SEED realiza segunda etapa de curso de formação continuada para alfabetização de jovens, adultos e idosos 29/09/2010 - 15:10
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) realiza, desde a última segunda-feira (27), no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, a segunda etapa do Curso de Formação Continuada em Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos. O objetivo é capacitar 600 educadores e coordenadores selecionados pelo Programa Paraná Alfabetizado.
Segundo o chefe do Departamento da Diversidade, Wagner Roberto do Amaral, desde a criação do programa Paraná Alfabetizado, a SEED tem realizado investimentos significativos na formação continuada dos alfabetizadores e coordenações locais. ”Essa é uma ação realizada em parceria com o MEC e que visa qualificar as experiências de alfabetização de jovens, adultos e idosos desenvolvidas nas turmas de alfabetização. O evento objetiva também orientar os educadores de modo a mobilizar permanentemente os jovens, adultos e idosos para as turmas de alfabetização, evitando evasões e desistências”, explicou Amaral.
Wagner ainda disse que o investimento em formação continuada cumpre o compromisso da SEED em qualificar a ação alfabetizadora realizada nos 399 municípios paranaenses. “Nesse curso estão sendo socializadas diversas vivências realizadas nas turmas de alfabetização, possibilitando o intercâmbio e a avaliação dessa imensa e nobre tarefa em garantir a leitura e a escrita a milhares de jovens, adultos e idosos no Paraná”.
A coordenadora da Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos da SEED, Izabel Cordeiro Ribas Andrade, ressaltou o trabalho realizado pelos educadores em diferentes grupos. “É de fundamental importância que o educador, ao desenvolver trabalhos de alfabetização em diferentes grupos, urbanos, do campo, indígenas, dentre outros, tome por referência a cultura desses grupos, as histórias coletivas e individuais desses trabalhadores, refletindo com eles sobre as mudanças que aconteceram e que necessitam acontecer”, concluiu Izabel.
Sara Dalila Wandenberg dos Santos, alfabetizadora do programa Paraná Alfabetizado, no município de Antonina, entende que a SEED tem investido na capacitação dos alfabetizadores. "A formação continuada é necessária para que se garanta aos alfabetizadores o acesso ao conhecimento para que esses se tornem mais capacitados a desenvolver o processo de alfabetização". Ela pertence ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) e cursa Pedagogia para Educadoras e Educadores do Campo, na Unioeste.
Entre as atividades oferecidas pelo curso estão as oficinas, mesa redonda e apresentação de filmes, nas quais serão debatidos temas como a dinâmica e o objetivo do Paraná Alfabetizado. Uma das participantes do curso, a auxiliar de dentista Marilete Botelho, se interessou pelo programa após ver uma propaganda na televisão e hoje ministra as aulas em uma igreja do município de Campina Grande do Sul. Para ela, esse tipo de formação é muito importante para a continuação do processo, “É muito bom o curso, porque trocamos experiências com pessoas de todas as áreas e as podemos levar para nossos alunos”. Disse Marilete, que hoje conta com sete alunos em sua turma.
Livro – No evento, há uma oficina que cuida da produção de um livro específico para a alfabetização de trabalhadores rurais temporários. O chefe do Departamento da Diversidade (DEDI), Wagner Roberto do Amaral, explica que o livro segue a perspectiva dos livros didáticos públicos produzidos pela SEED. “Essa obra, produzida por educadores/as do Paraná Alfabetizado, parte das realidades vivenciadas por esses trabalhadores nas lavouras de cana, laranja, mandioca, dentre outras, objetivando garantir visibilidade e reconhecimento a esses sujeitos. Possibilita, desta forma, um espaço de pronunciamento a esses sujeitos que se tornam não apenas alfabetizados, mas também autores dessa obra”, disse.
Segundo ele, a alfabetização vai acontecer a partir da própria realidade e conhecimento de mundo do alfabetizando. “É um modo de valorizar o homem do campo e respeitar sua cultura”, pontuou.
A coordenadora da Casa Familiar Rural de Altônia,Maria Aparecida de Oliveira,reforçou a importância da elaboração de um material específico para alfabetização de jovens, adultos e idosos assalariados rurais temporários. “Este livro de alfabetização é de muita importância, pois nele estará o relato de experiências vivenciadas pelo trabalhador rural temporário, conhecido como boia-fria. A alfabetização vai acontecer a partir da sua própria realidade e conhecimento de mundo, e isto é um modo de valorizar o homem do campo e respeitar sua cultura”. Ela é autora e colaboradora do livro.
Segundo o chefe do Departamento da Diversidade, Wagner Roberto do Amaral, desde a criação do programa Paraná Alfabetizado, a SEED tem realizado investimentos significativos na formação continuada dos alfabetizadores e coordenações locais. ”Essa é uma ação realizada em parceria com o MEC e que visa qualificar as experiências de alfabetização de jovens, adultos e idosos desenvolvidas nas turmas de alfabetização. O evento objetiva também orientar os educadores de modo a mobilizar permanentemente os jovens, adultos e idosos para as turmas de alfabetização, evitando evasões e desistências”, explicou Amaral.
Wagner ainda disse que o investimento em formação continuada cumpre o compromisso da SEED em qualificar a ação alfabetizadora realizada nos 399 municípios paranaenses. “Nesse curso estão sendo socializadas diversas vivências realizadas nas turmas de alfabetização, possibilitando o intercâmbio e a avaliação dessa imensa e nobre tarefa em garantir a leitura e a escrita a milhares de jovens, adultos e idosos no Paraná”.
A coordenadora da Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos da SEED, Izabel Cordeiro Ribas Andrade, ressaltou o trabalho realizado pelos educadores em diferentes grupos. “É de fundamental importância que o educador, ao desenvolver trabalhos de alfabetização em diferentes grupos, urbanos, do campo, indígenas, dentre outros, tome por referência a cultura desses grupos, as histórias coletivas e individuais desses trabalhadores, refletindo com eles sobre as mudanças que aconteceram e que necessitam acontecer”, concluiu Izabel.
Sara Dalila Wandenberg dos Santos, alfabetizadora do programa Paraná Alfabetizado, no município de Antonina, entende que a SEED tem investido na capacitação dos alfabetizadores. "A formação continuada é necessária para que se garanta aos alfabetizadores o acesso ao conhecimento para que esses se tornem mais capacitados a desenvolver o processo de alfabetização". Ela pertence ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) e cursa Pedagogia para Educadoras e Educadores do Campo, na Unioeste.
Entre as atividades oferecidas pelo curso estão as oficinas, mesa redonda e apresentação de filmes, nas quais serão debatidos temas como a dinâmica e o objetivo do Paraná Alfabetizado. Uma das participantes do curso, a auxiliar de dentista Marilete Botelho, se interessou pelo programa após ver uma propaganda na televisão e hoje ministra as aulas em uma igreja do município de Campina Grande do Sul. Para ela, esse tipo de formação é muito importante para a continuação do processo, “É muito bom o curso, porque trocamos experiências com pessoas de todas as áreas e as podemos levar para nossos alunos”. Disse Marilete, que hoje conta com sete alunos em sua turma.
Livro – No evento, há uma oficina que cuida da produção de um livro específico para a alfabetização de trabalhadores rurais temporários. O chefe do Departamento da Diversidade (DEDI), Wagner Roberto do Amaral, explica que o livro segue a perspectiva dos livros didáticos públicos produzidos pela SEED. “Essa obra, produzida por educadores/as do Paraná Alfabetizado, parte das realidades vivenciadas por esses trabalhadores nas lavouras de cana, laranja, mandioca, dentre outras, objetivando garantir visibilidade e reconhecimento a esses sujeitos. Possibilita, desta forma, um espaço de pronunciamento a esses sujeitos que se tornam não apenas alfabetizados, mas também autores dessa obra”, disse.
Segundo ele, a alfabetização vai acontecer a partir da própria realidade e conhecimento de mundo do alfabetizando. “É um modo de valorizar o homem do campo e respeitar sua cultura”, pontuou.
A coordenadora da Casa Familiar Rural de Altônia,Maria Aparecida de Oliveira,reforçou a importância da elaboração de um material específico para alfabetização de jovens, adultos e idosos assalariados rurais temporários. “Este livro de alfabetização é de muita importância, pois nele estará o relato de experiências vivenciadas pelo trabalhador rural temporário, conhecido como boia-fria. A alfabetização vai acontecer a partir da sua própria realidade e conhecimento de mundo, e isto é um modo de valorizar o homem do campo e respeitar sua cultura”. Ela é autora e colaboradora do livro.


