Seed faz reunião em Morretes e incentiva a retomada do turismo no litoral 05/04/2011 - 18:00
A Secretaria de Estado de Educação (Seed) organizou uma reunião de trabalho com os 32 chefes de Núcleos Regionais de Educação (NREs) nesta terça-feira (5), em Morretes, no litoral do estado. Os educadores, que vieram de todas as regiões do Estado, fizeram um passeio pela Estrada da Graciosa, para chegar até a cidade litorânea antes que os trabalhos fossem iniciados no Colégio Estadual Rocha Pombo.
Segundo o vice-governador e Secretário de Educação, Flávio Arns, a cidade de Morretes foi escolhida para a realização deste evento com o objetivo de mostrar que os municípios do litoral do Estado estão recuperados para receber os turistas, após as enchentes que atingiram a região em março. “O objetivo desta reunião é nos encontrarmos sempre para construirmos uma educação de qualidade, E fizemos esta reunião em Morretes para que os chefes de núcleos voltem para suas regiões e levem o recado de que tudo está funcionando normalmente”, disse.
O prefeito de Morretes, Amilton de Paula, participou da abertura do evento e relembrou que a cidade é conhecida como um pólo turístico e gastronômico. “Precisamos de eventos como estes para mostrar a todo o Paraná que a cidade está normal e temos condições de receber o turista”, disse. Já a chefe do NRE de Paranaguá, Selma Camargo Meira (núcleo que gerencia as escolas dos municípios no litoral do Estado) ressaltou que as escolas estão funcionando normalmente. “Temos de ir em frente agora”, afirmou.
REUNIÃO – Esta é a segunda reunião que a Seed realiza em 2011 com todos os chefes dos NREs do Paraná. Os dirigentes da Secretaria passaram algumas propostas de trabalhos a serem realizados ainda neste ano.
A superintendente de Educação, Meroujy Giacomassi Cavet, apresentou o plano de metas de 2011, falou sobre capacitação, ofícios e circulares e das consultas públicas que serão realizadas sobre as diretrizes do ensino médio e porte das escolas. Meroujy ainda esclareceu questões referentes a situação de junção de turmas, que criou polêmica neste mês de março. “A junção de turmas é usual e faz parte da organização de nosso dia a dia. Devemos estar atentos aos abusos, mas sempre fazer uma conversa com a comunidade, sem qualquer tipo de imposição”, disse.
O superintendente de desenvolvimento educacional (Sude), Jaime Sunye Neto, falou aos chefes de núcles sobre as questões de infra-estrutura e os problemas enfrentados pela nova. “A estrutura é imprescindível para fazermos da educação do Paraná a melhor do país”, disse. O superintendente também trouxe sua equipe para esclarecer situações relacionadas a índices educacionais do Paraná, transporte escolar, entre outras. O secretário de Educação pediu auxílio dos chefes de NREs para a fiscalização das obras que são entregues, a fim de minimizar os custos com manutenção, que fica em torno de R$ 38 milhões por ano. “Temos de verificar as reformas e construções que estão sendo feitas de forma inadequadas. É inadmissível o que está sendo feito com o dinheiro público”, disse.
Já o tenente-coronel Douglas Dabul, comandante do Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária, falou sobre o trabalho da polícia militar e da importância da parceria entre a família, escola e comunidade no combate das situações de falta de segurança no entorno da escola. Os próprios policiais do Batalhão apresentaram uma peça de teatro sobre o tema. O chefe do Grupo de Recursos Humanos Setorial (GRHS) da Seed, Arnaldo Moreira de Matos, deu orientações sobre licença prêmio, substituições de pedagogos e administrativos, além de pedir sugestões sobre concurso de remoção, dobra de padrão e na elaboração dos editais do Processo de Seleção Simplificado.
A reunião foi finalizada com a apresentação do diretor geral da Seed, Jorge Eduardo Wekerlin, que falou sobre a importância do planejamento estratégico, que também irá contar com a participação dos chefes de NREs. Wekerlin também abordou a questão da equiparação salarial, reivindicada pelos professores do Paraná. “Estamos estudando os impactos, mas é uma situação que tem de ser enfrentada. Uma das propostas é trabalhar com quatro parcelas”, disse.


