Seminário discute políticas públicas para a diversidade 05/11/2010 - 20:27
A Secretaria de Estado da Educação (SEED), por meio do Departamento da Diversidade (DEDI), realiza o 2º Seminário Estadual de Educação e Diversidade, no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, município de Pinhão. O objetivo do evento, que termina neste sábado (6), é avaliar e sistematizar as políticas públicas da diversidade desenvolvidas pela Pasta desde 2003.
“O evento é uma oportunidade para socializar experiências pedagógicas desenvolvidas pelas escolas estaduais e pelas turmas de alfabetização voltadas aos sujeitos da diversidade, focando o currículo, materiais de apoio pedagógico, tecnologias educacionais, formação continuada e gestão democrática”, ressaltou Wagner Roberto do Amaral, chefe do DEDI.
São cerca de 600 participantes, entre profissionais da rede estadual de educação e lideranças de movimentos sociais do campo, de indígenas, de mulheres, da diversidade sexual, de afrodescendência, religiosos de matriz africana e de alfabetização. As políticas de educação e diversidade se apresentam como uma demanda histórica dos movimentos sociais. “O evento é uma maneira de discutir coletivamente com estes diferentes segmentos tendo a coragem de avaliar os limites que ainda existem e as perspectivas para permanência do que foi realizado”, destacou Wagner.
O evento sinaliza a importância da garantia de propostas pedagógicas específicas a grupos diferenciados, como indígenas, quilombolas, ilhéus, escolas itinerantes do MST, entre outros. “A meta de universalização da educação básica deve ser acompanhada pelo respeito e reconhecimento dos diferentes sujeitos e grupos, sociais, qualificando, valorizando e garantindo e direito à educação a todos”, comentou.
O seminário ainda define estratégias para consolidação e continuidade das ações desenvolvidas pela SEED. “Deste seminário sairá o Manifesto Paranaense pela Educação e Diversidade que deve subsidiar as políticas que serão implantadas pelo novo governo. Este documento vai apresentar princípios e propostas para o que foi iniciado permaneça e se consolide na pauta das políticas públicas”.
Também estão presentes no evento pesquisadores de universidades estaduais e federais públicas do Estado e representantes das Secretarias de Estado da Saúde, da Justiça e da Cidadania, da Criança e da Juventude, e Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Depoimentos - Sandra Gunkel Scheeren, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, é acampada há 7 anos. Recentemente, foi assentada no município de Londrina. Ela atua no coletivo de educação do MST. “Junto à luta pela reforma agrária, fazemos a luta pelo direito à Educação. Esta necessidade vem do terceiro objetivo do movimento, o de transformação social”.
Ela comentou que as propostas de educação do campo feitas pelo MST vêm sendo reconhecidas com a parceria do DEDI. Isso é resultado do compromisso da SEED em construir políticas públicas em constante diálogo com entidades e sociedade organizada.
Para Lais Machado, militante do movimento social Liga Brasileira de Lésbicas (LBL – PR), o encontro permite para o movimento social uma visibilidade aos sujeitos da diversidade. “Isto nos proporciona conhecer outras culturas e nos ajuda a identificar nossas lutas com os demais sujeitos da diversidade com indígenas, afrodescendentes, MST, entre outros. É uma oportunidade de conhecer suas demandas e de expor as nossas”.
Após o primeiro evento, do qual participou no ano passado, ela descobriu que não bastava ser um sujeito LGBT, mas precisava se envolver e ser agente de mudança na sociedade. A partir disso, tornou-se militante do movimento social. “Para cada evento existe especificidade dentro da sociedade. A nossa exclusão enquanto sujeitos da diversidade nos une na luta pela busca de reconhecimento de direitos”, disse.
“O evento é uma oportunidade para socializar experiências pedagógicas desenvolvidas pelas escolas estaduais e pelas turmas de alfabetização voltadas aos sujeitos da diversidade, focando o currículo, materiais de apoio pedagógico, tecnologias educacionais, formação continuada e gestão democrática”, ressaltou Wagner Roberto do Amaral, chefe do DEDI.
São cerca de 600 participantes, entre profissionais da rede estadual de educação e lideranças de movimentos sociais do campo, de indígenas, de mulheres, da diversidade sexual, de afrodescendência, religiosos de matriz africana e de alfabetização. As políticas de educação e diversidade se apresentam como uma demanda histórica dos movimentos sociais. “O evento é uma maneira de discutir coletivamente com estes diferentes segmentos tendo a coragem de avaliar os limites que ainda existem e as perspectivas para permanência do que foi realizado”, destacou Wagner.
O evento sinaliza a importância da garantia de propostas pedagógicas específicas a grupos diferenciados, como indígenas, quilombolas, ilhéus, escolas itinerantes do MST, entre outros. “A meta de universalização da educação básica deve ser acompanhada pelo respeito e reconhecimento dos diferentes sujeitos e grupos, sociais, qualificando, valorizando e garantindo e direito à educação a todos”, comentou.
O seminário ainda define estratégias para consolidação e continuidade das ações desenvolvidas pela SEED. “Deste seminário sairá o Manifesto Paranaense pela Educação e Diversidade que deve subsidiar as políticas que serão implantadas pelo novo governo. Este documento vai apresentar princípios e propostas para o que foi iniciado permaneça e se consolide na pauta das políticas públicas”.
Também estão presentes no evento pesquisadores de universidades estaduais e federais públicas do Estado e representantes das Secretarias de Estado da Saúde, da Justiça e da Cidadania, da Criança e da Juventude, e Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Depoimentos - Sandra Gunkel Scheeren, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, é acampada há 7 anos. Recentemente, foi assentada no município de Londrina. Ela atua no coletivo de educação do MST. “Junto à luta pela reforma agrária, fazemos a luta pelo direito à Educação. Esta necessidade vem do terceiro objetivo do movimento, o de transformação social”.
Ela comentou que as propostas de educação do campo feitas pelo MST vêm sendo reconhecidas com a parceria do DEDI. Isso é resultado do compromisso da SEED em construir políticas públicas em constante diálogo com entidades e sociedade organizada.
Para Lais Machado, militante do movimento social Liga Brasileira de Lésbicas (LBL – PR), o encontro permite para o movimento social uma visibilidade aos sujeitos da diversidade. “Isto nos proporciona conhecer outras culturas e nos ajuda a identificar nossas lutas com os demais sujeitos da diversidade com indígenas, afrodescendentes, MST, entre outros. É uma oportunidade de conhecer suas demandas e de expor as nossas”.
Após o primeiro evento, do qual participou no ano passado, ela descobriu que não bastava ser um sujeito LGBT, mas precisava se envolver e ser agente de mudança na sociedade. A partir disso, tornou-se militante do movimento social. “Para cada evento existe especificidade dentro da sociedade. A nossa exclusão enquanto sujeitos da diversidade nos une na luta pela busca de reconhecimento de direitos”, disse.


