Curso de formação aborda temas de altas habilidades/superdotação 24/09/2009 - 17:04
As questões que envolvem alunos com altas habilidades ou superdotação, uma área de recente discussão no Brasil, são cercadas por muitos mitos, por isso, a Secretaria da Educação (Seed), por meio do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein), promove o curso Superdotação: Teoria e Prática, resta quinta-feira (24), em Curitiba, com o objetivo de oferece subsídios teóricos aos professores que atuam com estes estudantes.
Ana Marta Roble Knechtel, técnico-pedagógica da área de altas habilidades/superdotação do Deein explica que o evento visa a oferecer subsídios teóricos, fundamentação legal e sugestões de ações pedagógicas para atendimento às necessidades específicas destes alunos com altas habilidades/ superdotação. “Além deste objetivo, nós discutiremos diferentes estratégias e a prática para buscar subsidiar os professores para atender estes alunos”.
O evento conta com 60 participantes entre professores que já atuam nas salas de recursos de altas habilidades/superdotação e representantes das equipes pedagógicas dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naahs) dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) e vai até sexta-feira (25).
A tônica deste encontro é a questão da mediação por parte dos professores com o aluno nos grupos de enriquecimento. Nestes grupos, que ocorrem em contraturno, são desenvolvidas as atividades nas escolas que oferecem atendimentos a alunos com estas especificidades.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 3% da população mundial tem um potencial superior para desenvolver ou expressar em uma ou mais áreas do conhecimento (acadêmica, criativa, liderança, artística, psicomotora ou motivacional).
A palestrante Vera Lúcia Palmeira Pereira, Professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal, explica que já é de domínio público que estes alunos que apresentam estas habilidades necessitam de estímulo. “Eles precisam ser desafiados, existe uma legislação de apoio e de incentivo a políticas públicas para que estes alunos possam ter realmente seu espaço garantido nas escolas e recebam estratégias de ensino diferenciadas”.
Mas para isso, a professora ressalta que a escola precisa identificar quem são estes alunos matriculados que precisam deste atendimento. “Não adianta termos um talento se ele não for expresso. Sabemos que a educação é uma porta de acesso para este desenvolvimento e que os professores possam mediar esta aplicação nas áreas específicas ou globais do desenvolvimento humano”, conta.
Vera Pereira lembra que é preciso enfatizar a importância dos educadores, da família e da sociedade em perceber esta pessoa criativa, produtiva em um contexto social mais amplo porque, muitas vezes esses alunos são vistos na escola como alunos problemas.
A inclusão social deste aluno contexto escolar é outra questão observada pela professora. “Às vezes o professor percebe que tem um talento, mas não sabe como lidar com ele. É preciso estimular estes educadores a buscarem informações para otimizar o desenvolvimento destes alunos”.
Em relação à política pública de formação de professores, ela destaca o interesse dos educadores nos eventos. “Faço questão de vir ao Paraná porque há um respeito muito grande nessa formação dos professores. Há um compromisso, é um momento de empenho da Seed relacionada à formação dos professores, que são participativos e querem aprender”. Ela lembra que o Paraná tem um diagnóstico favorável devido às ações interessantes existentes dentro do processo educacional.
Para ela, o sucesso da educação paranaense nesta área se deve ao fato de os professores darem ênfase nos talentos dos alunos e não nos problemas, potencializando os resultados da discussões.
Relatos - Fabiane Chueire Cianca coordenadora do NAAHS do NRE de Londrina diz que o evento é importante porque traz complementos tanto para a teoria como para a prática. “Percebemos os acertos e os erros e isto fortalece o desenvolvimento de uma nova prática de trabalho”. Ela conta que a formação continuada capacita os professores a se envolver mais na sua prática, atingindo os objetivos propostos no evento.
Para Rosana Paula Mondadori, professora da sala de altas habilidades/superdotação no Instituto de Educação de Maringá, a fundamentação teórica vem acrescentar sempre conteúdos para o seu trabalho. “Ela é o embasamento para uma boa prática, só a prática não funciona ela tem que ser teorizada para que crescermos com este aluno”. Além disso, as trocas de experiências com outros educadores também contribuem para melhoria da sua prática pedagógica.
Rosana conta que o papel do professor é sempre estar elaborando coisas novas, prestando atenção aos interesses do aluno. “Desta forma se consegue apontar caminhos, fazer mediações, para alcançar os objetivos. O professor deve estar com um olhar diferenciado para sempre acrescentar e não perder o potencial que eles têm”.
Ana Marta Roble Knechtel, técnico-pedagógica da área de altas habilidades/superdotação do Deein explica que o evento visa a oferecer subsídios teóricos, fundamentação legal e sugestões de ações pedagógicas para atendimento às necessidades específicas destes alunos com altas habilidades/ superdotação. “Além deste objetivo, nós discutiremos diferentes estratégias e a prática para buscar subsidiar os professores para atender estes alunos”.
O evento conta com 60 participantes entre professores que já atuam nas salas de recursos de altas habilidades/superdotação e representantes das equipes pedagógicas dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naahs) dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) e vai até sexta-feira (25).
A tônica deste encontro é a questão da mediação por parte dos professores com o aluno nos grupos de enriquecimento. Nestes grupos, que ocorrem em contraturno, são desenvolvidas as atividades nas escolas que oferecem atendimentos a alunos com estas especificidades.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 3% da população mundial tem um potencial superior para desenvolver ou expressar em uma ou mais áreas do conhecimento (acadêmica, criativa, liderança, artística, psicomotora ou motivacional).
A palestrante Vera Lúcia Palmeira Pereira, Professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal, explica que já é de domínio público que estes alunos que apresentam estas habilidades necessitam de estímulo. “Eles precisam ser desafiados, existe uma legislação de apoio e de incentivo a políticas públicas para que estes alunos possam ter realmente seu espaço garantido nas escolas e recebam estratégias de ensino diferenciadas”.
Mas para isso, a professora ressalta que a escola precisa identificar quem são estes alunos matriculados que precisam deste atendimento. “Não adianta termos um talento se ele não for expresso. Sabemos que a educação é uma porta de acesso para este desenvolvimento e que os professores possam mediar esta aplicação nas áreas específicas ou globais do desenvolvimento humano”, conta.
Vera Pereira lembra que é preciso enfatizar a importância dos educadores, da família e da sociedade em perceber esta pessoa criativa, produtiva em um contexto social mais amplo porque, muitas vezes esses alunos são vistos na escola como alunos problemas.
A inclusão social deste aluno contexto escolar é outra questão observada pela professora. “Às vezes o professor percebe que tem um talento, mas não sabe como lidar com ele. É preciso estimular estes educadores a buscarem informações para otimizar o desenvolvimento destes alunos”.
Em relação à política pública de formação de professores, ela destaca o interesse dos educadores nos eventos. “Faço questão de vir ao Paraná porque há um respeito muito grande nessa formação dos professores. Há um compromisso, é um momento de empenho da Seed relacionada à formação dos professores, que são participativos e querem aprender”. Ela lembra que o Paraná tem um diagnóstico favorável devido às ações interessantes existentes dentro do processo educacional.
Para ela, o sucesso da educação paranaense nesta área se deve ao fato de os professores darem ênfase nos talentos dos alunos e não nos problemas, potencializando os resultados da discussões.
Relatos - Fabiane Chueire Cianca coordenadora do NAAHS do NRE de Londrina diz que o evento é importante porque traz complementos tanto para a teoria como para a prática. “Percebemos os acertos e os erros e isto fortalece o desenvolvimento de uma nova prática de trabalho”. Ela conta que a formação continuada capacita os professores a se envolver mais na sua prática, atingindo os objetivos propostos no evento.
Para Rosana Paula Mondadori, professora da sala de altas habilidades/superdotação no Instituto de Educação de Maringá, a fundamentação teórica vem acrescentar sempre conteúdos para o seu trabalho. “Ela é o embasamento para uma boa prática, só a prática não funciona ela tem que ser teorizada para que crescermos com este aluno”. Além disso, as trocas de experiências com outros educadores também contribuem para melhoria da sua prática pedagógica.
Rosana conta que o papel do professor é sempre estar elaborando coisas novas, prestando atenção aos interesses do aluno. “Desta forma se consegue apontar caminhos, fazer mediações, para alcançar os objetivos. O professor deve estar com um olhar diferenciado para sempre acrescentar e não perder o potencial que eles têm”.


