Programa Sareh atende cerca de 470 alunos no Hospital Erasto Gaertner 17/06/2009 - 16:56
A vida do estudante Luan Rodrigo Dill Gazzola sofreu uma brusca mudança em sua rotina há alguns meses, quando o adolescente descobriu que estava com câncer. Ele saiu de São Miguel do Oeste para iniciar um tratamento de combate à doença em Curitiba. Hospitalizado, ficou impossibilitado de frequentar as aulas, mesmo assim seu processo de aprendizagem não foi interrompido. Luan é um dos alunos atendidos pelo Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), no Hospital Erasto Gaertner.
Estudante do 3.º ano do ensino médio, Gazzola explica que o suporte oferecido pelo serviço da Secretaria Estadual da Educação vai ajudá-lo a não perder tempo, uma vez que pretende fazer faculdade na área de informática. “Os professores fazem um atendimento mais próximo e ajudam de acordo com as minhas dificuldades”.
O Sareh, até então inédito no País, foi implantado pela Secretaria, em 2007, e atende alunos de 5.ª a 8.ª séries e ensino médio, impossibilitados de frequentar a escola por estar internados em hospitais. O serviço conta com professores do quadro próprio e com capacitação, além de um pedagogo que organiza o trabalho. O Sareh está implantado em Curitiba, Londrina e Maringá e deve ampliar sua cobertura. Os atendimentos são realizados em parceria com as Secretarias da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Para Gilce Dill Gazzola, mãe de Luan, a possibilidade de o filho continuar seu projeto de vida. “Há desligamento da escola formal, mas, no hospital, ele tem a oportunidade de ter esperanças, de manter os objetivos para o futuro e ampliar conhecimentos”, avalia. Ela também afirma que os estudos ajudam Luan a ocupar a mente com outros assuntos, além do tratamento.
O Hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento do câncer, tem cerca de 470 alunos atendidos, de fevereiro a abril deste ano. São estudantes das redes pública e particular do Paraná e também crianças e adolescentes de outros estados.
PEDAGOGIA - O trabalho pedagógico começa com a sondagem da vida escolar do aluno. Segundo Elaine Heloísa Marques, pedagoga da Secretaria da Educação, responsável pelo Sareh no Hospital Erasto Gaertner, o objetivo é verificar o domínio sobre o conteúdo da série de cada aluno.
O segundo passo é entrar em contato com a escola para avisar que o estudante será atendido no hospital. “Os professores elaboram os planos de trabalho, dentro das diretrizes curriculares do Estado, que serão trabalhados com os alunos para abordar todas as disciplina”, explica.
A pedagoga ressalta que a equipe não trabalha com notas. Todas as atividades e pareces são enviados às escolas. “Quando o aluno não foca sua atenção exclusivamente na doença e continua aprendendo e evoluindo, permanece dono da vida escolar e isso é muito importante para a saúde física e psicológica”.
Valdir Fernando Moreschi, professor da área de Humanas, recebe da pedagoga a relação com o nome dos alunos. “Se aluno puder sair do leito, tem aula na salinha de escolarização. No entanto, se estiver muito debilitado, será no próprio leito”, informa. A duração da aula também depende das condições físicas do aluno.
INCLUSÃO - Segundo Iolanda de Assis Galvão, psicóloga clínica da Pediatria e Cuidados Paliativos do Hospital Erasto Gaertner, a doença é só uma parte do paciente. “Ele tem um todo saudável e dentro deste todo está o cognitivo que precisa ser preservado, ou até mesmo regatado”, explica.
Iolanda reforça a necessidade da escolarização para o paciente em tratamento. “Esta oportunidade de continuar os estudos dentro do hospital é fundamental, principalmente para o resgate da autoestima do paciente”. A possibilidade de o estudante continuar os estudos e voltar à escola de origem sem déficit no aprendizado tem facilitado o processo de reinserção na sua vida acadêmica e social.
Os professores vinculados ao Sareh passam por seleção criteriosa para desenvolver o trabalho e são divididos pelas áreas de Exatas, Humanas e de Linguagens, mas atuam por disciplina. As práticas pedagógicas não são diferentes do que existem nas salas de aula, com o uso dos livros didáticos para leitura ou resolução de exercícios. Além da TV Pendrive, também são utilizados notebooks. As práticas também dependem das condições dos estudantes no momento da aula.
Em Curitiba, os estudantes são atendidos nos hospitais Erasto Gaertner, Evangélico, Pequeno Príncipe, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital do Trabalhador e na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn). E também no hospitais Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina. Este serviço atende os princípios adotados pela política educacional do Governo do Estado, como a educação como direito do cidadão, valorização do profissional da educação e garantia da escola pública, gratuita e de qualidade.
Estudante do 3.º ano do ensino médio, Gazzola explica que o suporte oferecido pelo serviço da Secretaria Estadual da Educação vai ajudá-lo a não perder tempo, uma vez que pretende fazer faculdade na área de informática. “Os professores fazem um atendimento mais próximo e ajudam de acordo com as minhas dificuldades”.
O Sareh, até então inédito no País, foi implantado pela Secretaria, em 2007, e atende alunos de 5.ª a 8.ª séries e ensino médio, impossibilitados de frequentar a escola por estar internados em hospitais. O serviço conta com professores do quadro próprio e com capacitação, além de um pedagogo que organiza o trabalho. O Sareh está implantado em Curitiba, Londrina e Maringá e deve ampliar sua cobertura. Os atendimentos são realizados em parceria com as Secretarias da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Para Gilce Dill Gazzola, mãe de Luan, a possibilidade de o filho continuar seu projeto de vida. “Há desligamento da escola formal, mas, no hospital, ele tem a oportunidade de ter esperanças, de manter os objetivos para o futuro e ampliar conhecimentos”, avalia. Ela também afirma que os estudos ajudam Luan a ocupar a mente com outros assuntos, além do tratamento.
O Hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento do câncer, tem cerca de 470 alunos atendidos, de fevereiro a abril deste ano. São estudantes das redes pública e particular do Paraná e também crianças e adolescentes de outros estados.
PEDAGOGIA - O trabalho pedagógico começa com a sondagem da vida escolar do aluno. Segundo Elaine Heloísa Marques, pedagoga da Secretaria da Educação, responsável pelo Sareh no Hospital Erasto Gaertner, o objetivo é verificar o domínio sobre o conteúdo da série de cada aluno.
O segundo passo é entrar em contato com a escola para avisar que o estudante será atendido no hospital. “Os professores elaboram os planos de trabalho, dentro das diretrizes curriculares do Estado, que serão trabalhados com os alunos para abordar todas as disciplina”, explica.
A pedagoga ressalta que a equipe não trabalha com notas. Todas as atividades e pareces são enviados às escolas. “Quando o aluno não foca sua atenção exclusivamente na doença e continua aprendendo e evoluindo, permanece dono da vida escolar e isso é muito importante para a saúde física e psicológica”.
Valdir Fernando Moreschi, professor da área de Humanas, recebe da pedagoga a relação com o nome dos alunos. “Se aluno puder sair do leito, tem aula na salinha de escolarização. No entanto, se estiver muito debilitado, será no próprio leito”, informa. A duração da aula também depende das condições físicas do aluno.
INCLUSÃO - Segundo Iolanda de Assis Galvão, psicóloga clínica da Pediatria e Cuidados Paliativos do Hospital Erasto Gaertner, a doença é só uma parte do paciente. “Ele tem um todo saudável e dentro deste todo está o cognitivo que precisa ser preservado, ou até mesmo regatado”, explica.
Iolanda reforça a necessidade da escolarização para o paciente em tratamento. “Esta oportunidade de continuar os estudos dentro do hospital é fundamental, principalmente para o resgate da autoestima do paciente”. A possibilidade de o estudante continuar os estudos e voltar à escola de origem sem déficit no aprendizado tem facilitado o processo de reinserção na sua vida acadêmica e social.
Os professores vinculados ao Sareh passam por seleção criteriosa para desenvolver o trabalho e são divididos pelas áreas de Exatas, Humanas e de Linguagens, mas atuam por disciplina. As práticas pedagógicas não são diferentes do que existem nas salas de aula, com o uso dos livros didáticos para leitura ou resolução de exercícios. Além da TV Pendrive, também são utilizados notebooks. As práticas também dependem das condições dos estudantes no momento da aula.
Em Curitiba, os estudantes são atendidos nos hospitais Erasto Gaertner, Evangélico, Pequeno Príncipe, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital do Trabalhador e na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn). E também no hospitais Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina. Este serviço atende os princípios adotados pela política educacional do Governo do Estado, como a educação como direito do cidadão, valorização do profissional da educação e garantia da escola pública, gratuita e de qualidade.


