Colégio Beatriz Ansay terá nova licitação e intensificação da Patrulha Escolar 22/04/2008 - 17:57
O Superintendente de Desenvolvimento Educacional da Secretaria da Educação (Seed), Luciano Mewes, esteve reunido nesta terça-feira (22), no Núcleo Regional de Educação (NRE) de Curitiba, com uma equipe de professores do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay para definir detalhes de medidas urgentes a serem tomadas para melhoraria da segurança. Participaram ainda, o presidente da APP-Sindicato, José Lemos e a chefe do NRE de Curitiba, Sheila Marize de Toledo.
O Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, localizado na Vila Pompéia, no bairro Tatuquara, está funcionando em um espaço provisório desde que a antiga sede foi demolida porque já não atendia às necessidades da comunidade escolar. A escola está funcionando provisoriamente num prédio alugado, perto da antiga sede.
Durante a reunião, ficou definida a colocação imediata de grades de proteção, câmeras de segurança, auxiliares de serviços gerais que terão a função de fazer a identificação do alunos e uma intensificação dos trabalhos da Patrulha Escolar. Outra decisão tomada no encontro, foi a confecção de carteirinhas do colégio, com fotografia, para que os alunos sejam identificados, facilitando o controle de acesso dos estudantes.
"Sentimos que essa equipe da Secretaria da Educação está se empenhando em resolver os problemas da escola. Ficaremos na expectativa de que o andamento da construção da nova escola seja retomado imediatamente", disse Valtemir Aparecido da Silva, um dos professores que participou do encontro.
Os problemas começaram no início de 2005, quando a empresa vencedora da licitação, a Construtora Alpha San, abandonou a obra e o contrato foi cancelado. Em setembro de 2006, outra licitação foi realizada e a vencedora foi a construtora Braaden. Poucos meses depois, após a realização de 10% do total, a empresa também abandonou a obra, alegando dificuldades financeiras. Mesmo assim, os trabalhos continuaram até agosto de 2007, quando a construtora entrou em processo de recuperação financeira e a Justiça não permitiu a renovação do contrato com o Governo do Estado. Foram constatadas diversas irregularidades na execução da obra, especialmente na parte estrutural. Consertos e reparos foram feitos pela própria Braaden.
Conforme Luciano Mewes, para concluir a obra, uma nova licitação será aberta nos próximos 30 dias. Após 60 dias serão lidas as propostas e designado o vencedor. O prazo para a retomada das obras é de 90 dias, após a publicação do edital de licitação. O novo colégio com mobiliário e toda infra-estrutura adequada às demandas da comunidade, deve ser entregue no início do ano que vem, para que o ano letivo de 2009, já comece nas novas instalações.


