Seminário estadual, em Faxinal, destacou atuações da Comunidade Escolar 25/05/2009 - 16:44
“A Secretaria da Educação, por meio da Coordenação de Gestão Escolar, entende a gestão democrática como um princípio. No Paraná, concebe-se gestão como o trabalho pedagógico se organizando de maneira democrática”, comentou a coordenadora do CGE, Elisane Fank, ao destacar a realização do 2º Seminário Estadual de Assuntos da Comunidade Escolar.
O 2º Seminário foi realizado de 23 a 25 de maio, no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, no município de Pinhão, e contou com a participação de aproximadamente 570 pessoas entre representantes dos Núcleos Regionais de Educação, diretores, professores, funcionários, pais e estudantes. Para a maioria dos participantes o encontro foi importante devido aos relatos e às trocas de experiências que surgiram por parte de todas as instâncias colegiadas.
Fank explicou também que este processo pode ser verificado em três momentos. O primeiro ocorre quando é realizada a eleição para diretores. “É um grande avanço porque os diretores são eleitos pela comunidade e eles têm a legitimidade das necessidades das escolas e daqueles que estão nela”, disse.
A coordenadora alertou que gestão democrática não se resume somente a esta ação. “A eleição é condição, mas não garante uma gestão democrática se a comunidade e aqueles que estão na escola, organizados em seus segmentos de representatividade não participarem das tomadas de decisão dentro da escola”, ressaltou.
Ela também lembrou que estes representantes devem ser eleitos e não apenas indicados por seus segmentos. “Eles têm a possibilidade de participar dos processos de decisão para discutir assuntos fundamentais, compreendendo direitos e deveres que estas instâncias têm em relação à escola, por meio do Conselho Escolar”. Para Fank, a participação da comunidade escolar não deve ser confundida com práticas realizadas na forma de voluntariado.
O segundo momento é a participação da comunidade no processo de construção coletiva dos documentos que legitimam a escola, como por exemplo, o Regimento Escolar. E o terceiro, fundamental para que a gestão democrática seja efetiva, é o papel da comunidade no controle social. “Isto significa que questões que estão no âmbito das políticas públicas, a comunidade organizada precisa se fortalecer para exigir garantir o que é de direito”, falou a coordenadora.
Andrea Caldas, professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que realizou a palestra com o tema “Gestão Democrática e Gestão Compartilhada”, destacou que a concretização do processo de gestão democrática ainda está no seu início. “A gestão democrática tem avançado bastante nos últimos anos, quando voltou à pauta de discussões nas escolas, dada a importância da construção da democracia, mas tem um longo percurso devido ao tempo necessário para um processo democrático”, argumentou.
Caldas disse que ainda existe uma série de questões que ainda precisam ser enfrentadas para a concretização da gestão democrática nas escolas, como da burocratização do sistema educacional e a falta de cultura de participação democrática. Ela ainda lembrou que não se pode construir uma proposta pedagógica voltada para formar alunos reflexivos sem gestão democrática na escola, por isso a importância da realização de eventos que auxiliem no avanço deste assunto.
A professora também destacou a atuação da Secretaria da Educação a respeito do tema. “As duas últimas gestões têm retomado este debate da gestão democrática, a eleição direta para diretor, o fortalecimento dos grêmios e do Conselho Escolar”, disse. Para ela, embora a democracia tenha que ser feita de baixo para cima é importante que haja um governo sensível para investir neste sentido.
Para Loiuza Madelene Marron, diretora-auxiliar e presidente do Conselho Escolar do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, de Foz do Iguaçu, a gestão democrática atua no sentido de somar ações dentro da escola, decididas num grande grupo. “A escola é para a comunidade e nada mais justo do que tomar decisões de forma conjunta. Se não houver isso, fica um diretor fechado em sala e não é desta forma, as discussões têm que ser amplas e claras”, comentou. Ela ainda falou que se existem pessoas comprometidas que trabalham pelo bem da escola, o resultado se reflete nas atividades da escola e nos alunos.
O presidente da APMF do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, de Londrina, Genivaldo José de Lima, tem visão semelhante. “É fundamental para a escola continuar trabalhando em prol dos alunos que são nosso objetivo”, disse. Ele ainda lembrou que a atuação desta instância é fundamental dentro da escola. “Uma APMF forte, que consegue captação de recurso, cobrança de professores, torna uma direção forte, e um colégio forte. Além disso, a comunidade cobra, e se a APMF está fazendo a sua parte, é um respaldo e também um elo de ligação entre a comunidade e a escola”, afirmou.
Para o estudante Darkson Cassol Pires, presidente do Grêmio Estudantil Força e Atitude do Colégio Estadual XIV de Novembro, em Cascavel, o papel dos grêmios ajuda nos projetos da escola, e em contrapartida consegue maior apoio da escola. “Todos têm a possibilidade de participar do grêmio em todas as atividades, e há o envolvendo de todos”, falou. Ele ainda relatou que os alunos mudaram não apenas no comportamento, mas na maneira de ver as prioridades da escola.
Irene de Fátima Galina, professora da Escola Estadual Padre Anchieta, do município de Inajá, pertencente ao Núcleo Regional de Paranavaí afirmou que é preciso aprofundar as discussões sobre a questão da gestão democrática. “Ela está mais no papel, no discurso dos dirigentes e pouca prática realmente. A gestão democrática tem que considerar a opinião de todos, buscando sempre um bem comum”, argumentou.
Para ela o diálogo constante acaba refletindo nos avanços das decisões das escolas, por parte de professores, alunos e pais. E disse que uma pessoa que tenha conhecimento do seu papel na educação vai participar, exigir, cobrar e colaborar mais.
O 2º Seminário foi realizado de 23 a 25 de maio, no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, no município de Pinhão, e contou com a participação de aproximadamente 570 pessoas entre representantes dos Núcleos Regionais de Educação, diretores, professores, funcionários, pais e estudantes. Para a maioria dos participantes o encontro foi importante devido aos relatos e às trocas de experiências que surgiram por parte de todas as instâncias colegiadas.
Fank explicou também que este processo pode ser verificado em três momentos. O primeiro ocorre quando é realizada a eleição para diretores. “É um grande avanço porque os diretores são eleitos pela comunidade e eles têm a legitimidade das necessidades das escolas e daqueles que estão nela”, disse.
A coordenadora alertou que gestão democrática não se resume somente a esta ação. “A eleição é condição, mas não garante uma gestão democrática se a comunidade e aqueles que estão na escola, organizados em seus segmentos de representatividade não participarem das tomadas de decisão dentro da escola”, ressaltou.
Ela também lembrou que estes representantes devem ser eleitos e não apenas indicados por seus segmentos. “Eles têm a possibilidade de participar dos processos de decisão para discutir assuntos fundamentais, compreendendo direitos e deveres que estas instâncias têm em relação à escola, por meio do Conselho Escolar”. Para Fank, a participação da comunidade escolar não deve ser confundida com práticas realizadas na forma de voluntariado.
O segundo momento é a participação da comunidade no processo de construção coletiva dos documentos que legitimam a escola, como por exemplo, o Regimento Escolar. E o terceiro, fundamental para que a gestão democrática seja efetiva, é o papel da comunidade no controle social. “Isto significa que questões que estão no âmbito das políticas públicas, a comunidade organizada precisa se fortalecer para exigir garantir o que é de direito”, falou a coordenadora.
Andrea Caldas, professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que realizou a palestra com o tema “Gestão Democrática e Gestão Compartilhada”, destacou que a concretização do processo de gestão democrática ainda está no seu início. “A gestão democrática tem avançado bastante nos últimos anos, quando voltou à pauta de discussões nas escolas, dada a importância da construção da democracia, mas tem um longo percurso devido ao tempo necessário para um processo democrático”, argumentou.
Caldas disse que ainda existe uma série de questões que ainda precisam ser enfrentadas para a concretização da gestão democrática nas escolas, como da burocratização do sistema educacional e a falta de cultura de participação democrática. Ela ainda lembrou que não se pode construir uma proposta pedagógica voltada para formar alunos reflexivos sem gestão democrática na escola, por isso a importância da realização de eventos que auxiliem no avanço deste assunto.
A professora também destacou a atuação da Secretaria da Educação a respeito do tema. “As duas últimas gestões têm retomado este debate da gestão democrática, a eleição direta para diretor, o fortalecimento dos grêmios e do Conselho Escolar”, disse. Para ela, embora a democracia tenha que ser feita de baixo para cima é importante que haja um governo sensível para investir neste sentido.
Para Loiuza Madelene Marron, diretora-auxiliar e presidente do Conselho Escolar do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, de Foz do Iguaçu, a gestão democrática atua no sentido de somar ações dentro da escola, decididas num grande grupo. “A escola é para a comunidade e nada mais justo do que tomar decisões de forma conjunta. Se não houver isso, fica um diretor fechado em sala e não é desta forma, as discussões têm que ser amplas e claras”, comentou. Ela ainda falou que se existem pessoas comprometidas que trabalham pelo bem da escola, o resultado se reflete nas atividades da escola e nos alunos.
O presidente da APMF do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, de Londrina, Genivaldo José de Lima, tem visão semelhante. “É fundamental para a escola continuar trabalhando em prol dos alunos que são nosso objetivo”, disse. Ele ainda lembrou que a atuação desta instância é fundamental dentro da escola. “Uma APMF forte, que consegue captação de recurso, cobrança de professores, torna uma direção forte, e um colégio forte. Além disso, a comunidade cobra, e se a APMF está fazendo a sua parte, é um respaldo e também um elo de ligação entre a comunidade e a escola”, afirmou.
Para o estudante Darkson Cassol Pires, presidente do Grêmio Estudantil Força e Atitude do Colégio Estadual XIV de Novembro, em Cascavel, o papel dos grêmios ajuda nos projetos da escola, e em contrapartida consegue maior apoio da escola. “Todos têm a possibilidade de participar do grêmio em todas as atividades, e há o envolvendo de todos”, falou. Ele ainda relatou que os alunos mudaram não apenas no comportamento, mas na maneira de ver as prioridades da escola.
Irene de Fátima Galina, professora da Escola Estadual Padre Anchieta, do município de Inajá, pertencente ao Núcleo Regional de Paranavaí afirmou que é preciso aprofundar as discussões sobre a questão da gestão democrática. “Ela está mais no papel, no discurso dos dirigentes e pouca prática realmente. A gestão democrática tem que considerar a opinião de todos, buscando sempre um bem comum”, argumentou.
Para ela o diálogo constante acaba refletindo nos avanços das decisões das escolas, por parte de professores, alunos e pais. E disse que uma pessoa que tenha conhecimento do seu papel na educação vai participar, exigir, cobrar e colaborar mais.


