Alunas do Colégio Estadual do Paraná conquistam medalha nas Olimpíadas 30/09/2009 - 17:30
As atletas da equipe de revezamento do atletismo do Colégio Estadual do Paraná conquistaram a terceira colocação nas Olimpíadas Escolares deste ano realizadas em setembro em Poços de Caldas, em Minas Gerais. A medalha foi resultado de uma rotina que incluí trabalhos de resistência, de velocidade e de alongamento, além das técnicas de revezamento, aliada ao apoio dos pais, da escola e dos colegas.
Para a aluna Letícia Mallmo Floriano, 8ª série, o incentivo do técnico motivou-a a fazer o teste de velocidade para participar da equipe de atletismo do colégio. Ela sabe que para competir é necessário uma rotina adequada de treinamentos. “Há dias tranquilos e outros em que o treinamento é mais pesado. Mas compensa quando se vê os resultados”, avalia.
Letícia diz que tirar boas notas é responsabilidade de cada atleta. “Dá tempo de fazer tudo, é uma questão de se organizar para não deixar acumular tudo para última hora. É só ser responsável que tudo dá certo”, afirma. Ela ainda conta que os colegas da escola sempre acompanham os resultados da estudante. “Eles acham muito legal e me incentivam. Os amigos veem as fotos no Orkut e deixam comentários”.
Débora Vanessa Costa Serpa, da 8ª série, conta que foi gostando aos poucos do atletismo quando começou a participar dos treinamentos. “Agora correr faz parte da minha vida. Se acontecer, pretendo seguir a carreira de velocista”, comenta. Outro fator que merece destaque, segundo ela, são as amizades que vão se fortalecendo não apenas nos treinamentos, mas também durante os eventos esportivos. “Nós nos tornamos superamigas, bem unidas. Nas competições uma ajuda a outra, uma acalma a outra, uma dá força para a outra”.
A estudante da 7º série, Helen Carine Duarte da Silva, conta que o seu maior incentivo veio da mídia. “Desde criança eu via na televisão as competições de atletismo e passei a gostar, mas achava que nunca teria a oportunidade de praticar o esporte”, lembra. Agora ela cogita a possibilidade de se tornar uma atleta profissional no futuro.
Carol Furtado, da 8º série, não se interessava muito pelo atletismo. “Após fazer o teste de seleção passei a gostar do esporte, não apenas pela saúde, mas devido a tudo que o envolve”. A aluna conta que as vidas de aluno e de atleta são compatíveis. “Dá tempo de fazer tudo. Mas acima de tudo está o estudo. De que adianta ser uma boa atleta e não ser uma boa estudante?”, questiona.
O pai de Carol, Adão Orlando Pereira, orgulhoso, acompanha os treinamentos da filha e não mede esforços para incentivá-la. “É um sacrifício, mas tem o retorno da satisfação. Fazendo uma coisa agradável, ela conhece o mundo do esporte, volta a cabeça para o bom caminho, mesmo que não seja no esporte”, destaca o pai.
Pereira sugere aos outros pais ou responsáveis que têm filhos atletas não apenas incentivá-los à prática esportiva, mas principalmente acompanhá-los. “É preciso saber o que está acontecendo com o filho, saber se está realmente fazendo a tarefa do esporte, com responsabilidade”, conclui.
SALA E PISTA - Há meses as atletas se reúnem para treinar duas vezes por semana. Em épocas de competição, os trabalhos são semanais. Elas treinam de manhã, frequentam a escola à tarde e estudam mais um pouco ou repassam os conteúdos escolares no período da noite. Quando existe um trabalho ou uma avaliação com um peso maior, deixam de treinar para se dedicar às atividades da sala de aula.
José Roberto Walter, técnico da equipe, comenta que os benefícios para a saúde física e mental oferecidos pela prática esportiva são inegáveis, mas que existe também o social, a convivência com outras pessoas. Ele compara a prática esportiva com a vida. “As dificuldades do treinamento, a verificação dos resultados. Saber que a vida é uma competição, como o vestibular, ou a busca por um emprego”, comenta.
Outra questão importante é deixar bem claro aos pais ou responsáveis sobre a participação dos alunos nos treinamentos e nas competições. Desta forma, ele garante que consegue a participação da família. “Os pais vão às viagens quando podem, assistem às competições, telefonam para saber o que está acontecendo”. Walter explica que o acompanhamento não deve ser feito apenas pelo colégio. “É preciso apoio total. O aluno tem que ser ajudado em casa, receber o apoio da família”.
O rendimento escolar das atletas também é considerado. Elas precisam ter boas notas e frequentar as aulas. Para isso, há um acompanhamento por parte da divisão pedagógica da escola. O aluno que participa da competição é dispensando, mas tem a que recuperar os conteúdos que foram trabalhados durante sua ausência. “Como estão representando o colégio, não podem ser prejudicados. Mas o aluno tem que correr atrás, precisa saber que não é privilégio ser atleta”, ressalta Walter.
Para a aluna Letícia Mallmo Floriano, 8ª série, o incentivo do técnico motivou-a a fazer o teste de velocidade para participar da equipe de atletismo do colégio. Ela sabe que para competir é necessário uma rotina adequada de treinamentos. “Há dias tranquilos e outros em que o treinamento é mais pesado. Mas compensa quando se vê os resultados”, avalia.
Letícia diz que tirar boas notas é responsabilidade de cada atleta. “Dá tempo de fazer tudo, é uma questão de se organizar para não deixar acumular tudo para última hora. É só ser responsável que tudo dá certo”, afirma. Ela ainda conta que os colegas da escola sempre acompanham os resultados da estudante. “Eles acham muito legal e me incentivam. Os amigos veem as fotos no Orkut e deixam comentários”.
Débora Vanessa Costa Serpa, da 8ª série, conta que foi gostando aos poucos do atletismo quando começou a participar dos treinamentos. “Agora correr faz parte da minha vida. Se acontecer, pretendo seguir a carreira de velocista”, comenta. Outro fator que merece destaque, segundo ela, são as amizades que vão se fortalecendo não apenas nos treinamentos, mas também durante os eventos esportivos. “Nós nos tornamos superamigas, bem unidas. Nas competições uma ajuda a outra, uma acalma a outra, uma dá força para a outra”.
A estudante da 7º série, Helen Carine Duarte da Silva, conta que o seu maior incentivo veio da mídia. “Desde criança eu via na televisão as competições de atletismo e passei a gostar, mas achava que nunca teria a oportunidade de praticar o esporte”, lembra. Agora ela cogita a possibilidade de se tornar uma atleta profissional no futuro.
Carol Furtado, da 8º série, não se interessava muito pelo atletismo. “Após fazer o teste de seleção passei a gostar do esporte, não apenas pela saúde, mas devido a tudo que o envolve”. A aluna conta que as vidas de aluno e de atleta são compatíveis. “Dá tempo de fazer tudo. Mas acima de tudo está o estudo. De que adianta ser uma boa atleta e não ser uma boa estudante?”, questiona.
O pai de Carol, Adão Orlando Pereira, orgulhoso, acompanha os treinamentos da filha e não mede esforços para incentivá-la. “É um sacrifício, mas tem o retorno da satisfação. Fazendo uma coisa agradável, ela conhece o mundo do esporte, volta a cabeça para o bom caminho, mesmo que não seja no esporte”, destaca o pai.
Pereira sugere aos outros pais ou responsáveis que têm filhos atletas não apenas incentivá-los à prática esportiva, mas principalmente acompanhá-los. “É preciso saber o que está acontecendo com o filho, saber se está realmente fazendo a tarefa do esporte, com responsabilidade”, conclui.
SALA E PISTA - Há meses as atletas se reúnem para treinar duas vezes por semana. Em épocas de competição, os trabalhos são semanais. Elas treinam de manhã, frequentam a escola à tarde e estudam mais um pouco ou repassam os conteúdos escolares no período da noite. Quando existe um trabalho ou uma avaliação com um peso maior, deixam de treinar para se dedicar às atividades da sala de aula.
José Roberto Walter, técnico da equipe, comenta que os benefícios para a saúde física e mental oferecidos pela prática esportiva são inegáveis, mas que existe também o social, a convivência com outras pessoas. Ele compara a prática esportiva com a vida. “As dificuldades do treinamento, a verificação dos resultados. Saber que a vida é uma competição, como o vestibular, ou a busca por um emprego”, comenta.
Outra questão importante é deixar bem claro aos pais ou responsáveis sobre a participação dos alunos nos treinamentos e nas competições. Desta forma, ele garante que consegue a participação da família. “Os pais vão às viagens quando podem, assistem às competições, telefonam para saber o que está acontecendo”. Walter explica que o acompanhamento não deve ser feito apenas pelo colégio. “É preciso apoio total. O aluno tem que ser ajudado em casa, receber o apoio da família”.
O rendimento escolar das atletas também é considerado. Elas precisam ter boas notas e frequentar as aulas. Para isso, há um acompanhamento por parte da divisão pedagógica da escola. O aluno que participa da competição é dispensando, mas tem a que recuperar os conteúdos que foram trabalhados durante sua ausência. “Como estão representando o colégio, não podem ser prejudicados. Mas o aluno tem que correr atrás, precisa saber que não é privilégio ser atleta”, ressalta Walter.


