Escola em Goioerê promove conhecimento e cidadania com grupo de dança 14/05/2011 - 12:10

A dança tem mudado a vida de estudantes da Escola Estadual Jardim Universitário, em Goioerê.

A dança tem mudado a vida de estudantes da Escola Estadual Jardim Universitário, em Goioerê. Atualmente são cerca de 20 alunas estão participando do grupo de dança Universitariu’s Dance, nome escolhido por elas mesmas. Criado em 2007, o grupo já se apresentou em dezenas de festivais e eventos. Os resultados são verificados não apenas na aquisição de conhecimentos, mas na sua formação como cidadãs.
Denides Piovezan, professora de educação Física trabalha na escola há nove anos. Ela foi responsável por organizar o grupo de dança na escola. “A princípio, a ideia era realizar um trabalho que pudesse me aproximar um pouco mais das alunas”, contou. Com o tempo, além das coreografias, os encontros serviram para que fossem trabalhados valores e cuidados com o corpo.
Em muitos casos as apresentações servem para a aprendizagem, e são resultados de conversas com outras disciplinas. “Fizemos um trabalho sobre a cultura afrobrasileira para a disciplina de História, pesquisamos muito para não cometer um erro no vestuário, por exemplo”, disse a professora que revelou que a escola toda acaba se envolvendo.
Existe também uma liberdade para que as dançarinas deem opiniões sobre as coreografias. “Promover o diálogo é uma das maneiras de se respeitar, e peço a opinião delas”. Elas também promovem rifas e, quando possível, têm ajuda do colégio para conseguir os confeccionar os próprios figurinos com criatividade. “Mas o principal é que estas meninas se sentem valorizadas quando estão dançando, esta é a recompensa”, comentou orgulhosa a professora.
Para a aluna Luma Mariana explica o que conseguiu com a dança. “Ela (dança) me ajudou no físico, no psicológico, na socialização, na aprendizagem, na organização, em muitas coisas”, lembrou. A aluna ainda acha interessante que pode ensinar o que aprendeu a outras colegas. “Eu ensino o que aprendi às mais novas, e sei que elas farão o mesmo”, contou a estudante da 8ª série que gostaria de continuar a dançar.