Atividade do programa Viva a Escola ganha “Prêmio Jovem da Paz Brasil” 11/12/2009 - 17:30
A professora de Ciências Marcelle Cavassim Budal, do Colégio Estadual Frei Beda Maria, em Itaperuçu, recebeu o Prêmio Jovem da Paz Brasil nessa quinta-feira (10). Ela concorreu na categoria Educação com a atividade Escola Sustentável, que faz parte do Programa Viva a Escola. Alunos do Colégio Estadual Santa Cândida, em Curitiba, prestigiaram o evento. A atividade premiada atinge diretamente cerca de 20 estudantes e envolveu toda comunidade no cuidado ambiental.
Durante este ano, os alunos participantes da atividade aprenderam noções de ecologia e saúde. Todo lixo produzido na escola é reutilizado. O lixo orgânico vai para uma composteira, construída pelos alunos, onde é tratado e se transforma em adubo. O adubo é utilizado na horta da escola, que quinzenalmente complementa a merenda. “Eles estão aprendendo na prática, não só na teoria. Eles têm a oportunidade de vivenciar o que aprendem”, disse Marcelle.
De acordo com a proposta do Programa Viva a Escola, “foram escolhidos para participar da atividade alunos com dificuldade de aprendizagem e de socialização. A participação na atividade motivou o interesse pela escola, o senso investigativo, o interesse por programas culturais e jornalísticos”, falou Marcelle.
“Um fungo apareceu numa espécie de couve. Os alunos pesquisaram por iniciativa própria um remédio orgânico que não fosse agressivo. Eles desenvolveram conhecimento”, contou Marcelle.
A professora contou que os alunos levam o que aprendem para casa, o que pode ser observado pela contribuição das famílias para reciclar o óleo de cozinha. “A comunidade está separando o óleo usado, que é altamente prejudicial ao meio ambiente. Nós enviamos o óleo recolhido para uma empresa da cidade. Essa empresa transforma o óleo em sabão, que é utilizado na escola”, explicou Marcelle.
Além da preocupação ambiental, os alunos ainda estão tomando consciência da importância de uma alimentação saudável. “Os alunos têm vontade de comer as hortaliças que eles mesmos cultivaram. Além de ser parte importante da alimentação, eles ainda sabem que esses alimentos são totalmente orgânicos”, contou Marcelle.
“Eu queria aprender mais, cuidar do meio ambiente, da horta e dar uma alimentação e uma qualidade de vida melhor para o colégio e para a nossa cidade. Nós acreditamos nisso e conseguimos”, disse Thainara Aparecida França, 13 anos, 7ª série. A aluna também afirmou que passou a ver a escola de maneira diferente. “Vou para o colégio para estudar e também para aprender a ter uma vida melhor”.
“Cuidamos das plantas que agora servem de alimento para outros alunos”, afirmou Nathan Major da Luz, 13 anos, 6ª série. Ele disse que não costumava separar o lixo em casa, “agora eu penso no destino de tudo que foi usado e do que sobrou”.
PRÊMIO JOVEM DA PAZ – O prêmio Jovem da Paz é um conjunto de premiações instituído em 1991, pelo Instituto Juvenil de Conhecimento e as principais organizações de juventude da Bolívia. O propósito é identificar, reconhecer e premiar os esforços de jovens, entre 15 e 35 anos, de diversos países em causas sociais. Nesse ano, Curitiba foi a seda da premiação mundial.
Durante este ano, os alunos participantes da atividade aprenderam noções de ecologia e saúde. Todo lixo produzido na escola é reutilizado. O lixo orgânico vai para uma composteira, construída pelos alunos, onde é tratado e se transforma em adubo. O adubo é utilizado na horta da escola, que quinzenalmente complementa a merenda. “Eles estão aprendendo na prática, não só na teoria. Eles têm a oportunidade de vivenciar o que aprendem”, disse Marcelle.
De acordo com a proposta do Programa Viva a Escola, “foram escolhidos para participar da atividade alunos com dificuldade de aprendizagem e de socialização. A participação na atividade motivou o interesse pela escola, o senso investigativo, o interesse por programas culturais e jornalísticos”, falou Marcelle.
“Um fungo apareceu numa espécie de couve. Os alunos pesquisaram por iniciativa própria um remédio orgânico que não fosse agressivo. Eles desenvolveram conhecimento”, contou Marcelle.
A professora contou que os alunos levam o que aprendem para casa, o que pode ser observado pela contribuição das famílias para reciclar o óleo de cozinha. “A comunidade está separando o óleo usado, que é altamente prejudicial ao meio ambiente. Nós enviamos o óleo recolhido para uma empresa da cidade. Essa empresa transforma o óleo em sabão, que é utilizado na escola”, explicou Marcelle.
Além da preocupação ambiental, os alunos ainda estão tomando consciência da importância de uma alimentação saudável. “Os alunos têm vontade de comer as hortaliças que eles mesmos cultivaram. Além de ser parte importante da alimentação, eles ainda sabem que esses alimentos são totalmente orgânicos”, contou Marcelle.
“Eu queria aprender mais, cuidar do meio ambiente, da horta e dar uma alimentação e uma qualidade de vida melhor para o colégio e para a nossa cidade. Nós acreditamos nisso e conseguimos”, disse Thainara Aparecida França, 13 anos, 7ª série. A aluna também afirmou que passou a ver a escola de maneira diferente. “Vou para o colégio para estudar e também para aprender a ter uma vida melhor”.
“Cuidamos das plantas que agora servem de alimento para outros alunos”, afirmou Nathan Major da Luz, 13 anos, 6ª série. Ele disse que não costumava separar o lixo em casa, “agora eu penso no destino de tudo que foi usado e do que sobrou”.
PRÊMIO JOVEM DA PAZ – O prêmio Jovem da Paz é um conjunto de premiações instituído em 1991, pelo Instituto Juvenil de Conhecimento e as principais organizações de juventude da Bolívia. O propósito é identificar, reconhecer e premiar os esforços de jovens, entre 15 e 35 anos, de diversos países em causas sociais. Nesse ano, Curitiba foi a seda da premiação mundial.


