Secretaria e comunidades tradicionais discutem políticas de educação 02/08/2011 - 09:30
De acordo com Luciane Fagundes, diretora do Departamento da Diversidade, esse encontro serviu para reafirmar a preocupação do governo em atender as reivindicações dos povos tradicionais. “Não é possível construir políticas públicas sem ouvir as pessoas interessadas, é por isso que promovemos essa discussão com todos os interessados juntos, e juntos vamos construir o Paraná que queremos”, afirmou.
Wilson Quinteiro, secretário Especial de Relações com a Comunidade, assumiu o compromisso de defender a causa dos povos e comunidades tradicionais. "Este projeto não pode ser um programa de governo, mas uma política de estado. Pois governos passam”, salientou.
Segundo o representante dos faxinalenses, Hamilton José da Silva, faz seis anos que essas discussões acontecem sem a assinatura do decreto. “Estamos bastante esperançosos com o resultado deste encontro. Dessa vez, o texto que preparamos já está tramitando na Casa Civil e logo será enviado para a Assembleia”, comemorou.
Para Ogan Rômulo d’Osaguian, representante dos povos de terreiro, uma das reivindicações prevê que o currículo da educação básica contemple a cultura dos povos e comunidades tradicionais. “É importante que os outros estudantes compreendam o nosso modo de vida e que os nossos estudantes se reconheçam e se percebam respeitados ao frequentar a escola”, explicou.
Entre os povos e comunidades tradicionais do estado que participaram do evento estão indígenas das etnias Kaingang e Guarani, Quilombolas, faxinalenses, pescadores artesanais, ihéus do Rio Paraná, benzedeiras, cipozeiros, ciganos e comunidades de terreiro . Os trabalhos contaram com a parceria da Secretaria Especial de Relações com a Comunidade (Serc), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria do Abastecimento e Agricultura (Seab).


