Alunos participam da 2ª edição dos Jogos Paraespeciais do Litoral do Paraná 23/10/2009 - 15:00

Cerca de 400 alunos das Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) do Litoral, Escolas de Surdos-Nydia Moreira Garcêz, Escola de Educação Especial Municipal Eva Cavani, Escola de Educação Especial Municipal Ilha do Saber e classes especiais participaram da 2ª edição das Jogos Paraespeciais do Litoral do Paraná, em Paranaguá, de 20 a 22 de outubro. Os jogos envolveram as modalidades de futsal, voleibol gigante, basquete, cabo de guerra, dama, memória, tênis de mesa e dominó.
O objetivo do evento, além de incentivar a prática esportiva aos alunos da educação especial, foi oportunizar a participação de atividades fora do ambiente escolar, favorecendo a socialização das escolas especiais e regulares do litoral. Também estimulou o desenvolvimento do espírito cooperação e de competição saudável entre os alunos.
“O evento se faz necessário, pois os alunos têm a oportunidade  de participar dos jogos, de conviverem  juntos com colegas de outros municípios e ainda de participarem de atividades culturais, afinal todos devem ter os mesmos direitos, visto que a prática de jogos escolares é comum no ensino regular”, comentou Gisele Cuch, coordenadora da educação especial do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá.
O evento foi uma iniciativa do Núcleo Regional, com o apoio das Secretarias Municipais de Educação e APAES do Litoral, que ficaram encarregados pelas refeições, espaços físicos, alojamento, arbitragem e premiação. As medalhas foram doadas pela Paraná Esporte.
Além das disputas esportivas, aconteceram também atividades culturais de música, teatro, dança e baile em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC/Paranaguá), sob a responsabilidade do setor de Educação Especial e Inclusão do Núcleo.
Para Jocinei Francisco Felts, aluno da Escola Municipal Especial Eva Cavani, explica a importância do evento. “Os jogos permitem que  todos entendam que o mais importante é competir, não importa se ganhamos ou perdemos, estar aqui é muito bom”, declara.
A  instrutora surda da Escola Nydia Moreira Garcêz, disse que a torcida foi o que mais lhe chamou a atenção. “É motivante ver a sua escola inteira torcendo, assim como a das outras escolas também, com bandeiras, faixas, grito de guerra, os atletas entrando com seus uniformes, foi muito legal”, conta.
A aluna Daniela Carvalho lameson, da Escola Especial Joana de Camargo (Apae de Antonina) destacou as atividades culturais do evento. “Amei o baile promovido. Eu dancei a noite toda, me diverti muito”, comenta.