Simpósio discute equipes multidisciplinares de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena 08/10/2010 - 12:50
Termina nesta sexta-feira (8) o II Simpósio Estadual de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, Município de Pinhão. O evento é uma realização da Secretaria de Estado da Educação (SEED), por meio da Coordenação da Educação Escolar Indígena e do Núcleo de Educação das Relações Etnicorraciais e Afrodescendência (NEREA), ambos vinculados ao Departamento da Diversidade (DEDI). Um dos objetivos é orientar a composição das equipes multidisciplinares nas escolas da rede pública de ensino.
O Simpósio representa mais um passo inédito na construção e efetivação da política pública de educação das relações etnicorraciais no Paraná e no país. “Inaugura a institucionalização das equipes multidisciplinares nas escolas estaduais e, ao mesmo tempo, articula referências da história e cultura indígena com a história e cultura africana e afrobrasileira e o Paraná é o primeiro estado do país a realizar essa ação”, ressaltou Wagner Roberto do Amaral, chefe do DEDI. Ainda segundo ele, o evento é um espaço para as diferentes vozes e manifestações Kaingang, Guarani, Xetá e quilombolas e demais afrodescendentes do Paraná.
Os objetivos do simpósio são subsidiar as discussões e promover debates a respeito da implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, além de orientar a composição das equipes multidisciplinares nas escolas da rede pública de ensino. “Este encontro está sendo muito importante, e as palestras são ótimas. A cada encontro crescemos e procuramos levar para nossas comunidades quilombolas o que aprendemos”, contou Maria Arlete da Silva, da Comunidade Quilombola Adelaide Maria Trindade Batista, em Palmas. A representante ainda salientou que pretende formar nas escolas da comunidade as equipes multidisciplinares.
O simpósio é uma oportunidade para se trocar informações sobre a realidade dos participantes. "O evento é importante para professores não indígenas compreenderem que todos são importantes, para ouvir a voz dos indígenas”, comentou Teodoro Tupã Alves, da Terra Indígena de Itamarã, no município de Diamante D'Oeste. Ele espera que quando os professores retornarem às suas escolas e suas comunidades trabalhem o respeito à cultura indígena ao compor as equipes. “Indígenas, não indígenas e NRE temos que trocar conhecimentos e, após o Simpósio, discutir as ideias erradas que se tem sobre os indígenas".
Para Marilene Bandeira, da Comunidade Kaingang de Apucaraninha, município de Tamarana, a formação das equipes multidisciplinares em escolas indígenas ou não indígenas ajudará a combater o preconceito dentro e fora das comunidades indígenas. "A participação da comunidade nas equipes também é importante, pois ninguém conhece melhor a realidade dos indígenas do que os próprios indígenas, principalmente os mais velhos, que, com o apoio dos jovens, podem levar as discussões adiante", disse.
Entre os conteúdos debatidos estão a implantação e implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08 nos currículos escolares da educação básica do Paraná; o estudo da Resolução nº 3399/2010 - GS/SEED, da Instrução nº 010/2010 - SUED/SEED e da Orientação nº 002/2010 – DEDI, documentos que regulamentam a composição e o funcionamento das equipes multidisciplinares; o ensino das Línguas Indígenas; os aspectos da cultura corporal Guarani; os aspectos da cultura alimentar Kaingang; o aspecto da cultura Kaingang na escola não indígena; etnomatemática; juventude negra e movimento Hip Hop; comunidade quilombola João Surá e o uso das tecnologias.
Cerca de 600 pessoas participam, entre técnicos pedagógicos da SEED, dos Núcleos Regionais de Educação (NREs); professores da rede que atuam nas escolas indígenas e não indígenas. Também participam professores de Instituições de Ensino Superior (IES); representantes da Federação Quilombola; das comunidades de Terreiro; do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Paraná (FPEDER/PR), do Movimento Social Negro; do Movimento Social Indígena; da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), além de caciques e lideranças das terras indígenas do Paraná e acadêmicos indígenas de diversas áreas.
O combate ao preconceito e à discriminação também fazem parte das discussões do evento. "É importante a participação dos professores indígenas nas equipes. Professores devem aprender nas discussões a cultura e combater as imagens erradas e o preconceito em relação aos povos indígenas", afirmou Maiara Paraná, representante do Povo Xetá. Visão semelhante tem Ilton Gonçalves da Silva da Comunidade Quilombola Batuva, em Guaraqueçaba. “Embora haja quem diga que não, é a contemporaneidade que resiste à ideologia do racismo, à individualidade e à marginalização".
O Simpósio representa mais um passo inédito na construção e efetivação da política pública de educação das relações etnicorraciais no Paraná e no país. “Inaugura a institucionalização das equipes multidisciplinares nas escolas estaduais e, ao mesmo tempo, articula referências da história e cultura indígena com a história e cultura africana e afrobrasileira e o Paraná é o primeiro estado do país a realizar essa ação”, ressaltou Wagner Roberto do Amaral, chefe do DEDI. Ainda segundo ele, o evento é um espaço para as diferentes vozes e manifestações Kaingang, Guarani, Xetá e quilombolas e demais afrodescendentes do Paraná.
Os objetivos do simpósio são subsidiar as discussões e promover debates a respeito da implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, além de orientar a composição das equipes multidisciplinares nas escolas da rede pública de ensino. “Este encontro está sendo muito importante, e as palestras são ótimas. A cada encontro crescemos e procuramos levar para nossas comunidades quilombolas o que aprendemos”, contou Maria Arlete da Silva, da Comunidade Quilombola Adelaide Maria Trindade Batista, em Palmas. A representante ainda salientou que pretende formar nas escolas da comunidade as equipes multidisciplinares.
O simpósio é uma oportunidade para se trocar informações sobre a realidade dos participantes. "O evento é importante para professores não indígenas compreenderem que todos são importantes, para ouvir a voz dos indígenas”, comentou Teodoro Tupã Alves, da Terra Indígena de Itamarã, no município de Diamante D'Oeste. Ele espera que quando os professores retornarem às suas escolas e suas comunidades trabalhem o respeito à cultura indígena ao compor as equipes. “Indígenas, não indígenas e NRE temos que trocar conhecimentos e, após o Simpósio, discutir as ideias erradas que se tem sobre os indígenas".
Para Marilene Bandeira, da Comunidade Kaingang de Apucaraninha, município de Tamarana, a formação das equipes multidisciplinares em escolas indígenas ou não indígenas ajudará a combater o preconceito dentro e fora das comunidades indígenas. "A participação da comunidade nas equipes também é importante, pois ninguém conhece melhor a realidade dos indígenas do que os próprios indígenas, principalmente os mais velhos, que, com o apoio dos jovens, podem levar as discussões adiante", disse.
Entre os conteúdos debatidos estão a implantação e implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08 nos currículos escolares da educação básica do Paraná; o estudo da Resolução nº 3399/2010 - GS/SEED, da Instrução nº 010/2010 - SUED/SEED e da Orientação nº 002/2010 – DEDI, documentos que regulamentam a composição e o funcionamento das equipes multidisciplinares; o ensino das Línguas Indígenas; os aspectos da cultura corporal Guarani; os aspectos da cultura alimentar Kaingang; o aspecto da cultura Kaingang na escola não indígena; etnomatemática; juventude negra e movimento Hip Hop; comunidade quilombola João Surá e o uso das tecnologias.
Cerca de 600 pessoas participam, entre técnicos pedagógicos da SEED, dos Núcleos Regionais de Educação (NREs); professores da rede que atuam nas escolas indígenas e não indígenas. Também participam professores de Instituições de Ensino Superior (IES); representantes da Federação Quilombola; das comunidades de Terreiro; do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Paraná (FPEDER/PR), do Movimento Social Negro; do Movimento Social Indígena; da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), além de caciques e lideranças das terras indígenas do Paraná e acadêmicos indígenas de diversas áreas.
O combate ao preconceito e à discriminação também fazem parte das discussões do evento. "É importante a participação dos professores indígenas nas equipes. Professores devem aprender nas discussões a cultura e combater as imagens erradas e o preconceito em relação aos povos indígenas", afirmou Maiara Paraná, representante do Povo Xetá. Visão semelhante tem Ilton Gonçalves da Silva da Comunidade Quilombola Batuva, em Guaraqueçaba. “Embora haja quem diga que não, é a contemporaneidade que resiste à ideologia do racismo, à individualidade e à marginalização".


