NEREA aproveita 13 de maio para propor reflexão 14/05/2010 - 13:27

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) vem realizando inúmeras ações voltadas as Comunidades Quilombolas, reconhecendo e valorizando a população negra e contribuindo para que alunos, professores e funcionários pertencentes a este grupo, sejam representados positivamente na vida escolar e fora dela. O Núcleo de Educação das Relações Etnicorraciais e Afrodescendência (NEREA) é ligado ao Departamento da Diversidade e foi criado no início de 2009.
“Devemos lembrar o dia 13 de maio para uma data de total reflexão, não de comemoração, para avaliarmos as condições de vida da população negra desde a “abolição” aos dias atuais. Os processos de exclusão desse grupo específico demonstram a ausência de acesso as políticas públicas comuns a qualquer cidadão residente neste país”, disse o chefe do Departamento da Diversidade, Wagner Roberto do Amaral.
“Temos hoje em dia ainda muitos problemas relativos às condições de moradia, empregabilidade, saúde, segurança e educação que vêm se configurando em mecanismos que determinam a inacessibilidade aos bens materiais e imateriais produzidos por toda sociedade e, obviamente, por estes sujeitos também. Por isso, trabalhamos em um espaço específico voltado para pensar em ações no que diz respeito à educação pública do Estado do Paraná e às relações Etnicorraciais e de Afrodescendência”, disse o coordenador do NEREA, Cassius Marcelus Cruz.
Cassius explica que o espaço para se discutir essas relações também existe nos Núcleos Regionais de Educação. “Todas as escolas devem ter equipes multidisciplinares para articular ações com conteúdos de história e cultura afrobrasileiras, africanas e indígenas”, diz o coordenador.
Além disso, também existe uma política de formação continuada de professores nesta temática e a elaboração de material didático de apoio pedagógico que orientam o ensino. Outra ação significativa foi o levantamento das comunidades remanescentes de quilombos no Paraná, em parceria com o Grupo de Trabalho Clóvis Moura. “Atualmente são 36 comunidades certificadas que recebem atendimento escolar. Duas delas possuem escolas em seus territórios, que chamamos de escolas quilombolas”, explicou Wagner Amaral.
Dentre as ações desenvolvidas, incluem-se as Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afrobrasileira, africana e indígena e da educação das relações etnicorraciais, tendo como pressuposto o reconhecimento e a valorização da população negra, contribuindo para que esta população se veja representada positivamente, tanto em materiais didáticos quanto nas formas de abordagem acerca do seu povo no processo educacional, reconhecendo-os enquanto uma das principais raízes de formação da nação brasileira ao lado das indígenas, européias e asiáticas.