Coral da UFPR participa da abertura do Fera com Ciência 14/09/2008 - 16:45
O Coral da Universidade Federal do Paraná participa da abertura do Fera com Ciência, na segunda-feira (15) com a obra Die Schopfung, “A Criação”, do compositor austríaco Franz Joseph Haydn (1732-1809), considerada uma das obras corais mais importantes. A apresentação será às 19h30, na Praça Nossa Senhora da Salete, Centro Cívico, em Curitiba, onde o Fera com Ciência fica instalado até sexta-feira (19).
O Festival de Arte da Rede Estudantil – Fera – foi criado em 2004, pelo Governo do Estado, e tem como objetivo integrar a comunidade escolar e consolidar a prática de atividades artísticas e culturais nas escolas, possibilitando o intercâmbio entre elas. Para este ano, em que Fera se une ao Projeto Com Ciência, são esperados 1.200 participantes, entre alunos e professores da rede estadual de ensino, além da participação da comunidade em vários municípios.
A apresentação do Coral da Universidade Federal do Paraná traz no repertório o grandioso oratório “A Criação”, dividido em três partes, que narra os sete dias em que, segundo a Bíblia, Deus teria criado o Universo. Para isso, o compositor alterna textos extraídos do Gênesis e do “Paraíso perdido”, de John Milton, ambos traduzidos para o alemão por Gottfried van Swieten.
A peça estreou 19 de março de 1799, no Burgtheater de Viena, com a orquestra dirigida pelo próprio Haydn. Com essa obra, o compositor começa a definir a estética do classicismo do século XVIII, estabelecendo o quarteto de cordas e a sinfonia como gêneros musicais mais importantes, dava um passo em direção ao romantismo, estética que predominaria no século XIX. Já a abertura da peça, sintomaticamente intitulada “A representação do caos”, apresenta uma certa instabilidade harmônica e passagens cromáticas que, 80 anos mais tarde, se tornariam características típicas da música de Richard Wagner.
A primeira parte da obra inicia com um prólogo intitulado Die Vorstellung des Chaos (A Representação do Caos). Seguidamente, o anjo Gabriel anuncia o primeiro dia da criação, no qual surgiu a luz. O coro interpreta uma introdução lenta que, ao chegar à palavra Licht (Luz), subitamente se transforma numa radiosa e forte cadência. Esta parte termina com um célebre e poderoso coro Die Himmel erzählen die Ehre Gottes (Os céus contam a glória de Deus) que integra uma fuga, tal como é hábito no período clássico.
A segunda parte descreve os quinto e sexto dias, nos quais foram criados os animais e o homem. Mais uma vez a música acompanha a ação, podendo-se assim ouvir vários animais, como pássaros, peixes, um leão, um cavalo, vacas, ovelhas e até uma minhoca rastejando na terra.
Na terceira parte, a ação decorre no Paraíso, onde Adão e Eva interpretam um dueto amoroso Holde Gattin, dir zur Seite (Adorável esposa, a teu lado). A terceira parte, a última, termina com o Coro Singt dem Herren alle Stimmen! (Que todas as vozes cantem ao Senhor!). Este coro inicia com uma introdução lenta e prossegue com uma fuga dupla, acabando de modo grandioso.
O Festival de Arte da Rede Estudantil – Fera – foi criado em 2004, pelo Governo do Estado, e tem como objetivo integrar a comunidade escolar e consolidar a prática de atividades artísticas e culturais nas escolas, possibilitando o intercâmbio entre elas. Para este ano, em que Fera se une ao Projeto Com Ciência, são esperados 1.200 participantes, entre alunos e professores da rede estadual de ensino, além da participação da comunidade em vários municípios.
A apresentação do Coral da Universidade Federal do Paraná traz no repertório o grandioso oratório “A Criação”, dividido em três partes, que narra os sete dias em que, segundo a Bíblia, Deus teria criado o Universo. Para isso, o compositor alterna textos extraídos do Gênesis e do “Paraíso perdido”, de John Milton, ambos traduzidos para o alemão por Gottfried van Swieten.
A peça estreou 19 de março de 1799, no Burgtheater de Viena, com a orquestra dirigida pelo próprio Haydn. Com essa obra, o compositor começa a definir a estética do classicismo do século XVIII, estabelecendo o quarteto de cordas e a sinfonia como gêneros musicais mais importantes, dava um passo em direção ao romantismo, estética que predominaria no século XIX. Já a abertura da peça, sintomaticamente intitulada “A representação do caos”, apresenta uma certa instabilidade harmônica e passagens cromáticas que, 80 anos mais tarde, se tornariam características típicas da música de Richard Wagner.
A primeira parte da obra inicia com um prólogo intitulado Die Vorstellung des Chaos (A Representação do Caos). Seguidamente, o anjo Gabriel anuncia o primeiro dia da criação, no qual surgiu a luz. O coro interpreta uma introdução lenta que, ao chegar à palavra Licht (Luz), subitamente se transforma numa radiosa e forte cadência. Esta parte termina com um célebre e poderoso coro Die Himmel erzählen die Ehre Gottes (Os céus contam a glória de Deus) que integra uma fuga, tal como é hábito no período clássico.
A segunda parte descreve os quinto e sexto dias, nos quais foram criados os animais e o homem. Mais uma vez a música acompanha a ação, podendo-se assim ouvir vários animais, como pássaros, peixes, um leão, um cavalo, vacas, ovelhas e até uma minhoca rastejando na terra.
Na terceira parte, a ação decorre no Paraíso, onde Adão e Eva interpretam um dueto amoroso Holde Gattin, dir zur Seite (Adorável esposa, a teu lado). A terceira parte, a última, termina com o Coro Singt dem Herren alle Stimmen! (Que todas as vozes cantem ao Senhor!). Este coro inicia com uma introdução lenta e prossegue com uma fuga dupla, acabando de modo grandioso.


