SEED é premiada por ações contra discriminação sexual 20/09/2010 - 15:07
As ações contra a discriminação e o preconceito de gênero e diversidade sexual realizadas nas escolas da rede pública de ensino receberam reconhecimento da Aliança Paranaense pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Na última sexta-feira (17), na sede da entidade, em Curitiba, o prêmio “Aliadas” foi entregue ao Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Ngds), vinculado do Departamento da Diversidade (Dedi) da Secretaria de Estado da Educação (SEED). Cerca de 100 pessoas estiveram presentes ao evento de premiação.
Dayana Brunetto, coordenadora do Ngds, disse que o prêmio é merecido e serve como estímulo para ampliar as ações da SEED em relação a esta comunidade. “É o reconhecimento de um trabalho árduo que temos feito para implantar a política pública educacional de gênero e diversidade sexual e garantir os direitos de acesso e permanência da população LGBT nas escolas da rede pública estadual de educação”, destacou.
O chefe do DEDI, Wagner Roberto do Amaral, também entende o prêmio como um reconhecimento da institucionalização de políticas públicas, como a constituição do Ngds, a criação de uma equipe técnica, a produção de materiais temáticos e o investimento na formação das/os professoras/es, “São ações que mostram que estamos dando um uma resposta à população LGBT, além de dizer aos demais setores do poder Executivo que isto é necessário, é possível e constitucional”, afirmou. Segundo ele, o prêmio Aliadas significa o cumprimento de um dever constitucional por parte da SEED que é o da universalização da educação básica e púbica para todas as pessoas e que possam ir à escola para usufruir o direito à educação sem discriminação por sua identidade de gênero ou orientação sexual.
O Paraná se coloca como uma referência significativa para outros estados não apenas por promover o acesso e a permanência desta comunidade nas escolas. “A qualidade da educação pública passa pelo compromisso da discussão, do debate, da reflexão de temas que são fundamentais para o enfrentamento da discriminação, do preconceito e do machismo”, disse Wagner.
Cidadania – O Prêmio Aliadas foi criado há cinco anos pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e acontece em esfera nacional e nos Estados. “O objetivo é reconhecer e agradecer a pessoas e instituições públicas e privadas que contribuem para garantir os direitos e a cidadania plena desta população”, afirmou Márcio Marins, organizador do evento. Ele é presidente do grupo Dom da Terra e representante do Conselho Estadual de Direitos Humanos.
Marins explicou que a SEED, por meio do Dedi, e consequentemente do Ngds, é reconhecida pelo trabalho realizado em relação às questões de orientação sexual e identidade de gênero dentro das instituições de ensino público. “Uma atuação muito significante e com conquistas emblemáticas como a questão do nome social das travestis e transexuais, porque mais de 90% dos travestis e transexuais evadem da escola ainda no ensino fundamental por sucumbirem a tanta violência e discriminação dentro do meio escolar”, disse. Segundo ele a Educação, a Saúde a e a Segurança Pública são os três eixos que mais devem ter atenção por parte dos gestores públicos. “Se não ocorressem ações da SEED, da SESA e, recentemente, da SESP, creio que a realidade para a comunidade LGBT poderia ser muito mais perversa”.
Mas, para Marins, ainda há muito para fazer em relação a esse tema. “Temos muitos avanços e há perspectivas a médio e longo prazo, mas não podemos fugir da realidade, o Paraná é um Estado muito conservador, e o respeito a todo tipo de orientação sexual e identidade de gênero ainda levará, pelo menos, umas duas décadas”, comentou.
O prêmio é dividido em seis categorias - Legislativo Municipal, Estadual e Federal, mais Executivo Municipal, Estadual e Federal. Também foram premiadas a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado de Justiça, Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos, Secretaria Municipal de Saúde, vereadoras de Curitiba, deputados estaduais e federais.
Dayana Brunetto, coordenadora do Ngds, disse que o prêmio é merecido e serve como estímulo para ampliar as ações da SEED em relação a esta comunidade. “É o reconhecimento de um trabalho árduo que temos feito para implantar a política pública educacional de gênero e diversidade sexual e garantir os direitos de acesso e permanência da população LGBT nas escolas da rede pública estadual de educação”, destacou.
O chefe do DEDI, Wagner Roberto do Amaral, também entende o prêmio como um reconhecimento da institucionalização de políticas públicas, como a constituição do Ngds, a criação de uma equipe técnica, a produção de materiais temáticos e o investimento na formação das/os professoras/es, “São ações que mostram que estamos dando um uma resposta à população LGBT, além de dizer aos demais setores do poder Executivo que isto é necessário, é possível e constitucional”, afirmou. Segundo ele, o prêmio Aliadas significa o cumprimento de um dever constitucional por parte da SEED que é o da universalização da educação básica e púbica para todas as pessoas e que possam ir à escola para usufruir o direito à educação sem discriminação por sua identidade de gênero ou orientação sexual.
O Paraná se coloca como uma referência significativa para outros estados não apenas por promover o acesso e a permanência desta comunidade nas escolas. “A qualidade da educação pública passa pelo compromisso da discussão, do debate, da reflexão de temas que são fundamentais para o enfrentamento da discriminação, do preconceito e do machismo”, disse Wagner.
Cidadania – O Prêmio Aliadas foi criado há cinco anos pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e acontece em esfera nacional e nos Estados. “O objetivo é reconhecer e agradecer a pessoas e instituições públicas e privadas que contribuem para garantir os direitos e a cidadania plena desta população”, afirmou Márcio Marins, organizador do evento. Ele é presidente do grupo Dom da Terra e representante do Conselho Estadual de Direitos Humanos.
Marins explicou que a SEED, por meio do Dedi, e consequentemente do Ngds, é reconhecida pelo trabalho realizado em relação às questões de orientação sexual e identidade de gênero dentro das instituições de ensino público. “Uma atuação muito significante e com conquistas emblemáticas como a questão do nome social das travestis e transexuais, porque mais de 90% dos travestis e transexuais evadem da escola ainda no ensino fundamental por sucumbirem a tanta violência e discriminação dentro do meio escolar”, disse. Segundo ele a Educação, a Saúde a e a Segurança Pública são os três eixos que mais devem ter atenção por parte dos gestores públicos. “Se não ocorressem ações da SEED, da SESA e, recentemente, da SESP, creio que a realidade para a comunidade LGBT poderia ser muito mais perversa”.
Mas, para Marins, ainda há muito para fazer em relação a esse tema. “Temos muitos avanços e há perspectivas a médio e longo prazo, mas não podemos fugir da realidade, o Paraná é um Estado muito conservador, e o respeito a todo tipo de orientação sexual e identidade de gênero ainda levará, pelo menos, umas duas décadas”, comentou.
O prêmio é dividido em seis categorias - Legislativo Municipal, Estadual e Federal, mais Executivo Municipal, Estadual e Federal. Também foram premiadas a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado de Justiça, Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos, Secretaria Municipal de Saúde, vereadoras de Curitiba, deputados estaduais e federais.


