estado da Educação (SEED).
Segundo Sandro, a Agenda 21 Escolar tem caráter interdisciplinar, o trabalho deve se relacionar aos conteúdos escolares de acordo com as diretrizes curriculares da Educação Básica do Paraná, e também deve estar vinculado ao projeto político pedagógico da escola.
“As ações propostas devem considerar diagnósticos que consideram não apenas a estrutura e o cotidiano da escola, mas também do seu entorno, uma vez que a escola é parte de uma comunidade (familiares, moradores da região, comerciantes, industriais e produtores rurais)”, destacou o coordenador.
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) tornou-se uma das instituições parceiras do Programa de Gestão Ambiental Integrada em Microbacias (PGAIM) coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB), iniciado pela Emater juntamente com Sanepar e Copel.


