83% das ações do Batalhão de Patrulha Escolar são de prevenção 22/10/2009 - 17:39
Cerca de 83% das 370 mil atividades realizadas pelo Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária até outubro deste ano foram de caráter preventivo. “A prevenção antecipa o crime”, explica a tenente-coronel Rita Aparecida de Oliveira, comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) e Proerd. "Com o trabalho preventivo você está preparando a criança e o jovem para que tenha uma vida saudável, para que cresça e se desenvolva com uma qualidade de vida, tenha grupos saudáveis de convivência”.
Com esta perspectiva, foram realizados dois Fóruns Regionais de Educação Preventiva Sobre Drogas e de Segurança, em Londrina e em Cornélio Procópio no início deste mês. O objetivo foi discutir com a comunidade sobre prevenção às drogas e o trabalho educativo de segurança nas escolas. "Trouxemos as melhores práticas para esta discussão pública, o que está certo para avançarmos e aquilo que precisamos ajustar em relação à prevenção do uso de drogas e a segurança nas escolas", relata.
Sem a prevenção, a outra opção é a atuação repressiva. “Se fizermos o preventivo com determinação, como estamos fazendo no Paraná, vamos reduzir e nos anteciparmos ao crime”, afirma a tenente-coronel Aparecida.
A diretora de Administração Escolar da Secretaria da Educação (Seed), Ana Lúcia de Albuquerque Schulham, comenta que o Fórum serviu para repassar para os diferentes segmentos da sociedade a necessidade de compartilhar informações sobre os instrumentos existentes na área educacional para melhorar a relação de segurança e de bem-estar dentro das escolas. "Hoje, por uma série de fatores externos que a sociedade produz, a escola acaba se tornando palco de violência, que a escola pouco contribuem, mas acaba pagando o ônus", conta.
Para Ana Lúcia Schulham, o processo de matrícula baseado no georreferenciamento, juntamente com as ações da Patrulha Escolar Comunitária e com o conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) devem ser compreendidos melhor para serem postos em prática de forma coletiva. "Nós estamos tentando mostrar estes três instrumentos de forma articulada como ações preventivas que visam à melhoria a ajuda do poder público pode oferecer aos pais, em relação à segurança nas escolas", explica.
Relatos da atuação - Paulo César Chaves, diretor do Colégio Estadual Willie Davids, em Londrina, afirma que a atuação da Patrulha Escolar é bem vista na comunidade, porque sabe que ela está na instituição para proteger os jovens e não por que ocorreu um delito. "É muito importante a presença da patrulha para orientar os alunos e a comunidade, o que resulta em um pouco mais de segurança", diz.
Chaves comenta que a patrulha passa com frequência para fazer visitas na escola, atendendo sempre que é necessária, além da realização de palestras agendadas com os alunos do ensino fundamental.
Cacilda Aparecida Pereira é mãe de dois alunos do colégio. Para ela a patrulha é importante devido à formação que os policiais têm para repassar as orientações aos estudantes. "A escola não pode ficar sem este apoio, é preciso saber como lidar com a criança e com o adolescente quando se fala sobre drogas ou violência”.
A mãe ainda comenta que como a sociedade chegou a um ponto em que a violência está muito próxima dos alunos, sendo preciso intervir para que no futuro a situação não se torne pior. Ela também ressalta quem tem o dever maior de envolvimento nos cuidados e orientação dos filhos ainda são os pais.
Visão semelhante tem Lucilene da Silva Favoretto, mãe de Luan Henrique, aluno do Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes, em Londrina. "No geral, a educação começa dentro de casa. Conversando, dando conselhos, orientando, estando mais presente, este é o papel da família", ressalta.
Ela conta que a presença da Patrulha Escolar impõe mais respeito e promove mais segurança. “Inclusive, eu fui uma das mães em reunião que aprovou a abordagem policial nos estudantes. Quem não deve, não teme”, afirma.
Para o aluno, a palestra realizada pela Patrulha Escolar, no início do segundo semestre sobe o bullyng foi importante para mudar o comportamento dos alunos no colégio. "Antes os alunos viviam dando apelido um para o outro. Depois isso diminuiu um pouco, aprenderam a se respeitar", relata.
Luan, que está na 8ª série, ainda conta que é frequente a presença da patrulha na frente da escola dando orientações sobre segurança. "Os policiais abordam as pessoas estranhas, falam para nós irmos direto para casa, porque pode acontecer alguma coisa". A estudante Jaqueline Correia da Silva, 8ª série, destaca que a patrulha reforça as regras de convivência da escola. Para ela as palestras servem para receber mais informações e conselhos sobre assuntos que acreditava saber. "Sempre é bom aprender um pouco mais sobre assuntos que são tão importantes", afirma.
Com esta perspectiva, foram realizados dois Fóruns Regionais de Educação Preventiva Sobre Drogas e de Segurança, em Londrina e em Cornélio Procópio no início deste mês. O objetivo foi discutir com a comunidade sobre prevenção às drogas e o trabalho educativo de segurança nas escolas. "Trouxemos as melhores práticas para esta discussão pública, o que está certo para avançarmos e aquilo que precisamos ajustar em relação à prevenção do uso de drogas e a segurança nas escolas", relata.
Sem a prevenção, a outra opção é a atuação repressiva. “Se fizermos o preventivo com determinação, como estamos fazendo no Paraná, vamos reduzir e nos anteciparmos ao crime”, afirma a tenente-coronel Aparecida.
A diretora de Administração Escolar da Secretaria da Educação (Seed), Ana Lúcia de Albuquerque Schulham, comenta que o Fórum serviu para repassar para os diferentes segmentos da sociedade a necessidade de compartilhar informações sobre os instrumentos existentes na área educacional para melhorar a relação de segurança e de bem-estar dentro das escolas. "Hoje, por uma série de fatores externos que a sociedade produz, a escola acaba se tornando palco de violência, que a escola pouco contribuem, mas acaba pagando o ônus", conta.
Para Ana Lúcia Schulham, o processo de matrícula baseado no georreferenciamento, juntamente com as ações da Patrulha Escolar Comunitária e com o conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) devem ser compreendidos melhor para serem postos em prática de forma coletiva. "Nós estamos tentando mostrar estes três instrumentos de forma articulada como ações preventivas que visam à melhoria a ajuda do poder público pode oferecer aos pais, em relação à segurança nas escolas", explica.
Relatos da atuação - Paulo César Chaves, diretor do Colégio Estadual Willie Davids, em Londrina, afirma que a atuação da Patrulha Escolar é bem vista na comunidade, porque sabe que ela está na instituição para proteger os jovens e não por que ocorreu um delito. "É muito importante a presença da patrulha para orientar os alunos e a comunidade, o que resulta em um pouco mais de segurança", diz.
Chaves comenta que a patrulha passa com frequência para fazer visitas na escola, atendendo sempre que é necessária, além da realização de palestras agendadas com os alunos do ensino fundamental.
Cacilda Aparecida Pereira é mãe de dois alunos do colégio. Para ela a patrulha é importante devido à formação que os policiais têm para repassar as orientações aos estudantes. "A escola não pode ficar sem este apoio, é preciso saber como lidar com a criança e com o adolescente quando se fala sobre drogas ou violência”.
A mãe ainda comenta que como a sociedade chegou a um ponto em que a violência está muito próxima dos alunos, sendo preciso intervir para que no futuro a situação não se torne pior. Ela também ressalta quem tem o dever maior de envolvimento nos cuidados e orientação dos filhos ainda são os pais.
Visão semelhante tem Lucilene da Silva Favoretto, mãe de Luan Henrique, aluno do Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes, em Londrina. "No geral, a educação começa dentro de casa. Conversando, dando conselhos, orientando, estando mais presente, este é o papel da família", ressalta.
Ela conta que a presença da Patrulha Escolar impõe mais respeito e promove mais segurança. “Inclusive, eu fui uma das mães em reunião que aprovou a abordagem policial nos estudantes. Quem não deve, não teme”, afirma.
Para o aluno, a palestra realizada pela Patrulha Escolar, no início do segundo semestre sobe o bullyng foi importante para mudar o comportamento dos alunos no colégio. "Antes os alunos viviam dando apelido um para o outro. Depois isso diminuiu um pouco, aprenderam a se respeitar", relata.
Luan, que está na 8ª série, ainda conta que é frequente a presença da patrulha na frente da escola dando orientações sobre segurança. "Os policiais abordam as pessoas estranhas, falam para nós irmos direto para casa, porque pode acontecer alguma coisa". A estudante Jaqueline Correia da Silva, 8ª série, destaca que a patrulha reforça as regras de convivência da escola. Para ela as palestras servem para receber mais informações e conselhos sobre assuntos que acreditava saber. "Sempre é bom aprender um pouco mais sobre assuntos que são tão importantes", afirma.


