Inscrição para o Enem pode ser feita nas escolas públicas estaduais 03/07/2009 - 16:34

Os alunos do 3º ano do ensino médio têm até dia 17 de julho para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para 2010, o exame é o único meio de acesso aos alunos de escolas públicas à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e faz parte da avaliação em outras instituições de ensino superior, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Como a inscrição é feita somente pela internet, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) está mobilizando as escolas para facilitar o acesso tanto de alunos quanto de interessados da comunidade.
“As escolas estão abertas, os laboratórios do Paraná Digital estão à disposição para inscrição dos alunos e da comunidade”, afirmou Mary Lane Hutner, chefe do Departamento de Educação Básica (DEB) da Seed. Aqueles que já concluiram o ensino médio  interessados em prestar o exame em acesso à internet devem procurar a escola mais próxima para efetuar a inscrição.
A inscrição é gratuita para alunos concluintes do ensino médio público. Para alunos da rede privada e egressos o custo da inscrição é de R$ 35,00. A meta é atingir 100% dos alunos concluintes de escolas estaduais, totalizando mais de 130 mil alunos em todo Paraná.
REFORMULAÇÃO – Nessa edição, a prova do Enem articula diretamente o currículo do ensino médio e passa a ser possível comparar as notas de um ano para outro. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias, (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.
A proposta do Ministério da Educação (MEC) tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais De Ensino Superior, por meio da centralização do exames, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas.