Representantes da Educação participaram da Marcha Mundial das Mulheres 13/03/2009 - 17:11
A secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde e representantes da Secretaria da Educação participaram, no sábado (7), da Terceira Marcha Mundial das Mulheres, realizada em Curitiba. O evento sob o tema "As mulheres não vão pagar pela crise do capital", foi em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, teve concentração em frente ao prédio central da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e percorreu ruas da cidade até a Boca Maldita. Durante o percurso foram realizados 7 atos com o objetivo de se fazer uma reflexão de como a crise mundial atinge as mulheres.
Além da secretária, estiveram presentes; a superintendente de Educação, Alayde Maria Pinto Digiovanni; o chefe do Departamento da Diversidade (DEDI), Wagner Roberto do Amaral; a chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, Sheila Marize Toledo Pereira; a coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), Dayana Brunetto; Tânia Aparecida Lopes, membro da equipe do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e Afrodescendência (NEREA); Melissa Colbert Bello, membro da equipe do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual e Sílvio Alves, membro da equipe da Coordenação de Desafios Educacionais Contemporâneos.
Segundo Dayana Brunetto, coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual, na Educação é necessário que ocorram discussões sobre as relações entre gêneros, para a superação das desigualdades presentes na sociedade e no ambiente escolar. "É preciso desnaturalizar as relações de gênero nas escolas, porque foi naturalizado no imaginário da sociedade que a mulher deve ser sensível, submissa, meiga e maternal", explicou. Ela ainda salientou que características masculinas e femininas são construídas nas relações sociais e não dadas pela natureza. "Não existe uma única representação de mulher, um grupo homogêneo, há características diferentes que precisam ser valorizadas nas suas diversidades", disse Brunetto.
A coordenadora também destacou o comparecimento da Secretaria de Estado da Educação e da Superintendência de Estado de Educação na Marcha Mundial. "Com a aproximação demonstrada no dia 7 de março ente a Secretaria da Educação e os movimentos feministas e de mulheres do Paraná, explicita-se um compromisso com as discussões sobre as relações entre gêneros nas escolas, bem como um reconhecimento e apoio às demandas sociais por meio de políticas públicas educacionais", explicou. Brunetto ainda esclareceu que a Educação necessita de uma aproximação com os movimentos sociais. "A sociedade e as instituições sociais, dentre elas a escola, são formadas por sujeitos, de diferentes classes, raças/etnias, gêneros e diversidade sexual".
"Registra-se um fato histórico relevante a presença da secretária, Yvelise Arco-Verde, e da superintendente, Alayde Maria Pinto Digiovanni, pois representam uma conquista importante: a representação feminina em instâncias de decisão. Outra presença significativa e importante é a do chefe do Departamento da Diversidade, Wagner Roberto do Amaral, o que demonstra o compromisso com a articulação entre as políticas públicas educacionais e a demandas históricas dos movimentos sociais", lembrou Brunetto.
"A Marcha Mundial é um momento importante para os movimentos sociais de mulheres, pois é quando se pode denunciar a violência, a opressão e a desigualdade das relações entre mulheres e homens", afirmou Tânia Aparecida Lopes, membro da equipe do Núcleo de Educação das Relações Étnico-Raciais e Afrodescendência. Outro fator foi a presença dos representantes da Secretaria no evento. "O fato da Secretaria da Educação estar presente, representa que há um comprometimento com os temas que devem ser discutidos nas escolas", destacou Lopes
Para Melissa Colbert Bello, membro da equipe do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual, a Marcha oferece visibilidade aos movimentos sociais de mulheres. "É a atividade que reúne diversas entidades de mulheres que lutam por transformações sociais". Em relação à Educação, Bello destacou a importância da participação da Secretaria da Educação no evento, "É uma forma de aproximação, para que as políticas educacionais contemplem as questões de gênero". Ela ainda lembra que a categoria de educadores é majoritariamente feminina, e também historicamente desvalorizada".
"A Marcha Mundial das Mulheres simboliza a luta permanente pela justiça e pela igualdade de direitos", afirmou Sheila Marize Toledo Pereira, chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba. Ela ressaltou que as mulheres não podem ser lembradas apenas em um dia do ano. "É através de ações diárias que valorizamos o nosso papel, temos que ir além do profissional, pois ainda somos mães e esposas, cuidamos da família", lembrou.
Pereira também relacionou a questão de gênero às atividades educacionais. "A Educação tem esta função, ensinar às jovens a importância que possuem na sociedade, formando uma geração de mulheres conhecedoras dos seus direitos", disse.
A Marcha Mundial das Mulheres é uma ação do movimento feminista internacional de luta contra a pobreza e a violência sexista. No Brasil, junta setores como o movimento autônomo de mulheres, movimento popular e sindical, rural e urbano; que visa a ampliar os debates para o combate à pobreza e à violência feita às mulheres, bem como promover ações voltadas à igualdade, à justiça e à distribuição de renda.
Foto interna: prof. Kico
Além da secretária, estiveram presentes; a superintendente de Educação, Alayde Maria Pinto Digiovanni; o chefe do Departamento da Diversidade (DEDI), Wagner Roberto do Amaral; a chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, Sheila Marize Toledo Pereira; a coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), Dayana Brunetto; Tânia Aparecida Lopes, membro da equipe do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e Afrodescendência (NEREA); Melissa Colbert Bello, membro da equipe do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual e Sílvio Alves, membro da equipe da Coordenação de Desafios Educacionais Contemporâneos.
Segundo Dayana Brunetto, coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual, na Educação é necessário que ocorram discussões sobre as relações entre gêneros, para a superação das desigualdades presentes na sociedade e no ambiente escolar. "É preciso desnaturalizar as relações de gênero nas escolas, porque foi naturalizado no imaginário da sociedade que a mulher deve ser sensível, submissa, meiga e maternal", explicou. Ela ainda salientou que características masculinas e femininas são construídas nas relações sociais e não dadas pela natureza. "Não existe uma única representação de mulher, um grupo homogêneo, há características diferentes que precisam ser valorizadas nas suas diversidades", disse Brunetto.
A coordenadora também destacou o comparecimento da Secretaria de Estado da Educação e da Superintendência de Estado de Educação na Marcha Mundial. "Com a aproximação demonstrada no dia 7 de março ente a Secretaria da Educação e os movimentos feministas e de mulheres do Paraná, explicita-se um compromisso com as discussões sobre as relações entre gêneros nas escolas, bem como um reconhecimento e apoio às demandas sociais por meio de políticas públicas educacionais", explicou. Brunetto ainda esclareceu que a Educação necessita de uma aproximação com os movimentos sociais. "A sociedade e as instituições sociais, dentre elas a escola, são formadas por sujeitos, de diferentes classes, raças/etnias, gêneros e diversidade sexual".
"Registra-se um fato histórico relevante a presença da secretária, Yvelise Arco-Verde, e da superintendente, Alayde Maria Pinto Digiovanni, pois representam uma conquista importante: a representação feminina em instâncias de decisão. Outra presença significativa e importante é a do chefe do Departamento da Diversidade, Wagner Roberto do Amaral, o que demonstra o compromisso com a articulação entre as políticas públicas educacionais e a demandas históricas dos movimentos sociais", lembrou Brunetto.
"A Marcha Mundial é um momento importante para os movimentos sociais de mulheres, pois é quando se pode denunciar a violência, a opressão e a desigualdade das relações entre mulheres e homens", afirmou Tânia Aparecida Lopes, membro da equipe do Núcleo de Educação das Relações Étnico-Raciais e Afrodescendência. Outro fator foi a presença dos representantes da Secretaria no evento. "O fato da Secretaria da Educação estar presente, representa que há um comprometimento com os temas que devem ser discutidos nas escolas", destacou Lopes
Para Melissa Colbert Bello, membro da equipe do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual, a Marcha oferece visibilidade aos movimentos sociais de mulheres. "É a atividade que reúne diversas entidades de mulheres que lutam por transformações sociais". Em relação à Educação, Bello destacou a importância da participação da Secretaria da Educação no evento, "É uma forma de aproximação, para que as políticas educacionais contemplem as questões de gênero". Ela ainda lembra que a categoria de educadores é majoritariamente feminina, e também historicamente desvalorizada".
"A Marcha Mundial das Mulheres simboliza a luta permanente pela justiça e pela igualdade de direitos", afirmou Sheila Marize Toledo Pereira, chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba. Ela ressaltou que as mulheres não podem ser lembradas apenas em um dia do ano. "É através de ações diárias que valorizamos o nosso papel, temos que ir além do profissional, pois ainda somos mães e esposas, cuidamos da família", lembrou.
Pereira também relacionou a questão de gênero às atividades educacionais. "A Educação tem esta função, ensinar às jovens a importância que possuem na sociedade, formando uma geração de mulheres conhecedoras dos seus direitos", disse.
A Marcha Mundial das Mulheres é uma ação do movimento feminista internacional de luta contra a pobreza e a violência sexista. No Brasil, junta setores como o movimento autônomo de mulheres, movimento popular e sindical, rural e urbano; que visa a ampliar os debates para o combate à pobreza e à violência feita às mulheres, bem como promover ações voltadas à igualdade, à justiça e à distribuição de renda.
Foto interna: prof. Kico


