Secretaria de Educação e universidades articulam oferta do curso de GDE em 2010 10/06/2010 - 18:12

Aconteceu nesta quinta-feira (10), na Secretaria de Estado da Educação (Seed), uma reunião entre representantes da Seed e de universidades públicas do Paraná . O encontro teve o objetivo de organizar a oferta do curso à distância de Gênero e Diversidade na Escola (GDE) 2010. O GDE é um programa federal e o Paraná pretende investir e colaborar na formação dos professores da rede estadual nessa área.  
“O programa GDE, além de ser importante para formação dos professores da rede estadual de educação, na área de gênero e diversidade sexual, se apresenta como uma estratégia de articulação institucional com universidades públicas do Paraná. Queremos compor uma política pública permanente de formação continuada nesta área em nosso estado”, conta o chefe do Departamento da Diversidade (Dedi) da Seed, Wagner Roberto do Amaral.
O diferencial do Paraná no programa GDE é a elaboração de uma proposta de aplicação na escola, voltada às questões de gênero e diversidade sexual, pelos professores e professoras inscritos no curso. Outro diferencial é o termo de compromisso assinado pelo diretor do colégio, confirmando apoio ao desenvolvimento destas ações.
Participaram da reunião o chefe do Dedi, Wagner Roberto do Amaral; a coordenadora do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual, Dayana Brunetto; as técnico-pedagógicas da Seed, Kátia Costa e Melissa Colbert Bello; professores da Universidade Federal do Paraná – Litoral, Daniel Canavese e Jamil Cabral Sierra e o professor Rafael Siqueira de Guimarães, da Universidade Estadual do Centro-Oeste.
Ainda este mês, será realizada nova reunião entre representantes da Seed e das universidades, para nova conversa sobre a parceria entre as instituições.

GDE - Lançado oficialmente em maio de 2004, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consiste em uma política pública de formação continuada para professores e professoras dos anos finais do Ensino Fundamental da rede pública de ensino, com vistas à promoção dos direitos humanos em detrimento a todos os tipos de preconceito na escola e por uma sociedade justa e igualitária.
Os conteúdos abordados são a sexualidade, as questões de gênero, a orientação sexual e as relações étnico-raciais. A carga horária total é de 200 horas, sendo 30 presenciais e 170 horas de ensino on-line na plataforma e-proinfo. Foi desenvolvido um projeto piloto, nos municípios de Dourados/MS, Maringá/PR, Niterói e Nova Iguaçu/RJ, Porto Velho/RO e Salvador/BA.