Programa Escolas-Irmãs é apresentado na SEED 31/08/2010 - 15:32

Cerca de 50 escolas da rede pública estadual poderão participar do projeto Escolas-Irmãs do governo federal, apresentado na última semana por seu coordenador, Marcio Cruz, para o Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação (Dedi/SEED). O Escolas-Irmãs possibilita o intercâmbio de experiências pedagógicas desenvolvidas por educadores e escolas de diferentes estados e regiões do país e objetiva promover vínculos comunicativos entre os participantes. Atualmente, participam do programa 486 escolas espalhadas em 25 Estados e no Distrito Federal, envolvendo 122 mil estudantes.
Cruz explicou como o programa funciona e como vem se inserindo nas redes de ensino municipais, estaduais e privadas no país. Segundo ele, o Escolas-Irmãs foi criado em 2003 como um dos ramos da Mobilização Social do Programa Fome Zero e conta com o apoio do Ministério da Educação (MEC). É um programa de intercâmbio cultural e pedagógico entre escolas de diferentes realidades sociais e culturais em todas as regiões do país. “A ideia é fazer, por meio das escolas, que o Brasil se conheça através da aproximação de realidades sócio-culturais distintas”, comentou.
Além disso, o programa, que foi gestado no gabinete da Presidência da República, pretende que as escolas estabeleçam uma relação de parceria. “Pretendemos incentivar a cultura da solidariedade entre as escolas, através da troca de informações e de apoio material e pedagógico, e isso é baseado na confiança e respeito mútuos”, disse. O coordenador lembrou ainda que as escolas são responsáveis por realizar a adesão ao programa, bem como determinar as ações de intercâmbio entre elas. Cabe ao programa apenas estabelecer os contatos.
Wagner Roberto do Amaral, chefe do Dedi, aprovou a ideia. “As experiências de conhecimento trocadas entre alunos, professores e gestores vai possibilitando a constituição de uma rede educacional com experiências significativas e compartilhadas, ampliando o universo de saberes”, explicou.
Na ocasião, foi definida a realização de uma nova reunião, que deve acontecer dentro de um mês, para que todas as chefias e diretorias da SEED conheçam melhor a proposta do programa. “Nesta ocasião, já teremos o mapa de 50 escolas estaduais potenciais para iniciarmos essa experiência de intercâmbio”, definiu Wagner. Dentre essas escolas, serão convidadas escolas indígenas (Kaingang e Guarani), itinerantes, de assentamentos, quilombolas, das ilhas, do campo, de periferias urbanas, de educação especial e escolas participantes do programa Viva a Escola, bem como aquelas com experiências significativas para ser socializadas. “Nossa intenção é de, nessa mesma data, realizar uma webconferência com as direções dessas escolas, contando com a participação de duas escolas de outros estados brasileiros que socializarão suas experiências enquanto escolas-irmãs”, ressaltou.