Estudo do Ipea diz que infra-estrutura tem impacto no desempenho escolar 27/05/2008 - 19:07
Ao contrário do que a diz a literatura internacional, a infra-estrutura escolar é fundamental para a qualidade da educação. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que revela que a existência de equipamentos está diretamente ligada ao bom desempenho educacional.
O Ipea é uma entidade vinculada ao Ministério de Estado Extraordinário de Assuntos Estratégicos e a pesquisa “Impacto da Infra-Estrutura Escolar na Taxa de Distorção Idade-Série das Escolas Brasileiras de Ensino Fundamental – 1998 a 2005”, divulgada neste mês, foi realizada por Sergei Soares, pesquisador da Diretoria de Estudos Sociais do Ipea, e Natália Sátyro, consultora do Ministério do Desenvolvimento Social.
A superintendente educacional da Secretaria de Estado da Educação, Yvelise Arco-Verde, comenta que a reflexão contida no estudo reafirma a política educacional implantada no Paraná. “Junto com a reorganização da proposta pedagógica, buscando a melhoria na qualidade do ensino, o Governo do Estado vem investindo sistemática e maciçamente na infra-estrutura física, mobiliário, equipamentos e materiais didático-pedagógicos”, diz.
O estudo é uma análise qualitativa do Censo Escolar, de 1998 a 2005, e do Censo Demográfico de 2000, que contém dados relevantes sobre a educação brasileira. A pesquisa do Ipea teve como amostra mais de 132 mil escolas, sendo 55% rurais, 33% urbanas e 11% metropolitanas.
Segundo a pesquisa: “É claro que todos os condicionantes e limitantes sociais da educação, tão dolorosamente expressivos na maior parte da literatura até hoje, continuam valendo, mesmo à luz dos resultados deste texto. A origem socioeconômica dos alunos, os peer effects (dados comparativos), os efeitos de uma gestão deficiente, todos continuam sendo válidos, e nada indica que insumos escolares melhores possam sobrepujá-los. O que, sim, indicamos é que os efeitos dos insumos não são nulos e que políticas para sua melhoria não estão, a priori, fadadas ao fracasso”.
De acordo com Yvelise, os insumos constituem-se como apoio importante não só ao trabalho educativo como ao bem estar dos alunos, professores e comunidade escolar. “O investimento em programas como Paraná Digital – com os laboratórios de informática, portal Dia-a-dia Educação, TV Multimídia e Livro Didático Público são alguns exemplos do investimento que vem direta e indiretamente auxiliando na melhoria dos índices do desenvolvimento da educação básica paranaense, pelas quais a aprendizagem torna-se mais efetiva a partir de um ensino mais competente, prazeroso, e de qualidade”, destaca.
Segundo ela, o programa Paraná Digital, por exemplo, traz benefícios para uma melhor elaboração de conteúdos escolares por parte dos professores e a possibilidade da inserção dos alunos no mundo digital. “Muitos destes alunos têm apenas na escola a possibilidade de acesso aos instrumentos digitais de informação e comunicação”, ressalta. “A grande evolução do processo democrático buscado na educação se dá a partir da qualidade da gestão do sistema educacional, das redes de ensino e das próprias escolas. Gestão esta coletiva, participativa e crítica, que leva em conta os fundamentos teóricos ajustados às realidades locais”, afirma.
O Ipea é uma entidade vinculada ao Ministério de Estado Extraordinário de Assuntos Estratégicos e a pesquisa “Impacto da Infra-Estrutura Escolar na Taxa de Distorção Idade-Série das Escolas Brasileiras de Ensino Fundamental – 1998 a 2005”, divulgada neste mês, foi realizada por Sergei Soares, pesquisador da Diretoria de Estudos Sociais do Ipea, e Natália Sátyro, consultora do Ministério do Desenvolvimento Social.
A superintendente educacional da Secretaria de Estado da Educação, Yvelise Arco-Verde, comenta que a reflexão contida no estudo reafirma a política educacional implantada no Paraná. “Junto com a reorganização da proposta pedagógica, buscando a melhoria na qualidade do ensino, o Governo do Estado vem investindo sistemática e maciçamente na infra-estrutura física, mobiliário, equipamentos e materiais didático-pedagógicos”, diz.
O estudo é uma análise qualitativa do Censo Escolar, de 1998 a 2005, e do Censo Demográfico de 2000, que contém dados relevantes sobre a educação brasileira. A pesquisa do Ipea teve como amostra mais de 132 mil escolas, sendo 55% rurais, 33% urbanas e 11% metropolitanas.
Segundo a pesquisa: “É claro que todos os condicionantes e limitantes sociais da educação, tão dolorosamente expressivos na maior parte da literatura até hoje, continuam valendo, mesmo à luz dos resultados deste texto. A origem socioeconômica dos alunos, os peer effects (dados comparativos), os efeitos de uma gestão deficiente, todos continuam sendo válidos, e nada indica que insumos escolares melhores possam sobrepujá-los. O que, sim, indicamos é que os efeitos dos insumos não são nulos e que políticas para sua melhoria não estão, a priori, fadadas ao fracasso”.
De acordo com Yvelise, os insumos constituem-se como apoio importante não só ao trabalho educativo como ao bem estar dos alunos, professores e comunidade escolar. “O investimento em programas como Paraná Digital – com os laboratórios de informática, portal Dia-a-dia Educação, TV Multimídia e Livro Didático Público são alguns exemplos do investimento que vem direta e indiretamente auxiliando na melhoria dos índices do desenvolvimento da educação básica paranaense, pelas quais a aprendizagem torna-se mais efetiva a partir de um ensino mais competente, prazeroso, e de qualidade”, destaca.
Segundo ela, o programa Paraná Digital, por exemplo, traz benefícios para uma melhor elaboração de conteúdos escolares por parte dos professores e a possibilidade da inserção dos alunos no mundo digital. “Muitos destes alunos têm apenas na escola a possibilidade de acesso aos instrumentos digitais de informação e comunicação”, ressalta. “A grande evolução do processo democrático buscado na educação se dá a partir da qualidade da gestão do sistema educacional, das redes de ensino e das próprias escolas. Gestão esta coletiva, participativa e crítica, que leva em conta os fundamentos teóricos ajustados às realidades locais”, afirma.


