Escolas das ilhas se destacam na exposição científica do Fera Com Ciência de Paranaguá 26/11/2008 - 03:42
Pelo menos dois projetos de alunos e professores de escolas situadas em ilhas do litoral paranaense se destacam na exposição científica do Fera Com Ciência de Paranaguá. Um deles expõe um trabalho pioneiro de tratamento de esgoto realizado na Ilha das Peças, o outro trata da história e da realidade ambiental da Ilha Rasa. Em ambos, fica patente o compromisso de professores e alunos com o conhecimento e a transformação da realidade em que vivem. Outra coincidência é que tanto um como outro são realizados em duas sub-sedes do Colégio Estadual Marcílio Dias, localizado em Guaraqueçaba.
O trabalho exposto por quatro alunas da Ilha das Peças tem a supervisão do professor Fernando Luiz Brock e faz parte de um projeto que objetiva desenvolver um modelo alternativo e adequado de sistema de tratamento de esgoto doméstico para a comunidade local. As alunas Taiza, Sônia, Mariana e Joana (foto) residem em uma vila de pescadores artesanais e compreendem que as fossas sépticas utilizadas para o tratamento de esgoto não são ambientalmente corretas e estão empenhadas em propor algo pioneiro para melhorar esse quadro.
“Nosso projeto utiliza raízes de plantas para reduzir em aproximadamente 90% a presença de poluentes e contaminantes da parte líquida do esgoto”, explica o professor Fernando. A iniciativa ecológica recebe o nome de Projeto das Estações de Tratamento de Esgoto por Zona de Raízes (ETEZR) e utiliza plantas nativas facilmente encontradas da região, como a Cebolana (Crinum spp).
O sistema se baseia em dois processos. Em primeiro lugar, há a separação do material sólido do líquido. Em seguida, pela ação da raiz da planta, a parte líquida é depurada e as bactérias presentes nas raízes ajudam a reter o excesso de nutrientes prejudiciais ao ambiente. Os resultados alcançados animam o grupo de pesquisadores. “Esse modelo está se mostrando capaz de resolver o problema de tratamento de esgoto em outras comunidades do litoral”, explica Fernando.
O projeto tem como parceiros o Centro de Estudos do Mar da UFPR, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o IBAMA, a SANEPAR, a Associação de Moradores da Ilha das Peças, a Escola Municipal local e a Prefeitura de Guaraqueçaba, além do Instituto Oceanográfico Internacional, da entidade Engenheiros Sem Fronteiras da Universidade de Maryland (EUA) e da empresa Ecodamata.
Cidadania – O professor Michel Hamon deixou Curitiba para apostar em um proposta de mudança de perspectiva de vida. Formado em jornalismo, resolveu ir morar na Ilha Rasa e aderiu ao projeto Escola das Ilhas, que iniciou em 2004 e atende a necessidade local de existência de um pólo de Ensino Fundamental. Desde então, Michel tem despertado o interesse dos alunos pelo lugar em que vivem, tanto no que diz respeito ao meio ambiente como à história.
“Esta é uma exposição sobre a Ilha Rasa e sobre a Mata Atlântica”, define Michel. Há elementos da fauna, e da flora, como insetos e plantas nativas, bem como ossadas de um sambaqui, que indicam ter havido uma população da ilha há 6 mil anos. Os alunos Elizandra, Evelyn, Beatriz e Evandro (foto), todos da oitava série do ensino fundamental, fazem parte do grupo empenhado em conhecer melhor a Ilha Rasa. Afinal, dizem, é lá que vivem e é lá que querem viver da melhor forma possível, agindo sobre a realidade.
Mais que trocar de cidade ou mudar de vida, o projeto de Michel parece ser o de oferecer aos alunos uma educação de qualidade. Para ele, a formação da cidadania está diretamente ligada a isso e, principalmente, à possibilidade de interagir com a comunidade em busca de melhor qualidade de vida.
O trabalho exposto por quatro alunas da Ilha das Peças tem a supervisão do professor Fernando Luiz Brock e faz parte de um projeto que objetiva desenvolver um modelo alternativo e adequado de sistema de tratamento de esgoto doméstico para a comunidade local. As alunas Taiza, Sônia, Mariana e Joana (foto) residem em uma vila de pescadores artesanais e compreendem que as fossas sépticas utilizadas para o tratamento de esgoto não são ambientalmente corretas e estão empenhadas em propor algo pioneiro para melhorar esse quadro.
“Nosso projeto utiliza raízes de plantas para reduzir em aproximadamente 90% a presença de poluentes e contaminantes da parte líquida do esgoto”, explica o professor Fernando. A iniciativa ecológica recebe o nome de Projeto das Estações de Tratamento de Esgoto por Zona de Raízes (ETEZR) e utiliza plantas nativas facilmente encontradas da região, como a Cebolana (Crinum spp).
O sistema se baseia em dois processos. Em primeiro lugar, há a separação do material sólido do líquido. Em seguida, pela ação da raiz da planta, a parte líquida é depurada e as bactérias presentes nas raízes ajudam a reter o excesso de nutrientes prejudiciais ao ambiente. Os resultados alcançados animam o grupo de pesquisadores. “Esse modelo está se mostrando capaz de resolver o problema de tratamento de esgoto em outras comunidades do litoral”, explica Fernando.
O projeto tem como parceiros o Centro de Estudos do Mar da UFPR, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o IBAMA, a SANEPAR, a Associação de Moradores da Ilha das Peças, a Escola Municipal local e a Prefeitura de Guaraqueçaba, além do Instituto Oceanográfico Internacional, da entidade Engenheiros Sem Fronteiras da Universidade de Maryland (EUA) e da empresa Ecodamata.
Cidadania – O professor Michel Hamon deixou Curitiba para apostar em um proposta de mudança de perspectiva de vida. Formado em jornalismo, resolveu ir morar na Ilha Rasa e aderiu ao projeto Escola das Ilhas, que iniciou em 2004 e atende a necessidade local de existência de um pólo de Ensino Fundamental. Desde então, Michel tem despertado o interesse dos alunos pelo lugar em que vivem, tanto no que diz respeito ao meio ambiente como à história.
“Esta é uma exposição sobre a Ilha Rasa e sobre a Mata Atlântica”, define Michel. Há elementos da fauna, e da flora, como insetos e plantas nativas, bem como ossadas de um sambaqui, que indicam ter havido uma população da ilha há 6 mil anos. Os alunos Elizandra, Evelyn, Beatriz e Evandro (foto), todos da oitava série do ensino fundamental, fazem parte do grupo empenhado em conhecer melhor a Ilha Rasa. Afinal, dizem, é lá que vivem e é lá que querem viver da melhor forma possível, agindo sobre a realidade.
Mais que trocar de cidade ou mudar de vida, o projeto de Michel parece ser o de oferecer aos alunos uma educação de qualidade. Para ele, a formação da cidadania está diretamente ligada a isso e, principalmente, à possibilidade de interagir com a comunidade em busca de melhor qualidade de vida.


