Seminário discute gestão para Educação Escolar Indígena 22/09/2010 - 16:21
A Secretaria de Estado da Educação (SEED), por meio do Departamento da Diversidade (DEDI), realiza, nesta semana, o Seminário de Gestão das Escolas Indígenas do Paraná. O evento acontece no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, município de Pinhão, e reúne cerca de 80 participantes, entre caciques de terras indígenas, diretores das escolas estaduais indígenas, membros da Associação de Professores Indígenas e representantes da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (SETI), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Fundação Nacional do Índio (Funai).
“O objetivo é socializar e debater com as lideranças indígenas do Paraná, diretores e professores da educação escolar indígena sobre as perspectivas desta política pública para a rede estadual de educação”, comentou Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade (DEDI/SEED), ao lembrar que o evento é um compromisso com estas populações historicamente excluídas do sistema público de educação.
Os avanços ocorridos nessa área são resultados do diálogo existente entre a SEED e as comunidades indígenas. Em uma ação inédita, foi instituído, no ano passado, o Comitê Estadual da Educação Escolar Indígena, se constituindo como um espaço de discussão, avaliação e proposição das políticas públicas de educação escolar indígena no Paraná. “O Comitê é uma experiência de diálogo permanente da SEED com os povos Guarani, Kaingang, Xetá e Xokleng, junto com as instituições governamentais que têm o dever de garantir a educação básica e o ensino superior a estas populações”, afirmou Amaral.
O evento objetiva discutir a organização do trabalho pedagógico que deve ser desenvolvido nas escolas indígenas, assim como é uma oportunidade para realizar uma avaliação da Secretaria em relação às ações realizadas nesta área. “No Seminário estão sendo apresentadas as metas definidas pela Coordenação da Educação Escolar Indígena, não apenas as concluídas, mas também as que estão em andamento, como a elaboração de material didático bilíngue e específico aos povos indígenas do Paraná”, explicou Cristina Cremoneze, coordenadora de Educação Escolar Indígena da SEED.
Segundo Cremoneze, A criação de uma licenciatura intercultural específica para professores indígenas também está sendo discutida no evento. “A licenciatura servirá para que os professores indígenas atuem na coordenação pedagógica, na educação infantil, séries iniciais e nos cursos de formação de docentes para escolas indígenas”, disse.
O seminário ainda terá a tarefa de formar uma comissão representativa de lideranças para participar de eventos do MEC e da FUNAI em relação às discussões dos territórios etnicoeducacionais. “Esta é uma nova forma de organização da gestão da educação escolar indígena em âmbito nacional, proposta pelo Ministério da Educação (MEC) com as lideranças indígenas de todo o País”, comentou Cremoneze.
O evento também discute o trabalho de recuperação da língua Xetá com a Universidade de Brasília (UNB), UEM, Museu Paranaense e Museu da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A proposta é ofertar, no próximo ano, o ensino desta língua para as comunidades Xetá existentes no Paraná.
A SEED oferece a mais de três mil alunos indígenas matriculados nas 36 escolas indígenas, uma educação intercultural, bilíngue e diferenciada da educação infantil ao ensino médio. São quase 150 professores indígenas das etnias Guarani e Kaingang.
“O objetivo é socializar e debater com as lideranças indígenas do Paraná, diretores e professores da educação escolar indígena sobre as perspectivas desta política pública para a rede estadual de educação”, comentou Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade (DEDI/SEED), ao lembrar que o evento é um compromisso com estas populações historicamente excluídas do sistema público de educação.
Os avanços ocorridos nessa área são resultados do diálogo existente entre a SEED e as comunidades indígenas. Em uma ação inédita, foi instituído, no ano passado, o Comitê Estadual da Educação Escolar Indígena, se constituindo como um espaço de discussão, avaliação e proposição das políticas públicas de educação escolar indígena no Paraná. “O Comitê é uma experiência de diálogo permanente da SEED com os povos Guarani, Kaingang, Xetá e Xokleng, junto com as instituições governamentais que têm o dever de garantir a educação básica e o ensino superior a estas populações”, afirmou Amaral.
O evento objetiva discutir a organização do trabalho pedagógico que deve ser desenvolvido nas escolas indígenas, assim como é uma oportunidade para realizar uma avaliação da Secretaria em relação às ações realizadas nesta área. “No Seminário estão sendo apresentadas as metas definidas pela Coordenação da Educação Escolar Indígena, não apenas as concluídas, mas também as que estão em andamento, como a elaboração de material didático bilíngue e específico aos povos indígenas do Paraná”, explicou Cristina Cremoneze, coordenadora de Educação Escolar Indígena da SEED.
Segundo Cremoneze, A criação de uma licenciatura intercultural específica para professores indígenas também está sendo discutida no evento. “A licenciatura servirá para que os professores indígenas atuem na coordenação pedagógica, na educação infantil, séries iniciais e nos cursos de formação de docentes para escolas indígenas”, disse.
O seminário ainda terá a tarefa de formar uma comissão representativa de lideranças para participar de eventos do MEC e da FUNAI em relação às discussões dos territórios etnicoeducacionais. “Esta é uma nova forma de organização da gestão da educação escolar indígena em âmbito nacional, proposta pelo Ministério da Educação (MEC) com as lideranças indígenas de todo o País”, comentou Cremoneze.
O evento também discute o trabalho de recuperação da língua Xetá com a Universidade de Brasília (UNB), UEM, Museu Paranaense e Museu da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A proposta é ofertar, no próximo ano, o ensino desta língua para as comunidades Xetá existentes no Paraná.
A SEED oferece a mais de três mil alunos indígenas matriculados nas 36 escolas indígenas, uma educação intercultural, bilíngue e diferenciada da educação infantil ao ensino médio. São quase 150 professores indígenas das etnias Guarani e Kaingang.


