SEED realiza reunião do Comitê Estadual da Educação do Campo 24/11/2010 - 18:20

O maior compromisso da é Secretaria de Estado da Educação (SEED) garantir o direito a uma educação de qualidade a todos os paranaenses. Desta forma, são realizados eventos que estabelecem o diálogo entre a Pasta e os movimentos sociais para verificar as necessidades educacionais existentes. Um deles é a reunião técnica com os membros do Comitê Estadual da Educação do Campo, que é constituído por representantes de entidades governamentais, não governamentais e movimentos sociais do campo.
O evento, que se encerrou nesta quarta-feira (24), no Centro de Formação continuada de Faxinal do Céu, município de Pinhão, é uma realização da Coordenação da Educação do Campo, vinculada ao Departamento da Diversidade, e tem como objetivo pensar as demandas observadas pelos sujeitos e as ações para o fortalecimento da Educação do Campo no Paraná.
Para o chefe do Departamento da Diversidade (DEDI), Wagner Roberto do Amaral, o Comitê, institucionalizado pela SEED, cumpri um preceito constitucional: a gestão democrática das políticas educacionais. “O DEDI cumpriu seu compromisso que era o de institucionalizar esse espaço de diálogo com as organizações e movimentos sociais do campo, com as universidades e com diferentes órgãos governamentais que atuam nas políticas agrárias e agrícolas no Paraná”.
Os membros do Comitê se reúnem neste momento para avaliar as ações desenvolvidas por esta Gestão. “Para nós isso é fundamental uma vez que o Paraná se destaca no cenário nacional na organização dessa política pública e no diálogo permanente com a sociedade civil organizada”, afirmou.
Vitor de Moraes, coordenador da Educação do Campo, afirmou que o comitê é um espaço de diálogo que visa articular movimentos sociais, municípios e estado na implementação de políticas públicas educacionais necessárias e de direito dos sujeitos do campo. Dentre os assuntos abordados estão as políticas públicas educacionais voltadas ao atendimento dos sujeitos do campo, avaliação da gestão 2006 a 2010, a definição de ações que devem ser prioritárias na composição do planejamento da formação continuada de 2011 e a proposição de demandas relativas à infraestrutura e funcionamento das escolas públicas do campo.
Alessandro Santos Mariano, do setor de educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e membro do comitê, reconhece que este período de gestão foi marcado por avanços, como por exemplo, as ações que visam a formação pedagógica e de fortalecimento da identidade das escolas públicas do campo, assim como a aumento da oferta de ensino médio nas áreas de assentamentos da reforma agrária. “Esperamos que a próxima gestão dê continuidade a essas ações, garantindo a todos os camponeses e camponesas, o direito a uma educação pública de qualidade”, afirmou.
Leila Aparecida Mendes Marchezoni, representante do Território Ilha Grande, o qual abrange sete municípios pertencentes ao Núcleo Regional de Educação de Umuarama, lembrou que o Comitê Estadual da Educação do Campo tem um papel fundamental para a continuidade e a política pública na concepção da educação do campo, sobretudo na relação com os movimentos sociais e territórios.