Estudante que representou o Brasil no Mercosul se diz entusiasmada com experiência 08/11/2010 - 16:41
A aluna paranaense Luana Furlan Marcelo esteve entre os 27 jovens brasileiros eleitos que representaram o Paraná e o Brasil no Parlamento Juvenil do Mercosul, realizado em outubro na cidade de Montevidéu, no Uruguai. Segundo ela, a experiência lhe trouxe muitos estímulos para conhecer melhor a realidade política e exercer plenamente a sua cidadania.
Luana cursa o primeiro ano noturno do ensino médio do Colégio Estadual Edimar Wright, de Almirante Tamandaré e foi empossada parlamentar na Primeira Assembléia do Parlamento Juvenil do Mercosul. Voltou do Uruguai muito entusiasmada: “É uma experiência extraordinária, valiosa para nós, jovens, como instância de intercâmbios, de idéias e que abriu nosso olhar para os problemas comuns, para a construção de diálogo e de cidadania. Isto mudou a nossa visão de política pública e política cidadã”, diz.
A aluna paranaense se mostra disposta a lutar por uma melhor qualidade de vida e melhorias constantes na educação. “Um colega parlamentar juvenil expressou o que todos nós estamos sentindo, que temos em nossas mãos a construção de um projeto de vida, mas queremos espaço e voz para levar as propostas adiante. Que os parlamentares nos ajudem a construir o Ensino Médio que queremos”, afirma.
Luana também teve a oportunidade de participar da 26ª Sessão Plenária do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e lá conversou com o Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad. Além disso, esteve com o Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, assim como com os deputados e senadores parlamentares do Mercosul, entre eles o deputado federal Dr. Rosinha, do Paraná, e o presidente do Parlasul, Senador Aloizio Mercadante, de São Paulo.
Mais de uma centena de jovens, de idades entre 15 e 18 anos, participaram da reunião sob o lema "O ensino médio que queremos", que abordou temas como inclusão educativa, gênero, educação e trabalho, direitos humanos e cidadania. Esses temas foram discutidos, num primeiro momento, através do trabalho das comissões formadas por estudantes dos países membros do Mercosul, trazendo problemáticas e propostas de seus países sobre os cinco eixos temáticos da Assembléia. Cada comissão, composta por um coordenador, moderador e um relator, apresentou posteriormente sua proposta em plenário. Todo o processo foi regulamentado pelo regimento da Assembléia.
Como resultado do trabalho em comissão, os jovens apresentaram a Declaração do Parlamento Juvenil do Mercosul. Segundo Luana, nessa declaração estão as propostas para melhorar a educação.
Abaixo, a íntegra da Declaração.
DECLARAÇÃO DO PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL
Nós, os jovens estudantes, reunidos aqui em Montevidéu, Uruguai, para a primeira Assembléia do PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2010. Dentro deste processo de diálogo e debate, que nos serviu para elaborar propostas com o objetivo de construir: O ENSINO MÉDIO QUE QUEREMOS baseados nos seguintes cinco eixos temáticos, os quais são:
1- Inclusão Educativa:
a) Inclusão do ensino das línguas oficiais dos países integrantes do MERCOSUL, segundo o critério dos sistemas educativos de cada um dos países.
b) Integração de todos os alunos sem importar seu setor social, etnia ou capacidade. Para isto é necessário que existam uma infra-estrutura e uma equipe multidisciplinar adequadas.
c) Orçamento distribuído equitativamente. Transporte e merenda, escolar gratuito e obrigatórios.
d) Existência de equipes multidisciplinares de psicólogos e pedagogos para o monitoramento da educação.
e) Garantir uma educação pública, obrigatória, laica e gratuita.
f) Fortalecimento e difusão das leis de mobilidade estudantil.
g) Ramificação do ensino no nono ano.
2- Jovens e trabalho
a) Exigência de orientação vocacional e direito trabalhista a nível obrigatório e convênios com empresas para a realização de estágios.
b) Criação de carreiras técnicas variadas de acordo com os fatores geográficos.
3- Participações cidadã
a) Implementação de conselhos de participação (professores, pais, sociedade, etc.) e de organizações juvenis para a tomada de decisões a nível da educação e de questões democráticas.
a) Criar uma página web onde todos os jovens possam colocar suas propostas e questionamentos, como ser um jornal eletrônico administrado pelos jovens.
c) Criação de espaços onde sejam tratados assuntos escolhidos pelos estudantes da mesma aula.
d) Que os meios de comunicação do Estado divulguem obrigatoriamente a participação dos jovens.
4- Gênero
a) Deve-se fomentar o equilíbrio de direitos entre homens e mulheres por meio da educação desde cedo, para não gerar discriminação e promover a equidade.
b) Que toda jovem grávida possa finalizar seus estudos a través dos meios adequados a sua situação.
5- Direitos Humanos
a) Conscientização e educação em direitos humano e meio ambiente em um eixo transversal em todas as disciplinas e desde cedo.
b) Tratamento de temáticas relacionadas com o passado recente da Latino América, golpes de Estado ou outras ações relacionadas com a eliminação ou destruição dos direitos humanos.
c) Criar projetos para a preservação do meio ambiente como reciclagem, reutilização e outros.
d) Acompanhar e monitorar jovens que praticam e sofrem agressões.
e) Educação em sexualidade.
Finalmente queremos deixar claro que as e os jovens temos nas nossas mãos a construção dos Nossos projetos de vida, mas para isso precisamos não somente de um voto de confiança como também de condições intelectuais e materiais que o façam possível desde hoje e desde diferentes espaços.
Queremos e exigimos a institucionalização do ¨PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL¨ na região, integrado por jovens provenientes de todos os países plenos e associados do bloco, escolhidos democraticamente pelos seus colegas. Propomos que o ¨PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL¨ seja realizado a cada dois anos, incluindo um ano de trabalho prévio, em cada um dos países. Exigimos que as nossas autoridades levem em consideração as propostas deste documento e com isto nos ajudem e nos apóiem para construirmos o Ensino Médio que queremos.
Parlamento Juvenil do MERCOSUL
Montevidéu – Uruguai
18 de outubro 2010
Luana cursa o primeiro ano noturno do ensino médio do Colégio Estadual Edimar Wright, de Almirante Tamandaré e foi empossada parlamentar na Primeira Assembléia do Parlamento Juvenil do Mercosul. Voltou do Uruguai muito entusiasmada: “É uma experiência extraordinária, valiosa para nós, jovens, como instância de intercâmbios, de idéias e que abriu nosso olhar para os problemas comuns, para a construção de diálogo e de cidadania. Isto mudou a nossa visão de política pública e política cidadã”, diz.
A aluna paranaense se mostra disposta a lutar por uma melhor qualidade de vida e melhorias constantes na educação. “Um colega parlamentar juvenil expressou o que todos nós estamos sentindo, que temos em nossas mãos a construção de um projeto de vida, mas queremos espaço e voz para levar as propostas adiante. Que os parlamentares nos ajudem a construir o Ensino Médio que queremos”, afirma.
Luana também teve a oportunidade de participar da 26ª Sessão Plenária do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e lá conversou com o Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad. Além disso, esteve com o Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, assim como com os deputados e senadores parlamentares do Mercosul, entre eles o deputado federal Dr. Rosinha, do Paraná, e o presidente do Parlasul, Senador Aloizio Mercadante, de São Paulo.
Mais de uma centena de jovens, de idades entre 15 e 18 anos, participaram da reunião sob o lema "O ensino médio que queremos", que abordou temas como inclusão educativa, gênero, educação e trabalho, direitos humanos e cidadania. Esses temas foram discutidos, num primeiro momento, através do trabalho das comissões formadas por estudantes dos países membros do Mercosul, trazendo problemáticas e propostas de seus países sobre os cinco eixos temáticos da Assembléia. Cada comissão, composta por um coordenador, moderador e um relator, apresentou posteriormente sua proposta em plenário. Todo o processo foi regulamentado pelo regimento da Assembléia.
Como resultado do trabalho em comissão, os jovens apresentaram a Declaração do Parlamento Juvenil do Mercosul. Segundo Luana, nessa declaração estão as propostas para melhorar a educação.
Abaixo, a íntegra da Declaração.
DECLARAÇÃO DO PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL
Nós, os jovens estudantes, reunidos aqui em Montevidéu, Uruguai, para a primeira Assembléia do PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2010. Dentro deste processo de diálogo e debate, que nos serviu para elaborar propostas com o objetivo de construir: O ENSINO MÉDIO QUE QUEREMOS baseados nos seguintes cinco eixos temáticos, os quais são:
1- Inclusão Educativa:
a) Inclusão do ensino das línguas oficiais dos países integrantes do MERCOSUL, segundo o critério dos sistemas educativos de cada um dos países.
b) Integração de todos os alunos sem importar seu setor social, etnia ou capacidade. Para isto é necessário que existam uma infra-estrutura e uma equipe multidisciplinar adequadas.
c) Orçamento distribuído equitativamente. Transporte e merenda, escolar gratuito e obrigatórios.
d) Existência de equipes multidisciplinares de psicólogos e pedagogos para o monitoramento da educação.
e) Garantir uma educação pública, obrigatória, laica e gratuita.
f) Fortalecimento e difusão das leis de mobilidade estudantil.
g) Ramificação do ensino no nono ano.
2- Jovens e trabalho
a) Exigência de orientação vocacional e direito trabalhista a nível obrigatório e convênios com empresas para a realização de estágios.
b) Criação de carreiras técnicas variadas de acordo com os fatores geográficos.
3- Participações cidadã
a) Implementação de conselhos de participação (professores, pais, sociedade, etc.) e de organizações juvenis para a tomada de decisões a nível da educação e de questões democráticas.
a) Criar uma página web onde todos os jovens possam colocar suas propostas e questionamentos, como ser um jornal eletrônico administrado pelos jovens.
c) Criação de espaços onde sejam tratados assuntos escolhidos pelos estudantes da mesma aula.
d) Que os meios de comunicação do Estado divulguem obrigatoriamente a participação dos jovens.
4- Gênero
a) Deve-se fomentar o equilíbrio de direitos entre homens e mulheres por meio da educação desde cedo, para não gerar discriminação e promover a equidade.
b) Que toda jovem grávida possa finalizar seus estudos a través dos meios adequados a sua situação.
5- Direitos Humanos
a) Conscientização e educação em direitos humano e meio ambiente em um eixo transversal em todas as disciplinas e desde cedo.
b) Tratamento de temáticas relacionadas com o passado recente da Latino América, golpes de Estado ou outras ações relacionadas com a eliminação ou destruição dos direitos humanos.
c) Criar projetos para a preservação do meio ambiente como reciclagem, reutilização e outros.
d) Acompanhar e monitorar jovens que praticam e sofrem agressões.
e) Educação em sexualidade.
Finalmente queremos deixar claro que as e os jovens temos nas nossas mãos a construção dos Nossos projetos de vida, mas para isso precisamos não somente de um voto de confiança como também de condições intelectuais e materiais que o façam possível desde hoje e desde diferentes espaços.
Queremos e exigimos a institucionalização do ¨PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL¨ na região, integrado por jovens provenientes de todos os países plenos e associados do bloco, escolhidos democraticamente pelos seus colegas. Propomos que o ¨PARLAMENTO JUVENIL DO MERCOSUL¨ seja realizado a cada dois anos, incluindo um ano de trabalho prévio, em cada um dos países. Exigimos que as nossas autoridades levem em consideração as propostas deste documento e com isto nos ajudem e nos apóiem para construirmos o Ensino Médio que queremos.
Parlamento Juvenil do MERCOSUL
Montevidéu – Uruguai
18 de outubro 2010


