Professora da USP destaca programa de alfabetização de adultos no Paraná 24/06/2009 - 15:59
O engajamento do governo do Paraná no processo de mobilização para a educação de adultos tem sido determinante para os resultados positivos que o Estado está alcançando com o programa Paraná Alfabetizado. A observação foi feita na noite desta terça-feira (23) durante a abertura do Seminário Estadual pela Superação do Analfabetismo, em Curitiba, pela professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo, Maria Clara di Pierro. Ela já participou de várias pesquisas - no cenário brasileiro e latino-americano - sobre políticas de educação de adultos e define o exemplo do Paraná como singular.
“O Paraná tem uma experiência espetacular. O governo do estado se engajou de maneira muito decidida e colocou à disposição uma série de recursos adicionais; de vontade política, mobilização e materiais didáticos, fatores que favorecem o êxito do programa Paraná Alfabetizado”, afirmou.
A pesquisadora destacou, ainda, as diversas conquistas da educação de jovens e adultos nos últimos tempos. Entre elas, a inclusão da educação de jovens e adultos no financiamento da educação básica por meio do Fundeb e o novo posicionamento que essa educação conquistou na agenda de política pública educacional, em especial com o Programa Brasil Alfabetizado.
O evento - O objetivo deste seminário é articular ações e estratégias de mobilização de identificação da população jovem, adulta e idosa não alfabetizada. Parceiros da Secretaria de Estado da Educação e coordenadores e chefes dos núcleos regionais de educação estão reunidos até o fim da tarde desta quarta-feira (24), para desenvolver novos métodos e ampliar o número de alfabetizandos. A meta do governo é tornar o Paraná um estado livre do analfabetismo.
O programa Paraná Alfabetizado é uma ação do Governo do Estado do Paraná, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação e desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação - Programa Brasil Alfabetizado. Em quase seis anos, já atendeu mais de 330 mil pessoas em mais de 20 mil turmas de alfabetização.
Mobilização - Segundo o coordenador do Programa Brasil Alfabetizado, Mauro José da Silva, sem mobilização não há como se fazer um bom trabalho. “O mais importante é que a alfabetização não pode ser vista e pensada apenas como uma campanha e sim como um processo de elevação de escolaridade. E este processo não é feito sem uma grande mobilização, é preciso que toda a sociedade esteja engajada”.
Ele afirma que o Paraná é um exemplo desta mobilização em prol da diminuição dos índices de analfabetismo no país. “O estado tem feito um trabalho excepcional que fortalece muito as ações do programa Brasil Alfabetizado”, disse.
Desde 2006, o programa já atendeu cerca de 8 milhões de pessoas e a meta até 2010 é atender mais 6 milhões.
“A alfabetização é um direito fundamental, e o Brasil está no caminho para atingir as metas do acordo assinado em 2006 em Dacar, na África”, afirmou. Naquela situação, 35 países se comprometeram por meio de um acordo estratégico de 10 anos (2006-2015) a unir esforços para atingir um nível de 50% de adultos alfabetizados até 2015.
Geografia do analfabetismo - O diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisas e Estatísticas Aplicada (IPEA), Jorge Abraão, apresentou um quadro da situação do analfabetismo no Brasil desde a década de 90. Ele relatou que a maior concentração de analfabetismo está no meio rural, entre pessoas com idade acima dos 40 anos e entre os mais pobres. “O macro problema está relacionado ao nível de escolaridade da população que é baixo e desigual”, explicou.
Abraão acredita que com a união de forças, as metas possam ser atingidas. “A questão da alfabetização é central em uma sociedade que cada vez mais presa o conhecimento. Aqueles que não sabem realmente são excluídos de imediato”, concluiu.
“O Paraná tem uma experiência espetacular. O governo do estado se engajou de maneira muito decidida e colocou à disposição uma série de recursos adicionais; de vontade política, mobilização e materiais didáticos, fatores que favorecem o êxito do programa Paraná Alfabetizado”, afirmou.
A pesquisadora destacou, ainda, as diversas conquistas da educação de jovens e adultos nos últimos tempos. Entre elas, a inclusão da educação de jovens e adultos no financiamento da educação básica por meio do Fundeb e o novo posicionamento que essa educação conquistou na agenda de política pública educacional, em especial com o Programa Brasil Alfabetizado.
O evento - O objetivo deste seminário é articular ações e estratégias de mobilização de identificação da população jovem, adulta e idosa não alfabetizada. Parceiros da Secretaria de Estado da Educação e coordenadores e chefes dos núcleos regionais de educação estão reunidos até o fim da tarde desta quarta-feira (24), para desenvolver novos métodos e ampliar o número de alfabetizandos. A meta do governo é tornar o Paraná um estado livre do analfabetismo.
O programa Paraná Alfabetizado é uma ação do Governo do Estado do Paraná, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação e desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação - Programa Brasil Alfabetizado. Em quase seis anos, já atendeu mais de 330 mil pessoas em mais de 20 mil turmas de alfabetização.
Mobilização - Segundo o coordenador do Programa Brasil Alfabetizado, Mauro José da Silva, sem mobilização não há como se fazer um bom trabalho. “O mais importante é que a alfabetização não pode ser vista e pensada apenas como uma campanha e sim como um processo de elevação de escolaridade. E este processo não é feito sem uma grande mobilização, é preciso que toda a sociedade esteja engajada”.
Ele afirma que o Paraná é um exemplo desta mobilização em prol da diminuição dos índices de analfabetismo no país. “O estado tem feito um trabalho excepcional que fortalece muito as ações do programa Brasil Alfabetizado”, disse.
Desde 2006, o programa já atendeu cerca de 8 milhões de pessoas e a meta até 2010 é atender mais 6 milhões.
“A alfabetização é um direito fundamental, e o Brasil está no caminho para atingir as metas do acordo assinado em 2006 em Dacar, na África”, afirmou. Naquela situação, 35 países se comprometeram por meio de um acordo estratégico de 10 anos (2006-2015) a unir esforços para atingir um nível de 50% de adultos alfabetizados até 2015.
Geografia do analfabetismo - O diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisas e Estatísticas Aplicada (IPEA), Jorge Abraão, apresentou um quadro da situação do analfabetismo no Brasil desde a década de 90. Ele relatou que a maior concentração de analfabetismo está no meio rural, entre pessoas com idade acima dos 40 anos e entre os mais pobres. “O macro problema está relacionado ao nível de escolaridade da população que é baixo e desigual”, explicou.
Abraão acredita que com a união de forças, as metas possam ser atingidas. “A questão da alfabetização é central em uma sociedade que cada vez mais presa o conhecimento. Aqueles que não sabem realmente são excluídos de imediato”, concluiu.


