Formação de professor indígena eleva nível de aprendizagem dos estudantes da comunidade 10/07/2009 - 18:28
A qualidade de ensino nas escolas indígenas melhorou singificativamente depois que os professores das comunidades participam do curso de formação oferecido pela Secretaria de Estado da Educação. A avaliação é de Danieli Mioranza, diretora da Escola Estadual Indígena Coronel Nestor da Silva, localizada na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras.
“Com o aperfeiçoamento dos professores percebemos uma melhora significativa na aprendizagem dos alunos”, disse. A primeira turma, com 29 professores, formou-se no início desse ano na modalidade normal Bilíngue-Kaingang. Outras três turmas estão em andamento, de formação integrada e aproveitamento de estudos.
Segundo a diretora, a ação efetiva do governo do Estado na educação escolar indígena demonstra o respeito pela cultura dos povos indígenas. Entre as principais ações está a estadualização de todas as escolas indígenas obedecendo a legislação federal.
“Os costumes, a cultura, a tradição, isso tudo faz com que o ambiente pedagógico escolar se torne ainda mais rico. É gratificante, aprendemos muito com eles”, concluiu.
A população indígena do Paraná é estimada em mais de 11 mil pessoas das etnias Kaingang e Guarani. Ao todo, no Estado, são 35 escolas oferecendo ensino bilíngue, intercultural e diferenciado aos seus alunos. São aproximadamente 2.700 alunos e cerca de 300 professores na educação escolar indígena.
FORTALECIMENTO DA CULTURA - A professora Margarida Nanra Olíbio, formada na primeira turma, sente-se realizada em poder ensinar, além da língua materna, o português também. “Nosso direito de ter acesso ao conhecimento é fundamental para que possamos fortalecer nossa própria cultura. Ser tratados com igualdade de direitos como todos os cidadãos é um desafio grande, mas nós estamos conseguindo”, disse.
Margarida avalia positivamente as políticas públicas do governo na área educacional, principalmente voltadas à área indígena. Para a professora, a oportunidade de ter uma formação foi excelente e só veio a contribuir com a escolarização nas aldeias. “Sem dúvida essa foi uma oportunidade única e muito gratificante, pois com a formação concluída, nós professores voltamos para a nossa comunidade com a oportunidade de alfabetizar as crianças, proporcionando a elas uma educação cada dia melhor”, concluiu a professora.
A Secretaria de Educação, através do Departamento da Diversidade(DEDI), elaborou caderno temático sobre os povos Guarani, Kaigang e Xetá, de forma a subsidiar as escolas com estudos realizados junto a esses povos. Além disso, está realizando encontros para subsidiar a implementação da lei 11.645/2007, que trata da história e cultura indígena, em toda a rede estadual de ensino.
Em parceria com o Departamento de Educação e Trabalho, oferece cursos de magistério para formação de professores indígenas da educação infantil e anos iniciais, proporcionando e garantindo uma educação de qualidade. O curso Normal Kaigang, tem duração de dois anos e é organizado em sistema de alternância, constituído por etapas presenciais ministradas em Faxinal do Céu e não presenciais na comunidade indígena.
EXEMPLO – Dentre os 16 Núcleos que possuem escolas indígenas, Laranjeiras do Sul concentra várias aldeias com oito escolas indígenas e mais de 900 alunos da educação infantil ao ensino médio.
A Escola Estadual Indígena Coronel Nestor da Silva, em Nova Laranjeiras, é um exemplo de dedicação e interculturalidade. A escola hoje possui 447 alunos matriculados na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Estudam na escola alunos de várias aldeias da região. O quadro conta com 16 professores. Destes, nove são Kaigang.
“Estamos proporcionando ao povo indígena melhores oportunidades. Demos estrutura e condições de ensino a todas essas comunidades, oferecendo inclusive melhorias pedagógicas através dos cursos de formação continuada, permitindo que os mesmos apliquem as metodologias de ensino, preservando sempre a língua e os costumes dessas populações”, disse Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação.
Além de toda a organização pedagógica, a estrutura física das escolas também está recebendo atenção especial do Governo do Paraná através de projetos que possibilitam a realização de reformas, ampliações e construção de unidades novas nas aldeias indígenas de todo o Estado.
“Com o aperfeiçoamento dos professores percebemos uma melhora significativa na aprendizagem dos alunos”, disse. A primeira turma, com 29 professores, formou-se no início desse ano na modalidade normal Bilíngue-Kaingang. Outras três turmas estão em andamento, de formação integrada e aproveitamento de estudos.
Segundo a diretora, a ação efetiva do governo do Estado na educação escolar indígena demonstra o respeito pela cultura dos povos indígenas. Entre as principais ações está a estadualização de todas as escolas indígenas obedecendo a legislação federal.
“Os costumes, a cultura, a tradição, isso tudo faz com que o ambiente pedagógico escolar se torne ainda mais rico. É gratificante, aprendemos muito com eles”, concluiu.
A população indígena do Paraná é estimada em mais de 11 mil pessoas das etnias Kaingang e Guarani. Ao todo, no Estado, são 35 escolas oferecendo ensino bilíngue, intercultural e diferenciado aos seus alunos. São aproximadamente 2.700 alunos e cerca de 300 professores na educação escolar indígena.
FORTALECIMENTO DA CULTURA - A professora Margarida Nanra Olíbio, formada na primeira turma, sente-se realizada em poder ensinar, além da língua materna, o português também. “Nosso direito de ter acesso ao conhecimento é fundamental para que possamos fortalecer nossa própria cultura. Ser tratados com igualdade de direitos como todos os cidadãos é um desafio grande, mas nós estamos conseguindo”, disse.
Margarida avalia positivamente as políticas públicas do governo na área educacional, principalmente voltadas à área indígena. Para a professora, a oportunidade de ter uma formação foi excelente e só veio a contribuir com a escolarização nas aldeias. “Sem dúvida essa foi uma oportunidade única e muito gratificante, pois com a formação concluída, nós professores voltamos para a nossa comunidade com a oportunidade de alfabetizar as crianças, proporcionando a elas uma educação cada dia melhor”, concluiu a professora.
A Secretaria de Educação, através do Departamento da Diversidade(DEDI), elaborou caderno temático sobre os povos Guarani, Kaigang e Xetá, de forma a subsidiar as escolas com estudos realizados junto a esses povos. Além disso, está realizando encontros para subsidiar a implementação da lei 11.645/2007, que trata da história e cultura indígena, em toda a rede estadual de ensino.
Em parceria com o Departamento de Educação e Trabalho, oferece cursos de magistério para formação de professores indígenas da educação infantil e anos iniciais, proporcionando e garantindo uma educação de qualidade. O curso Normal Kaigang, tem duração de dois anos e é organizado em sistema de alternância, constituído por etapas presenciais ministradas em Faxinal do Céu e não presenciais na comunidade indígena.
EXEMPLO – Dentre os 16 Núcleos que possuem escolas indígenas, Laranjeiras do Sul concentra várias aldeias com oito escolas indígenas e mais de 900 alunos da educação infantil ao ensino médio.
A Escola Estadual Indígena Coronel Nestor da Silva, em Nova Laranjeiras, é um exemplo de dedicação e interculturalidade. A escola hoje possui 447 alunos matriculados na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Estudam na escola alunos de várias aldeias da região. O quadro conta com 16 professores. Destes, nove são Kaigang.
“Estamos proporcionando ao povo indígena melhores oportunidades. Demos estrutura e condições de ensino a todas essas comunidades, oferecendo inclusive melhorias pedagógicas através dos cursos de formação continuada, permitindo que os mesmos apliquem as metodologias de ensino, preservando sempre a língua e os costumes dessas populações”, disse Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação.
Além de toda a organização pedagógica, a estrutura física das escolas também está recebendo atenção especial do Governo do Paraná através de projetos que possibilitam a realização de reformas, ampliações e construção de unidades novas nas aldeias indígenas de todo o Estado.


