Exemplos da política de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais 19/02/2009 - 16:21

O melhor exemplo da aplicação das políticas educacionais de inclusão dos alunos especiais do Governo do Paraná é a Escola Estadual de Educação Especial Lucy Requião. É a primeira escola estadual especial do Paraná, inaugurada em maio de 2008, e funciona no antigo Educandário de Santa Felicidade, que ficou abandonado por quase dez anos. O local recebeu um investimento de R$ 2,2 milhões para reformas e adequações dos 2.390 metros quadrados de área construída.
A escola possui biblioteca, pátio coberto, cozinha, refeitório, sala para oficinas profissionalizantes, laboratório de informática, quadra de esportes coberta e espaço destinado à horticultura e jardinagem. Referência em educação especial, é a primeira escola da rede estadual de ensino que oferta a modalidade educação especial.
Atualmente são 115 alunos matriculados com idade entre quatro e 25 anos, com as mais diversas deficiências. No colégio, os alunos recebem acompanhamento individualizado, as turmas são organizadas pela idade e conforme a sua deficiência, sendo constituídas com até no máximo seis alunos. Não existem séries, pois cada aluno recebe um acompanhamento, sempre considerando os relatórios diários ou semestrais, dependendo do caso, que avaliam os desempenhos cognitivos, afetivos e sociais.
Outro exemplo - O Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Junior é outro exemplo de escola especial. Nela estudam aproximadamente 250 alunos com deficiência auditiva, matriculados no sistema regular de ensino, ou seja, no ensino fundamental e médio. “Aqui também há acompanhamento individualizado, caso o estudante apresente qualquer outro tipo de deficiência”, conta a diretora Nerci Maria Margioni Martins.
No colégio, os estudantes recebem a formação regular no ensino fundamental ou médio, em um processo inclusivo de atendimento. “No contraturno, se os alunos optarem, são desenvolvidas atividades extracurriculares, como práticas esportivas, reforços de disciplinas e psicomotricidade”. Outro fator importante é que o corpo docente tem, além da sua formação em licenciaturas específicas, a especialização para trabalhar com os surdos. A meta para esse ano, segundo a diretora, é ofertar aos alunos o curso pós-médio.
Ensino regular - O Instituto de Educação Erasmo Pilotto é um colégio regular que oferece também espaço para a inclusão de alunos com necessidades especiais. Atualmente o colégio tem cerca de 4.400 alunos, sendo que desses, 176 possuem algum tipo de deficiência. Na área da deficiência auditiva, o Instituto tem 95 alunos matriculados, que contam com uma metodologia bilingue. Outros 70 alunos com dificuldades de aprendizagens diversas, como, por exemplo, pequenas deficiências mentais, dificuldade de concentração e demais particularidades, são atendidos, além de 11 alunos com deficiência mental séria, podendo ou não ser acompanhada de deficiência motora, contando com professores especializados.
O colégio também disponibiliza as salas de recursos, que são voltadas especificamente para alunos superdotados. Hoje são aproximadamente 100 alunos que utilizam a escola para suas práticas pedagógicas no contraturno escolar. “Todos os professores responsáveis por essas turmas recebem treinamentos e capacitações específicas de cada área. É um aprendizado diário, nossos professores estão sempre em atividades, buscando novos fatores, novas tecnologias para aplicar em sala de aula”, disse a coordenadora de Educação Especial e Inclusiva do colégio, Jocélia Duarte Borges de Paula Ribas.